Rituais e Lixo

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Rituais e Lixo

Mensagem  The Grand Wizard [Passo] em Qui 27 Fev 2014 - 11:09

Trilha:

É uma noite fria, longa e escura. Uma lua nova que não é vista vigia todos lá de cima, nos céus sem nuvens. É 21 de dezembro, os Mortais estavam ansiosos pelas festas, mas os Garou tem rituais muito mais antigos e dignos de importância do que dar presentes uns para os outros. Alguns dos Cliath de cada Tribo presente na região são chamados pela primeira vez ao Caern, que permanecia um segredo para muitos, dado sua raridade como um Caern da cura e pela política única empregada pelos Anciões. Alguns tiveram seus Mentores ordenando que fossem ao ritual, outro foram convidados por lobisomens de suas seitas ou por outros meios, mas sempre ficou claro que essa era uma grande e única oportunidade e apenas um tolo iria recusar.
Durante à noite mais longa do ano, o ritual Dos Ventos Frios é realizado por vários Caern ao longo do mundo. Mas é uma honra qualquer Cliath forasteiro ser convidado a fazer parte, ainda mais em uma seita tão importante. Todos os convidados foram buscados por duas vans diferentes em Abbotsford, sabendo que já era uma grande respirabilidade pois os motoristas eram Parentes incapazes de se deferem por conta própria caso fossem atacados na viagem. Mas tudo ocorreu tranquilamente e logo entraram na floresta ao sul, uma grande parte fazendo parte de uma reserva florestal.
Eles chegam na seita, o ar é refrescante, não frio. O ar mais limpo e puro que qualquer um jamais sentiu, cada respiração enche o corpo com vida. Um Theurge dos Peregrinos Silenciosos, também convidado diz "Se você viu um caern, você viu um caern." quando todos os treze Cliath convidado entram pela Divisa, neve fresca decora o lado de fora da Seita na floresta comum, mas dentro da Divisa tudo continua tão verde e cheio de vida que não parece verdade que já é inverno.


Todos durante o caminho à pé passaram por uma cabana de madeira rústica de dois andares, dois Garou, um homem e uma mulher vigiavam todos os Cliath com olhos duros. Aérea de Convivência do Caern é uma grande cabana de madeira que parece ter sido esculpida em uma gigantesca árvore, ali são convidados a tomarem uma dose de um whisky caseiro e comerem costelas de porco e pão negro, canecas de cerveja grossa e quente, mas deliciosa é servida durante a pequena ceia servida apenas para os Cliath, os Parentes, especialmente dos Fianna cuidam para que os jovens lobisomens estejam bem servidos. Os lupinos tem servidos para eles coelhos crus, gordos e esfolados em recipientes de madeira no chão, ao lado uma água doce, pura e vibrante e servida, nem mesmo o mais arcaico Garra Vermelha pode reclamar do modo no qual eles são servidos de alimento e água, como "cachorros" domesticados. Entretanto a água é deliciosa, e a carne é fresca.

[Caso queiram fazer uma pequena interação durante os comes e bebes]

Alguns comem silenciosos, grande parte dos convidados tem entre 2 até 20 anos, ao menos dois Impuros são visíveis entre os convidados, um Roedor de Ossos Galliard e um Filho de Gaia Philodox, que sentam próximos uns dos outros, o primeiro não tem nenhum pelo ao longo do corpo, enquanto o segundo não tem garras.
Após terminado, um Athro entra e diz com uma voz forte e bonita, na linguagem Garou, mesmo estando em hominídeo. Atrás dele duas mulheres dos pés à cabeça vestidas de branco puro, sem mostrar nada além dos lábios e da parte inferior do rostos.


[Carisma 5 (Voz Imperiosa, Encantador) Manipulação 5 (Bom Argumentador, Serenidade) Aparência 3, Raça Pura 4]

William - Sou William Edmund "Uivo-Alto", Hominídeo Galliard dos Fiannas, Athro e Mestre do Rituais da Seita do Urso Pardo. Sejam todos bem vindos, irmãos e irmãs mais novos! Venham atrás de mim, irei mostrar para vocês o inverno e a morte.

Não existe como recuar, nem negar nada dito por ele, caso contrário uma profunda desonra caíra sobre o covarde, intimidado por tais palavras. Eles seguem, as duas figuras femininas de branco vão bem na frente, ninguém da Seita dá o ar da graça, até os Parentes do banquete sumiram. Uma porta os levam para fora, em direção ao sul. O Santuário está na frente deles, longe já é visto com os totens esculpidos com um habilidade de outro mundo, ma chega até lá não é tão fácil, um vento empurra todos os Cliath para longe. Um vento frio e branco, cortante como mil navalhas. O céu fica repentinamente branco e cinzento, neve caí, no inicio é uma neve branca, pura. Mas lentamente, vira uma neve suja, o inverno natural dá lugar ao inverno nuclear.
Alguns dos Cliath, berram sem entender o que ocorre. Alguns com medo do desconhecido, outros pela dor que o frio causa. Os treze lentamente vão ficando para trás, parece que O Santuário está longe demais deles, o Mestre do Ritual e as duas sacerdotisas estão agora muito à frente, caminhando sem problemas pelo inverno sombrio que impera. Então somem, quando uma grande nevasca fica mais forte. Passa algum tempo, até uma voz imperiosa e ainda sim serena chegue até eles.

"Que os fracos fiquem para trás, mas somente juntos podemos sobreviver ao inverno."

Um Cliath qualquer grita para os fracos saírem da frente dele, outro, mais sereno fala que isso é um teste, e o caminho do outro é o caminho do fracassado. O vento fica mais forte, os treze ficam isolados. O ar parece tóxico além de frio, o chão vira um lamaçal perigoso e profundo, estilhaços de aço parecem brotar no chão. No inicio, parecia que apenas cento e oitenta metros separavam a grande cabana do Santuário, parece que agora as dimensões do mundo mudaram, talvez sejam quilômetros em frente.
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Re: Rituais e Lixo

Mensagem  leojaco25 em Sex 28 Fev 2014 - 13:15

Numa tarde típica de início de inverno, próximo ao por-do-sol, Eric recebe uma ligação peculiar.

- Eric, Sou eu. Se prepare para o que está por vir. Haverá um ritual para alguns filhotes, recém-transformados. Este ritual será uma espécie de aprovação de coragem. Não pense que será tão fácil quanto os testes pelo qual você já passou. Esteja preparado. Era Edna, sua prima distante, e mentora.
Fazia muito tempo que não falara com ela, e quando conseguia, sempre levava um puxão de orelha, ou recebia alguma incumbência, que serviria para ela puxar sua orelha mais tarde.

- Mas onde será este ritual? E quando irá ocorrer? Qual a finalidade?

- Tudo ao seu tempo, pequeno filhote. Tudo ao seu tempo. fala Edna.

Após desligar o telefone, Eric fica divagando sobre tudo isso. Já havia passado pelo seu ritual de passagem, já tiveram algumas missões pequenas, que não comprometeriam sua integridade, mas sempre sabia em que estava se metendo.
Alguns dias após a ligação, Andarilho da Noite, nome como é conhecido entre os Garous, está sentado em seu apartamento, fuçando na internet, quando sente uma vontade de ir até a entrada de sua casa. Ao chegar no portão, uma van pára em frente, abre uma porta lateral, e chamam por seu nome, na língua Garou.
Andarilho sabe que pode acomapanhá-los, afinal, poucos sabem quem ele é, onde mora, e o que faz. Senta-se no fundo da Van, ao lado de um sujeito que está, tudo indica, dormindo.

A Van segue caminho, recolhendo mais garous. Eric se encolhe em sua poltrona, e resolve cochilar um pouco.
Não demora muito, e chegam a um Caern, que Eric deduz ser o destno final, quando a porta se abre mais uma vez. Todos descem, e seguem para uma cabana. Lá, é servido uma ceia.
Durante a ceia, Andarilho da Noite fica pensativo com o que está acontecendo. Nunca participara de algo assim, mas sabe que pode, e deve, confiar nos Anciões.
Olha para todos, durante algum tempo, e percebe que a maioria nem imagina o que os espera. Seu interesse é apenas aprender, e se possível, localizar seu inimigo, Mortalha da Noite. Talvez aprenda um Ritual para ajudá-lo.

Após a refeição, todos são chamados por um sujeito alto, de nome William, ele levanta-se, e segue com o grupo.
Após uma pequena introdução, Eric segue o grupo por um caminho, e começa um estranho fenômeno. O que era calmo, tranquilo, se transforma em uma calculada tempestade, uma nevasca, de fazer até o mais corajoso Garou tremer.
Eric começa a raciocinar, quando ouve uma voz imperiosa dizer:

"Que os fracos fiquem para trás, mas somente juntos podemos sobreviver ao inverno."

Alguém grita algo próximo a ele, "Que os fracos saiam da minha frente", outro fala que isso é apenas um teste, e comça os murmúrios uma espécie de anarquia generalizada.
Eric sabe o que deve ser feito. Sabe que o caminho a seguir está logo à frente, afinal, antes de começar a ventania, ele visualizou o caminho, e conseguiria fazer o caminho, se tiver oportunidade (Estou contando com a memória eidética, afinal, Eric viu o caminho, e deve saber onde é).

- Temos que nos unir, e encontrar o caminho até o santuário. Este deve ser um teste, e não adianta nos desesperar. Sigam minha voz, e se reunam. O caminho deve estar por aqui. Mas tomem cuidado. Eric grita, e aguarda uma posição dos demais.


Última edição por leojaco25 em Qui 6 Mar 2014 - 10:16, editado 1 vez(es)


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Re: Rituais e Lixo

Mensagem  Wolverineheart em Sex 28 Fev 2014 - 22:21

Espirito do Velho Predador, ja não era mais o mesmo, algo sombrio era facilmente notado dentro dos seus olhos, a perda da sua matilha ainda era muito recente, o cheiro Wiscky Escoces facilmente notado por quem se aproxima dele.

Duncan havia recebido a proposta de ir presenciar o Ritual "Dos Ventos Frios" em um raro Caern de Cura, Sombra Do Velho não pensou duas vezes, ordenou que Ross fosse, mesmo que ele não estivesse com a cabeça muito boa, Duncan sabia oque fazia e Ross nunca iria contrariar uma ordem direta de seu mentor.

Ross ficou aguardando no local e hora determinada para partir para o caern, logo chegou uma Van preta para buscalo, ja haviam outros la dentro, ele entrou na van , se sentou no fundo, cruzou os braços, feixou os olhos e dormiu a viagem toda. Ao começar a caminhada, em direção a seita, o ar mudou e Ross se sentia mais leve, parecia esquecer por momentos os incidentes.

"Mãe Gaia é perfeita"

Haviam dois vigias mal encarados, olhando com atenção para todos, mas Ross não ligava, pois estava acostumado com isso, quem olhava para ele, olhava para uma versão mais joven de Willian Mac'Queinner, Ross observava tudo com atenção,todos foram bem recebidos e tratados igualmente ,parecia que sua linhagem não era importante entre aqueles cliaths, oque o deixava mais a vontade,preferiu se isolar em uma das mesas de canto, oque fez sentar e comer, a garrafa de Wiscky o chamava, mas uma voz advertiu.

"--Não beba, você tem um nome a zelar filhote!"

Era "Julga Na Tempestade" um espirito ancestral, que fez com que Ross se mante-se longe da bebida, mas logo uma voz interrompe seu jantar.

William " -- Sou William Edmund "Uivo-Alto", Hominídeo Galliard dos Fiannas, Athro e Mestre do Rituais da Seita do Urso Pardo. Sejam todos bem vindos, irmãos e irmãs mais novos! Venham atrás de mim, irei mostrar para vocês o inverno e a morte."

Espirito do Velho Predador, se levanta e o segue.

"Inverno e a morte? então não me mostrara nada que eu ja não tenha visto"

O vento era forte, distancio o grupo de Cliaths do mestre ritual, o frio e o vento era muito forte, o chão estava dificultando o andar de todos.

"O frio vai nos matar, se nos separarmos"

Espirito de Predador se posciona na frente do grupo, e fala em tom de voz claro e firme:

"--Os que estão com medo, voltem! o restante me acompanhe e fiquem juntos seus tolos! ou frio vai derrubar todos! "

"Espero que isto não passe de um teste"

Off: Se preciso gasto ponto de força de vontade para seguir em frente.
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Re: Rituais e Lixo

Mensagem  The Grand Wizard [Passo] em Sex 7 Mar 2014 - 14:58

Trilha:

Alguns estão com medo ou desnorteados demais para falarem qualquer coisa, muito menos agir. Um Uktena Lupino, na forma Crinos grita na língua Garou que aquilo tudo era um teste, e dessa maneira iriam todos falhar. Um Wendigo em Hominídeo que estava próximo dele diz em um inglês carregado que todos ali são inúteis, e caminha para frente sem problema e sem sentir frio ou medo.
Um asiático em Glabro, com talvez dezoito anos, alto e atlético diz com uma voz calma, mesmo sendo ignorando por alguns que o teste requer calma, é um enigma e sua resposta é que todos devem permanecer unidos, os fracos e os fortes. O Peregrino Silencioso Theurge próximo dele, em Crinos para tentar resistir ao frio apoia ele na língua Garou.
O Andarilho do Asfalto e o Roedor de Ossos vão ficando muito para trás junto com um Filho de Gaia e Fúria Negra. O Cria de Fenris foi quem mandou os fracos saírem da frente, ele passa ignorando todos, empurrando o Fianna rosnando, mas repentinamente surge alguém na frente de todos os outros.
Um Presa de Prata, em hominídeo, um belo rapaz com talvez quinze anos, cabelos de um louro muito claro e olhos de um azul muito claro e brilhante, ele veste-se de maneira simples, porém sua roupa social branca e cinza caí bem no jovem e perfeito corpo por baixo, sua voz soa forte e cheia de uma inata liderança.


Presa de Prata- Sou Winterkälte Aoife, chamado entre o Povo como "Príncipe-Da-Runa-Prata", um Theurge Cliath nascido Hominídeo, descendente da casa dos Olhos Cintilantes! - Com sua mão, ele segura o Cria de Fenris pelo peito, o grande Crinos rosna por um momento, então fica calado, escutando o jovem. - Escutem! É um teste, um sábio teste e todos nós devemos entender! O Apocalipse está chegando, e apenas todos juntos podemos sobreviver ou ter esperanças de ajudar Gaia! Separados, não importa que sejam fortes ou fraco, iremos falhar. Juntos, devemos avançar, todos!

Sem necessitar de qualquer apelo sobrenatural, suas palavras parecem fazer total sentido quando analisando o que ouviram do vento. O Presa de Prata então assume uma forma Crinos muito alta, com pelos de um prata brilhante e sobrenatural, seus olhos azuis brilham com uma luz muito intensa, ele faz um gesto para todos juntos, seguirem ele, todos ajudando uns aos outros, esperando e ajudando os que ficaram mais para trás.
Eles avançam pelo caminho difícil, todos no final acabaram precisando de ajuda dos outros, o Cria de Fenris começou afundar na neve e lama e teve que ser puxado, o Filho de Gaia ficou perdido por um momento, tento que ser procurado e o Peregrino Silencioso tombou no chão por conta do frio. O próprio Presa de Prata sofreu vários e vários cortes com o aço escondido na neve, ficando preso e tendo que ser solto de todo o aço que perfurou e o prendeu. Por fim, acabou o frio caminho, alguns passos e todos viram um bosque verde e cheio de vida em frente a eles.


Bosque:

Uma luz brilha por entre as árvores, uma luz vermelha e amarela, o calor toca todos. Entrando no inicio do bosque chegam ao Santuário, encontram o William Edmund "Uivo-Alto" na sua forma de batalha, com suas sacerdotisas próximas e totalmente nuas, com cabelos soltos e mostrando serem de fato mulheres muito belas, uma grande fogueira acesa brilha nos pelos dele dando um tom vermelho forte e iluminando as belas formas das mulheres, existem várias árvores e totens esculpidos nelas por toda volta, cada uma cheia de espíritos, desde Ancestrais até toda sorte de espíritos que ali são reverenciados, em especial espíritos Ursos. Os totens são esculpidos em árvores ainda vivas, o que é estranho, todas parecem transbordar de vida.
Lentamente, de cada rosto ou figura esculpida saí um espírito, é difícil para alguns verem eles, parecendo transparentes e imateriais, outros os enxergam como criaturas vivas, de carne e osso cheio de cores. Ursos grandes, cinzas, pardos e negros brotam de cada árvore, flutuando em cima de todos, cada um vai para cima de um dos Cliath, flutuando em cima como uma nuvem.
Ali também é enterrado os heróis do Caern onde uma grande rocha cheia de glifos contado a historia de seus feitos esta sob o túmulo de cada um, mas existe espaço o bastante ainda para todos ali e da grande fogueira que brilha intensamente enchendo eles de calor depois do frio.


William - Venham, todos em volta do fogo após passarem por uma provação. Saborearem o fogo e a vida! - Ele fala na linguagem Garou, ele ergue seu focinho, diz na linguagem Garou antes de soltar um longo uivo. - Uivem comigo, pelo fogo e pela vida, por Hélios e seu Avatar Katanka-Sonnak, para que ele ajude e aqueça nossa mãe Gaia!

Rosna então, um rosnado grave que provoca todos, enchendo o coração de cada um com Fúria quente e instável. O rosnado começa virar um uivo retumbante, que parece encher o espírito de cada um com uma nova força. Todos começam acompanhar ele.
Ele uivam então, uiva belamente, preenchendo o coração de todos enquanto uma nova determinação cresce em cada um. O uivo agora é alto, ululante cheio de energia. O Mestre dos Rituais salto em frente, ainda uivando pulando para o meio das chamas!
Seus pelos começam brilhar com uma intensidade forte demais, cada fio parecendo ser aço aquecido, seus olhos brilham como o próprio fogo e seu uivo levanta uma fumaça cinzenta, os ursos espíritos erguem-se mais para o alto, e partem com suas garras vários pedaços e galhos de árvores, jogando todos nas patas dos Cliath, coitado do que falhar e estragar o ritual deixando um dos galhos caírem.  
Então um enorme pedaço, o topo de uma das árvores é jogado na fogueira por um dos ursos, o Fianna solta para fora da fogueira, brilhando com o fogo e segurando com ambas as patas o enorme pedaço de árvore em chamas, ele corre mais para dentro do bosque, em direção ao sul erguendo alto as chamas, ele uiva sem parar, expressando medo e fúria para espantar todos os inimigos.
Todos tem certeza que devem mergulhar seus pedaços na fogueira e seguirem ele, aos uivos para ajudar Gaia e espantar todo o mal. Esse era o ritual que todos precisavam fazer, um dever, uma honra. Alguns já fazem seu papel, enchem seus pedaços com fogo e saem correndo em Crinos atrás, uivando e batendo o fogo nas árvores e entrando mais adentro no bosque.
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Re: Rituais e Lixo

Mensagem  painkiller em Seg 10 Mar 2014 - 12:26

[off] Post gigante vem aí caralho [/off]

O convite havia sido feito quatro luas atrás, uma proposta irrecusável, de participar de um importantíssimo ritual, em uma seita tão importante quanto, estava ansioso para poder chegar o dia, uma homenagem à noite mais longa, a noite em que luna brilha no céu imponente por mais tempo, uma hora antes já encontrava-me no lugar combinado, próximo à floresta em Abbotsford, assim como eu haviam outros ali, garous de diversas formas e tipos, permaneci apenas calado, observando-os, mais ainda os hominídeos, com suas formas e trejeitos curiosos.

O caminho era tranquilo, apesar da trepidação que a van propiciava principalmente quando entrávamos na floresta, o barro, a terra, não foram feitos para esses veículos, foram feitos para patas ágeis. Não gostava de andar naquelas embarcações de ferro e aço, sempre relutei, mas para ir até um local tão especial, participar de algo tão grandioso, mesmo que visivelmente irritado, entrei na van e fui nela, guiado por parentes.

Aos poucos entrávamos na seita, mergulhávamos no terreno de outros garous, quando o ar ficava cada vez mais puro e límpido, diferente de tudo que eu jamais havia visto, nunca imaginei aquilo antes, nunca havia sentido aquilo antes, a paz de espírito, um lugar de uma pureza tranquilizante e pacificadora. Um cenário belo, a neve e a vida, o frio e o calor convivendo juntos em grande harmonia, sim.

Logo descemos dos carros e caminhamos à pé, para atingirmos o interior da seita, passamos por outros dois imponentes garous que pareciam vigiar-nos e certificarem-se de que apenas os convidados entrariam, logo atingíamos a área de convivência e eu pude então abismar-me com a imponência da cabana talhada no interior de uma árvore, aquilo deve ter demorado anos para ser feito e ainda assim com tamanha perfeição, apenas um artesão experiente e vindo do povo garou poderia ter feito algo tão belo, logo a conversa e a bebida tomavam conta do lugar, enquanto eu permanecia um tanto quanto introspectivo, comi apenas uma parte de uma lebre e tomei alguns goles de água pura, estava ansioso demais para sentir fome ou sede.

Logo um grande e imponente Garou aparece, sim, aquele indivíduo é digno de respeito, um Senhor das Sombras reconhece um quando o vê, quase desejei me curvar e segui-lo por entre fogo e prata sem temer, tão rapidamente aceitei seu convite e encabecei a fileira rumo ao inverno e a morte.

[/quote]Sou William Edmund "Uivo-Alto", Hominídeo Galliard dos Fiannas, Athro e Mestre do Rituais da Seita do Urso Pardo. Sejam todos bem vindos, irmãos e irmãs mais novos! Venham atrás de mim, irei mostrar para vocês o inverno e a morte.[/quote]

Seguia logo atrás dele o caminho para fora, logo que saímos o vento era tão frio que era difícil até respirar, abrir os olhos era uma tarefa desafiadora cada passo com as patas que não se podiam sentir eram cruéis, o céu de um branco acinzentado ameaçador parecia jogar contra nós tudo que possuía e o que também não tinha, logo como que por algum truque sobrenatural, nosso sacerdote e as sacerdotisas desapareciam em nossa frente, em meio a tanto frio e dor, um metro virava um quilômetro, uma jornada como aquela acabava como parecendo para 7 luas. Mas não desistiria, nem ao ouvir a poderosa voz.

Os demais Cliaths pareciam mais inquietos, uns alvoroçados, outros se lembrando que aquela não era uma situação de verdadeiro perigo para domarem seus corações, mas eu não, eu seguiria em frente, convicto, sem temer, nem tremer, passo a passo. Ouvia uns gritando, para que os seguissem, mas naquele momento, o melhor que se poderia fazer para animar o grupo era uma boa canção, para esquecer o frio cortante.

-- Ora, onde estão os Galliards? Façam-nos esquecer da dor.

A lembrança das vitórias da nação e das guerras futuras, certamente nos motivarão para vencermos. Dizia isso enquanto mudava para Crinos.

- Sou Winterkälte Aoife, chamado entre o Povo como "Príncipe-Da-Runa-Prata", um Theurge Cliath nascido Hominídeo, descendente da casa dos Olhos Cintilantes! - Com sua mão, ele segura o Cria de Fenris pelo peito, o grande Crinos rosna por um momento, então fica calado, escutando o jovem. - Escutem! É um teste, um sábio teste e todos nós devemos entender! O Apocalipse está chegando, e apenas todos juntos podemos sobreviver ou ter esperanças de ajudar Gaia! Separados, não importa que sejam fortes ou fraco, iremos falhar. Juntos, devemos avançar, todos!

Via o presa de prata tentando tomar a liderança, mas ele não percebia que a união já estava consolidada, estávamos os 13 caídos juntos andando sobre lâminas, pedir para que fiquemos juntos é a mesma coisa que clamar o óbvio, o martírio é necessário, não para perecermos, mas para crescermos na dor e no sofrimento que ele propicia, se os Galiards não cantam, se as vozes não são ditas, então eis que a minha surgirá.

-- Não tremei, resistam bravamente e se lembrem das lutas de antes, de nossos gloriosos antepassados, dos martírios que enfrentaram -- lembrava do meu antepassado em especial, o que eu sonhei. -- Somos moldados pelos desafios que superamos.

Tendo dito isto e avançando parcamente, mas com mais vontade, cheguei até o bosque, onde a luz, a beleza e o calor lá fora me fizeram rapidamente esquecer o frio, ali podia ver Uivo-alto, os totens esculpidos em árvores vivas, jamais havia visto aquelas formas antes, caminhava até elas e as cheirava, as observava, olhava se possuía algum espírito ali, nunca, jamais havia visto aquilo antes.

Venham, todos em volta do fogo após passarem por uma provação. Saborearem o fogo e a vida! - Ele fala na linguagem Garou, ele ergue seu focinho, diz na linguagem Garou antes de soltar um longo uivo. - Uivem comigo, pelo fogo e pela vida, por Hélios e seu Avatar Katanka-Sonnak, para que ele ajude e aqueça nossa mãe Gaia!

Logo todos nós juntávamos ao redor da fogueira, afinal essa era a ordem de Uivo alto, ele que começava a uivar de forma frenética, dando-nos fúria, medo, raiva, uma sensação que nunca sentira antes, como qualquer uma anteriormente sentida naquela noite, estava uivando junto com os demais estasiado, enquanto Uivo alto brilhava no interior da fogueira, uivando alto, fazendo tremer até o mais cruel guerreiro, logo ele saía em disparada com um pedaço de madeira em chamas e logo todos nos estávamos fazendo o mesmo, não nos perguntávamos o porquê daquilo, apenas o fazíamos.


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Re: Rituais e Lixo

Mensagem  leojaco25 em Qui 13 Mar 2014 - 7:47

Andarilho da Noite termina de falar, quando ouve alguns Garous afoitos, gritando para saírem da frente, parecendo querer impor sua vontado nos demais. Fica olhando a brusca ação de um Cria de Fenris, que si atropelando tudo e todos.

"Bem típico de sua tribo. Querendo se impor pela força, e não pela inteligência", pensa.

Nisso, percebe um jovem Presa de Prata, que toma a dianteira de todos, e os une, numa ação de causar inveja em muitos Ahroun. Simplesmente pela palavra, faz com que todos o ouça, sem questionar sequer uma vírgula do que diz.

"Presa de Prata - Sou Winterkälte Aoife, chamado entre o Povo como "Príncipe-Da-Runa-Prata", um Theurge Cliath nascido Hominídeo, descendente da casa dos Olhos Cintilantes! - Com sua mão, ele segura o Cria de Fenris pelo peito, o grande Crinos rosna por um momento, então fica calado, escutando o jovem. - Escutem! É um teste, um sábio teste e todos nós devemos entender! O Apocalipse está chegando, e apenas todos juntos podemos sobreviver ou ter esperanças de ajudar Gaia! Separados, não importa que sejam fortes ou fraco, iremos falhar. Juntos, devemos avançar, todos!"

"Não gosto muito dos Presas, acho-os arrogantes, mas esse eu devo respeitar. Merece o respeito, pelo menos temporariamente", pensa.

Começa a seguir a todos, caminhando logo atrás do agora líder. "Precisávamos de um líder, e como ninguém lançou a idéia, o Presa tomou o iniciativa. Acredito que teremos que ver isso mais à frente, se tiver um teste semelhante", pensa.

Passa por vários obstáculos, Assumindo a forma crinos (gasto um ponto de fúria para assumir automaticamente), vê o líder praticamente se esfolar vivo, ficando preso, ajundando todos os que precisam de ajuda, acaba caíndo, se ferindo nas "armadilhas" que se formam. Auxilia a tirar o Cria de Fenris da neve, enfim, todos se ajudando, e superando todos os obstáculos.

Quando chegam no final da trilha de neve, vê uma grande fogueira, com William e as duas mulheres, sacerdotisas, completamente nuas, vários totens esculpidos nas árvores, e mesmo assim ainda vivas.

"William - Venham, todos em volta do fogo após passarem por uma provação. Saborearem o fogo e a vida! - Ele fala na linguagem Garou, ele ergue seu focinho, diz na linguagem Garou antes de soltar um longo uivo. - Uivem comigo, pelo fogo e pela vida, por Hélios e seu Avatar Katanka-Sonnak, para que ele ajude e aqueça nossa mãe Gaia!"

Iniciam o ritual, com um longo uivo, que reverbera por todos os lados. O uivo de William incedeiaria até o coração mais gélido de algum garou estivesse presente. Todos começam a uivar para Gaia, para Hélios e para Katanka-Sonnak. Nisso William pula no meio do fogo, e espíritos saem dos totens, parando em cima de cada um dos Cliath que estão presentes. Espíritos ursos começam a quebrar troncos de árvores, e jogam nas patas de todos os garous. Quando veêm o Fianna slatar para fora da fogueira, segurando um pedaço de árvore em chamas e correndo para o interior da floresta.

- Acho que devemos fazer o mesmo. Incendiar nossos pedaços de árvores, e correr até ele, diz Andarilho da Noite, ainda na forma crinos.

Coloca seu pedaço no fogo, até que se incendeia, e corre para o mesmo que o Fianna fizera.


- Jaco - Andarilhos do Asfalto

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Re: Rituais e Lixo

Mensagem  The Grand Wizard [Passo] em Qui 13 Mar 2014 - 19:17

Todos


Enquanto correm, rosnando e batendo as chamas para todos os lados vários e vários pequenos espíritos saiam de dentro das árvores e plantas, alguns entram dentro da terra, outros erguem-se e demonstram raiva ou felicidade por serem acordados. Espíritos do fogo nascem dos galhos em chamas que cada Garou segura, eles dão voltas e mais voltas, alguns cercam os lobisomens, chamuscando os pelos, outros parecem agitados e divertidos e perseguem os outros espíritos.
O Mestre dos Rituais continua correndo para o sul, para as profundezas da floresta, sendo seguido, os sons e as chama despertam mais espíritos, alguns lobos uivam ao longe, selvagens perdidos nas florestas e montanhas da região fronteiriça. Sem saber, todos passam pela fronteira de Canadá e EUA, mas antes de chegarem na Área de Assembleias o Galliard guia eles novamente para fogueira. Lá ele por fim joga seu grande pedaço de árvore no meio das chamas, os Cliath também fazem o mesmo e as chamas ficam altas, com oito metros de altura, uma luz forte e intensa saí, nascendo das chamas e sobe para o céu como uma estrela segundo alguns, ou um ovni segundo outros, lentamente as nuvens ficam mais esparsas, as estrelas brilham e Luna mostra que é sua face prateada é Gibosa, uma noite dos Galliard, para uivos, canções e felicidade, ao menos felicidade embriagada.
Uiva-Alto por fim uiva, anunciando que o ritual teve muito sucesso e agora todos devem fazer parte e um festim, saudando o sucesso que obtiveram. As mulheres nuas trazem recipientes  cheios de uma bebida forte, tão forte que até uma criatura com vigor sobrenatural poderia cair de bêbado em poucos goles, os Lupinos que aceitam sentem que existe gosto de sangue no meio da bebida. Uma festa ocorre durante toda à noite, até o sol nascer, mais bebida e comida é oferecida em volta da fogueira, Galliard fazem apresentações de tipos váriados, uivando canções sobre seus ancestrais ou recitando poemas ou partilhando pedaços de informações soltas como um estudioso sobre origem dos Garou. Parentes juntam-se, não apenas mulheres ruivas com sangue Fianna ou uma ou outra morena com sangue índio que vão servindo comidas tradicionais, mas logo lobos chegam, Parentes em grande maioria, sem temer o fogo e os barulhos.





Painkiller - Profeta Sombrio

Após o grande ritual, Profeta Sombrio ao contrário de vários outros Cliath convidados fez questão de permanecer no Caern, o lugar é fantástico, mas não resumisse m ar puro e saúde perfeita, mas sim em grandes chances. Até onde sabe, existem dois Senhores das Sombras no Caern, nenhum deles é de grande posto, ainda que sejam de posto mais elevado do que ele próprio.
Um dos Anciões do Caern, o lupino chamado Equilibro-das-Estações havia deixado claro para os Cliath que desejaram ficar uma coisa, os jovens poderiam requisitar aprendizado para os Fostern do Caern. Ele é um dos Anciões que fica consternado pelo pouco interesse que muitos dos novos Garou dão aos Rituais, geralmente preferindo Dons que agem imediatamente, quando os Rituais Garou são uma fonte de ligação forte entre o Povo e os espíritos, útil e importantes. Ele teria ensinado que sem Rituais, não haveria Dons e nem esperança para os Garou serem filhos de Gaia e amigos dos espíritos. Independente de todo o resto, existia uma "ordem" dada por ele aos Fostern, caso um Cliath os procurassem para aprenderem algo, eles deveriam ensinar.

Ela já estava no Caern há seis dias, desde que chegou para o grande Ritual. Com o amanhecer, era o quinto dia em que ele estava empenhado, procurando aprender o Ritual da Purificação com um dos Fostern. Quem o atraiu por algum motivo para ser sua instrutora é uma hominídeo chamada Hilda "Canto da Sereia", uma jovem e muito bela mulher Fostern das Fúrias Negras, uma Galliard encantadora e alfa de uma matilha multi-tribal. Ela não tinha problema algum em conversar com ele em qualquer linguagem, até mesmo demonstrou talento em comunicar-se na linguagem dos lobos mesmo estando em hominídeo. Ela na forma lupina era uma grande e bela loba de pelagem negra, que fazia questão em insistir que ele devia treinar cada dia o Ritual em uma forma diferente. Ela ensinou primeiro com palavras, depois na prática, ela mesma realizou o ritual nele, ele sentiu cada polegada de seu corpo queimando, mas não sentiu dor, pelo contrário, sentiu prazer. Ele nunca sentiu-se tão bem na vida, o ar do Caern era saboroso e o ritual parecia ter limpado seu corpo e espírito. Agora ela estava em Glabro, virando uma feroz e bela mulher com quase 2 metros de altura.


Canto da Sereia - Aprenda a realizar o ritual em todas às formas, todas tem sua utilidade e algo inesperado pode forçar você ficar algum tempo usando uma pele que não o agrade. Somos Garou, todas as cinco formas são parte de nós, e o ritual deve ser parte de você.

Canto da Sereia em Glabro:

Depois de quatro dias aprendendo, ele sentia que estava próximo de terminar os ensinamentos, mas saber como realizar é diferente de realizar. Ela ensinou que ele deve fazer um círculo no chão, traçado com um ramo fumegante no sentido contrário ao do movimento aparente do sol em volta do alvo do ritual enquanto respinga água pura ao mesmo tempo. Ela discordava de qual pedaço de madeira era o melhor para ser usado, mas deixou claro que de preferência era bétula, apesar de salgueiro ser mais fácil de conseguir, mas sempre deveria ser mergulhado em água pura ou neve para então respingar o alvo para que seja purificado. Segundo ela, uivos são comuns para assustar a corrupção, mas rosnados e até palavras pronunciadas com força basta. O melhor é realizar o ritual em um bosque tocado fortemente por Gaia e pela Wyld ou ao amanhecer, quando o sol ajuda afastar o mal.

Ela espera por ele, próximo do lugar onde a fogueira queimou dias antes, assim que ele chega perto uma chama surge inesperadamente, ela está na sua forma hominídeo, segurando um galho de bétula, ao lado dela está uma loba, cinzenta e inquieta, existe uma ferida no pescoço dela onde sangue seco é visível e o cheiro e ainda mais facilmente discernido, de alguma forma o cheiro de sangue tem algo errado.


Canto da Sereia - Hoje vamos além, essa Parente eu salvei ontem enquanto eu e minha matilha cumpríamos nosso dever, ela e outros lobos estavam sendo atacados por um monstro da Wyrm ao sul. Os ferimentos que ele era capaz de causar não são curados fácil, tem algum veneno além da mácula da Wyrm, espero que dê o seu melhor para ajuda-la.

[Interprete todo o ritual da purificação.  Pode usar o ralador dados do fórum.]



Wolverineheart - Espirito do Velho Predador

Após o grande ritual, Espirito do Velho Predador ao contrário de vários outros Cliath convidados fez questão de permanecer no Caern, o lugar é muito agradável, lembrando sua terra de origem, apesar de não ser um Caern Fianna, existe uma boa parcela de Parentes da sua tribo lá, pessoas saudáveis e felizes. Até onde sabe, existem três Fianna no Caern, contando com ele, uma parte de si acha errado o Caern não pertencer totalmente os Fianna, mas o ar do Caern ajuda medicar os pensamentos "malignos".
Um dos Anciões do Caern, o lupino chamado Equilibro-das-Estações havia deixado claro para os Cliath que desejaram ficar uma coisa, os jovens poderiam requisitar aprendizado para os Fostern do Caern. Ele é um dos Anciões que fica consternado pelo pouco interesse que muitos dos novos Garou dão aos Rituais, geralmente preferindo Dons que agem imediatamente, quando os Rituais Garou são uma fonte de ligação forte entre o Povo e os espíritos, útil e importantes. Ele teria ensinado que sem Rituais, não haveria Dons e nem esperança para os Garou serem filhos de Gaia e amigos dos espíritos. Independente de todo o resto, existia uma "ordem" dada por ele aos Fostern, caso um Cliath os procurassem para aprenderem algo, eles deveriam ensinar.

Ela já estava no Caern há seis dias, desde que chegou para o grande Ritual, a Aérea de Convivência era um bom lugar para dormir e relaxar, supostamente foi os Fianna que fizeram a cabana, apesar de ouvir um Ragabash que na verdade nenhum Garou era responsável por isso, os Fianna junto com os outros Garou europeus limitaram-se em deixar a cabana mais "moderna" e confortável para humanos. Com o amanhecer, era o quinto dia em que ele estava empenhado, procurando aprender o Ritual da Pedra Caçadora com um dos Fostern. Inesperadamente, ao buscar um dos Ahroun para aprender o ritual, ficou sabendo que era um Ragabash quem sabia melhor usar o ritual, uma mulher da Tribo dos Peregrinos Silenciosos. Quando encontrou ela, finalmente, viu que não era uma simples mulher, mas sim uma jovem mulher muito bonita e exótica, com um corpo não apenas sensual, mas em forma e luxuriantes cabelos longos. Suas roupas são curtas, escondendo pouco, ela usa penas de coruja como enfeites nos cabelos.


Olhos da Coruja:

Olhos da Coruja - Vejo que é um jovem Cliath forte, não tenho dúvidas que seja um Ahroun bom no que faz. Entretanto, o que somos capazes de fazermos parece nunca ser o bastante contra a Wyrm. Um Ahroun que não sabe encontrar os inimigos não passa de bucha de canhão. Fez bem em querer aprender como caçar os inimigos, Luna sabe que isso é algo que todo Ahroun precisa.

Sendo muito tradicionalista, ela o ensina ao modo tradicional. Segundo ela, os espíritos preferem os velhos modos, um Andarilho do Asfalto pode usar mapas detalhados e uma bússola, mas ela com uma pedra e um barbante saísse muito melhor do que qualquer um deles. Ela faz ele passar o primeiro dia inteiro procurando dentro da divisa do Caern uma pedra, em alguns momentos ele fica irado, pois ela pega as pedras, parece pesar elas e joga elas longe dizendo que não serve. Por fim, ela aceita um pedaço de pedra que para ele não parece muito diferente dos outros que tinha levado até ela antes.
Ela falou que paciência é fundamental, falou também que vários fios de cabelo dele poderiam ser melhor do que um barbante, entretanto ela entrega para ele um fio vermelho de lã grosso e diz que ele deve amarrar a pedra com o fio, ele tem alguma dificuldade por conta do fio ser muito grosso enquanto a pedra é pequena e lisa. Só no segundo dia ela diz que ele deve concentrar-se, parado segurando o fio com a pedra, sem pensar em nada. No terceiro dia ela insiste que ele deve achar uma das penas de coruja que ela usava no cabelo, para isso ele deveria segurar uma segunda pena. Não foi algo fácil, por longas horas o fio não apontava para lugar nenhum, no quarto dia ele conseguiu achar, após horas sem sucesso e ela dizer que ele deveria manter a mente vazia e concentrada, sem estar focado na presa.

Na manhã do quinto dia desde que começou aprender o ritual, ela espera por ele Área de Assembléias em uma clareira em meio a floresta, pousado na cabeça dela está uma coruja jovem e branca, com olhos grandes que vê ele chegando, a voz dela é bonita e leve.


Olhos da Coruja - Espirito do Velho Predador! Hoje, você irá caçar essa minha pequena amiga apenas usando o que aprendeu. Venha e tire uma pena dela, mas cuidado, caso machuque ela irá voar para muito longe.

A coruja assim que tem uma pena tirada voa para o norte, por cima das árvores, a Ragabash só dá permissão para ele ir atrás dela após passar alguns minutos.

[Interprete todo o ritual, pode usar o ralador dados do fórum para tentar obter localização da coruja, caso precise de detalhes da seita veja na zonas da cidade sobre o caern.]
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Re: Rituais e Lixo

Mensagem  The Grand Wizard [Passo] em Qui 13 Mar 2014 - 19:47

LeoJaco - Andarilho da Noite

Durante o teste na tempestade, ele tentou se impor, mas os outros o ignoraram, talvez pelo simples fato de ser um Andarilho do Asfalto, pensando bem, foi sorte nenhum dos Lupinos terem agido em vez de ignorar, pois caso agissem iriam muito provavelmente o atacar sentindo raiva ou graça de um Andarilho tentar impor sua vontade em uma situação onde um Urrah não está acostumado.
Após o grande ritual, ele decidiu ficar no Caern por algum tempo, alguns outros Cliath também escolheram ficar, todos eles mais sábios do que ele sobre os modos Garou, até onde sabe sua tribo não tem força nenhuma ali, existe um Cliath Galliard que nem ele, chamado Dj-Stranger Song, sabendo pouco sobre os Garou, Andarilho da Noite apenas julga saber que o pai desse Cliath é um dos Andarilhos mais importantes da região oeste do Canadá. Dois dias passaram e ele não teve uma chance de conhecer o outro, mas conheceu um membro da matilha dele, uma Garra Vermelha, calma ao contrario de tudo que ouvi sobre a tal tribo, mas logo descobriu que ela era uma pária, teve um filho Impuro com alguém da seita. Entretanto, ela é uma Theurge Lupina e pode ensinar uma coisa ou outra sobre os Garou e espíritos para ele caso deseje. Ela contou para ele uma pequena história sobre o primeiro ritual, quando os antigos lobisomens fizeram um pacto com os espíritos e com isso ganharam amizade com eles.

No outro dia, o tal Dj-Stranger Song apareceu na Seita, era um jovem homem caucasiano comum de aparência, apesar de usar roupas largas, quentes e com um toque rebelde. Ele foi encontrar o outro Galliard sentado com a Garra Vermelha, falando algo na linguagem Garou, ambos são Cliath e ocupam o posto de ômegas da matilha, mas parecem serem dois bons lobisomens, calmos e sem muita pretensão e orgulho.


Dj-Stranger Song - Hey, fala! Sou Dj-Stranger Song, Keane Roderick. Minha amiga aqui falou que também é um Andarilho do Asfalto Galliard, fiquei curioso com isso. Como faz sua "arte" esperta?

[Vamos resolver parada no mp, decide se vai querer aprender uma manobra de combate ou querer desenvolver outra coisa.]
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Re: Rituais e Lixo

Mensagem  Wolverineheart em Ter 18 Mar 2014 - 14:19

O joven Ahroun não disfarça ao olhar para Peregrina Silenciosa que estava a sua frente, ela era realmente muito atraente, e por alguns instantes, ele esquecera o incidente com sua antiga matilha.

"Olhos da Coruja - Vejo que é um jovem Cliath forte, não tenho dúvidas que seja um Ahroun bom no que faz. Entretanto, o que somos capazes de fazermos parece nunca ser o bastante contra a Wyrm. Um Ahroun que não sabe encontrar os inimigos não passa de bucha de canhão. Fez bem em querer aprender como caçar os inimigos, Luna sabe que isso é algo que todo Ahroun precisa."

Espirito de Predador estava encantado, demorou alguns segundos antes de responde-la.

"--Ola, meu nome é 'Espirito do Velho Predador'. É sempre bom saber o local exato para direcionar a fúria. "

Esboça um pequeno sorriso. Os dias passam e o Fianna presta atenção em tudo que é ensinado por Olhos de Coruja.

Observa a direção em que a coruja voa, corre na direção em que ela voou, para, pega um fio de cabelo e amarra em uma pedra, tenta se concentrar para ver se a pedra mostra a direção.

Off:Uso um ponto de força de vontade para me concentrar.
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Re: Rituais e Lixo

Mensagem  The Grand Wizard [Passo] em Qui 20 Mar 2014 - 7:03

Wolverineheart - Espirito do Velho Predador

Talvez por cortesia, a Fostern ignora o "embaraço" do Ahroun.

Tentando usar o ritual, talvez com pressa, ele ignora a pena da coruja e tenta usar o ritual sem ela. Um vento sobra na cara do Fianna, atrapalhando seus sentidos, folhas e terra voam em direção aos seus olhos e não iria ser fácil farejar.


[Wolverineheart rolou 3 dados de 10 lados com dificuldade 7 para ritual da pedra caçadora que resultou 9, 9, 9 - Total: 3 Sucessos]

A pedra é erguida, apontando o noroeste, desafiando o vento e a gravidade. Não foi naquela direção que a coruja voou. O Fianna começa seguir naquela direção, durante todo tempo não existe nenhum sinal da coruja, as árvores vão ficando menos densas e ele começa sair do bosque, em frente existe uma cabana de madeira. É a Primeira Cabana, onde os Inimigos da Wyrm e Guardiões costumam ficar durante seus serviços ou intervalos, a cabana tem dois andares e parece que no topo existe uma coruja. Ela levanta voou indo para o sul, passando por cima do Fianna, dessa vez ela voa mais para cima, acima das copas das árvores.

[Wolverineheart rolou 3 dados de 10 lados com dificuldade 7 para ritual da pedra caçadora que resultou 10, 6, 6 - Total: 1 Sucessos]

A pedra apenas aponta para o sul.
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Re: Rituais e Lixo

Mensagem  painkiller em Seg 24 Mar 2014 - 12:33

O ritual era louco, corríamos e uivávamos comungando e regozijando-se na alegria, sim, o frio estava sendo expurgado de nossa alma, era preciso entender o ritual e vivê-lo para que ele fizesse efeito, naquele instante, as chamas dançavam na floresta, lembrando-nos do calor e da beleza da vida e de Gaia, enquanto corríamos feito loucos, os corajosos ganham a verdadeira recompensa ao final, retornávamos à grande fronteira, as pernas deveriam estar cansadas, mas não estão era como se Gaia e Luna estivessem recuperando nossas forças.

E as chamas são novamente lançadas à fogueira, voltando ao início e ao começo, como agradecimento pelo nosso respeito, uma visão única, linda efêmera é apreciada por todos nós, a face prateada de luna se mostra, faço uma pequena reverência a ela, sim, o respeito é recompensado, sempre voltar, sempre refazer o ciclo da vida e do equilíbrio que manteve a nação até os dias atuais, logo o uivo de Uiva-Alto interrompe o ritual e hominídeas trazem bebida, que eu prontamente aceito.

O gosto era forte e inconfundível, mas havia algum gosto férreo de sangue preso ali em algum lugar, algum animal sacrificado para dar vida à bebida, ou algum truque dos Theurges, os Galiards cantavam canções que embalavam nossos sonhos, mais lupinos, mais parentes se aproximavam, um rito único e vivo, queria viver aquela noite para sempre.

No dia seguinte recebi a boa notícia que aqueles que desejassem poderiam ficar aprender rituais, uma chance única que um povo tão belo trazia para nós, logo atraí-me estranhamente por uma hominídea, Canto da Sereia, passei quatro, cinco dias estudando arduamente com ele, logo aprendia fazer o ritual na forma lupina, mas minha mentora me forçou a aprendê-lo nas outras formas, por muito tempo insisti que a forma de hominídeo era inútil, mas "todas as cinco peles são úteis", no final tentei tirar alguma lição e sabedoria dos ensinamentos de Canto da Sereia.

Logo que aprendi o ritual, ou pelo menos havia julgado que tinha aprendido, esperava Canto da Sereia, havia conhecido todos os "truques" do ritual, olhava para a frente, para o amanhecer cinzento, quando via uma chama, trazida por Canto da Sereia com uma expressão séria, ao seu lado uma jovem loba, uma parente o cheiro de sangue estava irremediavelmente presente no ar.

A loba mostrava-se inquieta havia uma ferida repleta de sangue seco em seu pescoço, o aspecto era feio e o cheiro um tanto quanto pútrido que exalavam da ferida, realmente fora algo sério.

- Hoje vamos além, essa Parente eu salvei ontem enquanto eu e minha matilha cumpríamos nosso dever, ela e outros lobos estavam sendo atacados por um monstro da Wyrm ao sul. Os ferimentos que ele era capaz de causar não são curados fácil, tem algum veneno além da mácula da Wyrm, espero que dê o seu melhor para ajuda-la.

Naquele instante entendi o que deveria ser feito, transformei-me na forma de glabro, a quarta pele, crinos seria bom para brigar, mas na forma de glabro poderia manipular melhor e mais tranquilamente os objetos, ao mesmo tempo em que expulsaria o espírito da wyrm, ia até um canto, onde ficava a água em potes, trazia um deles para perto, estendia a mão para Canto da Sereia, pedindo a tocha e a bétula, com a sua aprovação, seguraria a tocha em uma mão e a bétula em outra.

-- Fique tranquila, logo vai passar -- dizia com tranquilidade. -- Agora fique quietinha aí, tente descansar o corpo, quando eu mandar, lute, uive e guerreie contra essa mácula que foi depositada em você.

Dizendo isso espero que Canto da Sereia se afaste, logo coloco a tocha na posição do meio dia e faço com ela, cuidadosamente um círculo ao redor da loba que não consegue retirar os olhos de mim e de meus ritos.

-- Eu, Profeta Sombrio, te expulso deste recipiente, espírito da wyrm, volte para o vazio, para o vento longínquo que é o seu lugar, afaste-se destas criatura pura -- dizia em alto e bom tom na linguagem dos garou e depois repetia gritando na língua dos espíritos.

Logo em seguida mergulhava o ramo de bétula dentro do vaso, de forma ameaçadora tornava a dizer.

-- Volte para a corrupção distante deste lugar puro, volte, suma! -- A pureza da água iria enfraquecer o espírito, respingava a água e uivava alto em tom ameaçador -- esperava agora que a Loba e que Canto da sereia me acompanhassem juntos nesse grito de guerra.

[off] não rolei os dados pois não sei que características rolar [/off]

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Re: Rituais e Lixo

Mensagem  The Grand Wizard [Passo] em Ter 25 Mar 2014 - 9:57

Painkiller - Profeta Sombrio

[Teste Padrão para Rituais de Pacto, ou seja, Carisma + Rituais (dificuldade 7, a menos que haja alguma coisa especificada em contrário.), no caso ao amanhecer esse ritual tem dificuldade 6. É preciso gastar um de Gnose por cada coisa que deseja purificar.]

A sua "mentora" apenas observa, vendo o Cliath preparar por si só como vai realizar o ritual para purificar a Parente ferida. O ritual em si não é capaz de curar um ferimento, mas pode ajudar na cura, especialmente quando os ferimentos são criados por ataques verdadeiramente malignos. A loba parece paralisada, sua cauda caída e orelhas baixas. Após terminar suas preparações, o ritual começa. Mas a Fostern nada faz para ajudar, apenas observa, com olhos frios e atentos, esperando que o aprendiz faça o melhor por conta própria, inclusive lidar com a corrupção.

[Painkiller rolou 5 dados de 10 lados com dificuldade 6 para ritual da purificação que resultou 3, 6, 3, 6, 5 - Total: 2 Sucessos. Não reduzi seu Carisma nessa rolagem por tratar-se de uma Parente.]

A loba gane, mas permanece dentro do círculo, seu corpo brilha e suas patas deixam o solo, flutuando alguns centímetros no ar. Ela rosna então, Canto da Sereia vira um lobo negro e também finalmente toma parte do ritual, rosnando. Finalmente termina, a loba pousa no chão, seu cheiro agora e saudável e puro, apesar de ainda estar ferida, o pior foi curado. Ainda em forma lupina, Canto da Sereia cheira e conforta a Parente antes de voltar para sua forma natural e curar o ferimento em um segundo com um leve toque. A Fostern fala na linguagem Garou.

Canto da Sereia - Essa é parente distante de Morde Gargantas, o Mestre dos Desafios e Athro do Caern. Irei cantar para ele no devido tempo o que você fez hoje.

A loba balança os pelos, espalhando a água e parece querer correr, talvez caçar ou encontrar os outros lobos de sua alcateia. Depois que ela vai embora, a Fúria Negra anda até a fogueira e senta próximo junto com o Theurge, ela fala então em inglês.

Canto da Sereia - O ser que atacou ela e os outros Parentes um dia foi um homem, hoje é um ser vestindo pedaços rasgados de roupa e tão grande quanto uma vaca, cheio de bolhas inflamadas com pus e tentáculos capazes de cortarem um homem ao meio de modo "limpo". Esse monstro nojento está atacando qualquer animal, inclusive pessoas e levando as carcaças para uma caverna.

Ela o olha nos olhos, sua voz soou forte, mas o talento dela fez com que mesmo assim medo fosse transmitido, ela pega um pedaço de madeira em chamas e começa desenhar o ser descrito na terra, o fogo deixa uma marca incandescente na folhagem.

Canto da Sereia - O Caern irá mandar alguns de nós até esse monstro, mas não vocês, os Cliath. Essa coisa é perigosa e não podemos perder filhotes, peço que tenha calma, pois ficarei ao menos um dia sem poder ensinar mais nada para você, em breve uma pequena reunião vai ocorrer, esteja lá.

Ela aponta para cabana grande, então se vai, desaparecendo da vista dele. O rastro da Parente permanece, mas o da Galliard não.
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Re: Rituais e Lixo

Mensagem  painkiller em Ter 25 Mar 2014 - 18:34

Olhava a cena, sentia a treva, a impureza recuar ante o meu uivo feroz, podia ver a Wyrm recuar, como a água é sugada pela pressão, nesse condão, a vida de gaia fluía por todo o corpo da Loba, logo que a luz aumentava, meu uivo ganhava força junto a de Canto da Sereia, que deveria estar orgulhosa de mim, sentia feliz por estar honrando minha linhagem e meu sangue, no meu pensamento ainda surgiu um "e não volte mais aqui". Tão feliz estava que mal percebi a parente correndo veloz , livre e muito provavelmente feliz.

- Essa é parente distante de Morde Gargantas, o Mestre dos Desafios e Athro do Caern. Irei cantar para ele no devido tempo o que você fez hoje.

-- Seria uma honra ter qualquer feito meu narrado por tão doce voz e tão hábil poeta -- falava mostrando grande gratidão a ela --Ffiz o ritual na pele mais próxima da que te agrada, pois ainda não julgo-me apto a realizá-lo tão bem nas outras formas, mas logo buscarei me aprimorar.

- O ser que atacou ela e os outros Parentes um dia foi um homem, hoje é um ser vestindo pedaços rasgados de roupa e tão grande quanto uma vaca, cheio de bolhas inflamadas com pus e tentáculos capazes de cortarem um homem ao meio de modo "limpo". Esse monstro nojento está atacando qualquer animal, inclusive pessoas e levando as carcaças para uma caverna.

Nesse instante caminhava lado a lado de Canto da Sereia, quando por descuido, ou mesmo para me forçar a aprender, noto que se tratava do monstro que feriu a parente de Morde Gargantas, olhava cuidadosamente para cada uma das feições do monstros e ousava então pedir gentilmente.

-- Minha senhora poderia me explicar novamente? Não compreendo bem a língua dos homens.

Aguardava sua resposta e as últimas instruções

O Caern irá mandar alguns de nós até esse monstro, mas não vocês, os Cliath. Essa coisa é perigosa e não podemos perder filhotes, peço que tenha calma, pois ficarei ao menos um dia sem poder ensinar mais nada para você, em breve uma pequena reunião vai ocorrer, esteja lá.

Olhava para a grande cabana, não mais havia ido nela, desde o primeiro encontro, ao que parece o monstro era alguém muito mais perigoso do que imaginava, olhava para a grande cabana, ainda não aviam muitos outros lá, mas quando olhei de lado Canto da Sereia já havia sumido sem deixar rastros, uma Galiard deveras misteriosa e sábia, até aí eu entendo que preciso de todo o conhecimento que puder reunir, tenho uma dívida com uma vida antiga para sanar.

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Re: Rituais e Lixo

Mensagem  The Grand Wizard [Passo] em Sab 29 Mar 2014 - 16:11

Painkiller - Profeta Sombrio


Ela muda para Glabro, e diz na linguagem Garou novamente, sobre o monstro que atacou a Parente. Ela deixa claro que um Cliath não daria conta de um desafio desses, e complementa.

Canto da Sereia - Nossa existência não é limita a destruir os seres da Wyrm, mas curar seus danos no mundo, você fez isso, Theurge. Cumpriu bem seu papel.

O desenho monstra um ser repulsivo ao extremo, não era boas condições para um desenho detalhado, mas ela conseguiu dar vida ao desenho mesmo que tenha feito rapidamente, o monstro veste camisa de flanela rasgada, tem um corpo longo como de uma lesma, tentáculos longos com pontas afiadas, bolhas enormes por todo o corpo e uma cabeça inchada como um melão, com pouco do cabelo restando.
Então ela parte.

O cheiro da loba indica que ela correu para o oeste, pelo que pode ver não existe ninguém entrando na cabana no momento, mas logo uma figura grande surge por entre as árvores, na forma Crinos, apesar de ter apenas dois metros de altura, pelos de um marrom ferrugem e olhos laranjas, o lobisomem parece surpresa em encontrar o Senhor das Sombras e nada diz, abaixa a cabeça e começa a entrar por onde saiu novamente. Talvez tenha ficado assustado, o Theurge era incrivelmente feio na forma Glabro, cheio de pelos negros por todo o corpo, cabelo mais longa e selvagem pouco combinado com os pelos e dentes e unha mais longas e sujas.
Entretanto, outra coisa é atraído até ele. Ainda próximo da fogueira, um espírito surge, erguendo-se das cinzas em um pequeno redemoinho, em pouco tempo ele toma uma forma parecida com de uma criança humana, com rosto feito com cinzas e os olhos e dentes com pedaços de madeira carbonizada, o estranho e recém surgido espírito fala com uma voz cega e sem vida.


Espírito - Profeta Sombrio, devo agradecê-lo por fazer parte do ritual onde fui criado. Estive observando você desde meu surgimento. Mas não sei dizer o que sou e para que sirvo, o que eu sou?



Ficha Pain:
Natureza: Beta
Comportamento: Diretor


Forma: Glabro


Atributos - Físicos

- Força: 2 + 2 = 4
- Destreza: 2
- Vigor: 2 + 2 = 4

Atributos – Sociais

- Carisma: 3
- Manipulação: 5 (Astúcia, Bom Argumentador) - 1 = 4
- Aparência: 1 - 1 = 0

Atributos – Mentais

- Percepção: 4 (Atento)
- Inteligência: 3
- Raciocínio: 3


Habilidades - Talentos

Prontidão:
Esporte:1
Briga:2
Esquiva:1
Empatia:2
Expressão:
Intimidação:2
Instinto Primitivo:2
Manha:
Lábia:3

Habilidades – Perícias

Emp. c/Animais:
Ofícios:
Condução:
Etiqueta:
Armas Fogo:
Armas Brancas:
Liderança:2
Performance:1
Furtividade:1
Sobrevivência:1

Habilidades – Conhecimentos

Computador:
Enigmas:3
Investigação:1
Direito:
Lingüística:
Medicina:
Ocultismo:3
Política:
Rituais:2
Ciências:

Antecedentes

Rituais 3
Rede Espiritual 2
Raça Pura 3
Ancestrais 3


Dons: 3 Dons de Nível 1

- Tribo = Ler Aura
- Raça = Largar o Sentido
- Augúrio = Comunicação com Espíritos


Ritos:

Nível 1: Ritual de Contrição

Nível 2: Ritual de Conjuração


Manobra Especial: Ação Evasiva

FÚRIA: 5/5
GNOSE: 4/5
FORÇA DE VONTADE: 7/7


Qualidades / Defeitos (Coloque eles separados e com a descrição em spoiler e em letras negras)

Magneto Espiritual (Qualidade de 5 pontos)
Spoiler:
Você é um imã para espíritos e, mais ainda, eles o vêem com bons olhos. Espíritos locais o seguem com curiosidade e estão dispostos a ajudar o personagem da forma que puderem (desde que não arrisquem suas existências). Além disso, todos os testes sociais do Garou com espíritos sofrem dificuldades -2. Este Dom facilita muito a encontrar espíritos para aprendizado de Dons ou até mesmo a convencer um espírito a entrar num Fetiche.

Habilidade Oracular (-2pb)
Spoiler:
Você é capaz de ver e interpretar sinais e presságios. Você também é capaz de extrair conselhos destes presságios, pois eles fornecem dicas sobre o futuro e advertências sobre o presente. Quando o Narrador sentir que você está em condições de ver um presságio, ele lhe pedirá para fazer um teste de Percepção + Enigmas, com uma dificuldade equivalente ao grau de exposição do presságio. Se for bem sucedido, você poderá fazer um teste de Inteligência + Enigmas para interpretar o que você viu, sendo que a dificuldade novamente depende da complexidade do presságio.

Frieza Lógica (-1)
Spoiler:
Embora algumas pessoas se refiram a você como uma "pedra de gelo", você tem uma aptidão para separar as informações reais das pinceladas emocionais ou histéricas que as acompanham. Sendo ou não emotivo, o fato é que você consegue enxergar claramente quando as outras pessoas estão turvando os fatos com seus próprios sentimentos (a dificuldade de todos os testes de Sentir Dissimulação e similares diminui em 1).

Intuição Lupina (-1)
Spoiler:
Essa Qualidade é uma mistura de cultura popular, senso prático e instinto animal. Se você possuir Intuição Lupina e fizer um teste bem sucedido de Inteligência, o Narrador pode optar por dar a você algum conselho quando você está prestes a fazer algo estúpido.

Cabeça Quente (+2)
Spoiler:
Você está mais perto da Wyrm que muitos Garou; sua Fúria queima mais acesa dentro de si que nos outros. Suas dificuldades para evitar frenesis são reduzidas em -2 e você cai mais rapidamente “sob influência da Wyrm”. Seja cuidadoso quando escolher esse Defeito; ele pode causar muitos problemas para você e para sua matilha.

Tique Nervoso (+1) coçar o nariz
Spoiler:
Você executa alguma espécie de movimento repetitivo que faz quando está tenso e que inevitavelmente denuncia sua identidade. Alguns exemplos incluem uma tosse crônica, apertar as mãos constantemente, estalar os dedos e assim por diante. Você sempre pode usar um ponto de Força de Vontade para reprimir esta mania.  

Meta Pessoal (+3) Destruir o Matuzalém que torturou e assassinou cruelmente o seu senhor
Spoiler:
Você tem uma meta pessoal que algumas vezes o compele e orienta de maneiras surpreendentes. O objetivo deve profundo e quase impossível de ser alcançado. A meta pode ser algo como regenerar os Dançarinos da Espiral Negra ou reparar as ações de um ancestral contra outras raças metamorficas durante a Guerra da Fúria. Como você precisa se esforçar para levar seu objetivo adiante durante toda a crônica (embora possa evita-lo sob o gasto de força de vontade) isso o colocara em apuros e poderá prejudicar outras ações, os Garou provavelmente não compartilham de sua visão e olham para você como alguém distraído da verdadeira guerra. Escolha com cuidado a sua meta pessoal, porque ela orientará tudo o que seu personagem fazer.

Estritamente carnívoro (+1pb)
Spoiler:
Vegetais e grãos não tem benefício nutricional para você; apenas podendo subsistir através de carne, o mais próximo do natural possível. Você realmente tem problemas em áreas onde a carne é escassa.

Equipamento e Bens Possuídos:


Vitalidade:

Escoriado -0
Machucado -1
Ferido -1
Ferido Gravemente -2
Espancado -2
Aleijado -5
Incapacitado
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Re: Rituais e Lixo

Mensagem  painkiller em Seg 31 Mar 2014 - 11:49

Nossa existência não é limita a destruir os seres da Wyrm, mas curar seus danos no mundo, você fez isso, Theurge. Cumpriu bem seu papel.

-- Obrigado, a vitória de um aluno nada mais é do que a demonstração da excelência de seu mestre.

Dizia tentando não me parecer surpreso com a horrenda criatura, jamais tinha visto aquilo, mostrava aquela aberração que um dia fora humana, mas afinal aquilo poderia um dai ter sido um vivente que caminhou por esse mundo, com tantas retalhações, olhava sua cabeça, seu dorso seu corpo o mal que irradiava, mesmo de uma mera imagem daquelas, chegava a ser repugnante e dar nojo e asco só de olhar.

Fico olhando para a direção em que a parente havia ido e esperando algum sinal de começo da reunião, sim, precisava estar lá, saber o que fora decidido, quando me surpreendo por um grande garou em forma de crinos entrar e sair da cabana, pareceu envergonhado por me ver, pelas suas feições e traços maus desenhados por gaia, deveria guardar a marca da impureza que lhe fora dada pelos seus pais. Soubesse ele que não precisa se curvar ante a ninguém, somos o que conquistamos e não a forma que nascemos, sim, um Senhor das Sombras sabe disso, um Senhor das Sombras precisa saber disso.

Caminho um pouco em círculos, talvez aborrecido pela reunião não ter começado, quando gaia por meio de um capricho, me dá uma visão linda e única, das cinzas um pequeno redemoinho se forma, jogando-as suavemente para cima, de forma que formasse um pequeno contorno do rosto de uma criança, de espaços vazios entre as cinzas, brotavam pedaços pequenos de madeira, no formato de olhos e de dentes, nunca havia visto nada tão estranho na aparição de um espírito.

Profeta Sombrio, devo agradecê-lo por fazer parte do ritual onde fui criado. Estive observando você desde meu surgimento. Mas não sei dizer o que sou e para que sirvo, o que eu sou?

Fico por um instante mudo, presenciei a criação de um espírito, de uma centelha de vida e luz de gaia, de repente as palavras de Canto da Sereia sobre purificação tenha sido para me explicar que nem sempre destruímos, mas também construímos e coisas belas surgem quando reformamos tudo, estava feliz, ria por dentro, nunca imaginei que faria algo tão impressionante durante uma purificação, embora não tivesse todas as respostas para as suas perguntas iria tentar ajudá-lo na medida do possível.

-- Você é um espírito, é uma cria de gaia, assim como eu, sua serventia é a mesma que a minha, trazer luz a esse mundo de trevas, transformar o mal em bem resgatar gaia. Acredito que se surgiu no ritual de purificação que eu fiz, como você diz, foi porque também você foi purificado e livrado do mal da Wyrm, como desejas que lhe chame amigo espírito?

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Re: Rituais e Lixo

Mensagem  The Grand Wizard [Passo] em Ter 8 Abr 2014 - 8:07

Teste realizado para ver se aprenderam os rituais ou não, é preciso um sucesso e não pode gastar FdV para sucesso automático. Dificuldade para cada um é 10 - Inteligência

Pain: dificuldade foi 7, aprendeu o ritual.

Wolverine: dificuldade foi 8.


Última edição por The Grand Wizard [Passo] em Ter 8 Abr 2014 - 8:08, editado 1 vez(es)
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Re: Rituais e Lixo

Mensagem  Convidado em Ter 8 Abr 2014 - 8:07

O membro 'The Grand Wizard [Passo]' realizou a seguinte ação: Lançar dados

#1 'D10' :


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Re: Rituais e Lixo

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