Ásia Central

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Re: Ásia Central

Mensagem  Veu Cinza em Ter 3 Fev 2015 - 9:25

Joe em nenh
um momento se ofende com o tom de voz de Vicenzo , os  Senhores ate mesmo os ragabash de sua tribo naop sao tao comedidos arrim, e dad as circunstancias , ele de fato tem razao e tolo e quem nao escuta, ou pior , escuta e o ignora, mas uma coisa chama a atencao do grupo, ou pelo menos a de Joe eo fato de ser posto a mesa que temos alguem no gfrupo querendo nos atrasr ou nos atraindo de acordo com planos ate entao desconhecidos, mas seria so o caso de pensar racionalmente, igual aos demais, o que para Joe naop tao facil, nao por ser dificil, mas por que Ramanandra nao pensa muito na mesma forma que os demais, seus paradgams por momentos vao e vem em pontos desconexos que sencontram no devido momento, nao budscando uma linha tao racional e mirabolante apenas despreendida e natural, mas entao ele se mantem focado no que ouviu, sobre inimigos dentro do grupo,.

Se a nevasca e forte ou nao isso nao importa sao garous com medo e apegados a ter que enfrentar somente o facil, nao sao humanos, sao lobisomens Luna nao os abencoou com furia para terem medo, e sim parea transporem o conceito de que e dificil, talvez ela tenha escolhido mal seus filhos, pois sao um bando de mimados


-nAO DIGA QUE NAO PREECISAMOS DAS PALAVRAS DE UM FILODOX, NAO QUANDO ACABAMOS DE OUVIR QUE HA UM dentre nos que pode estar trabalhando para o inimigo, nao agora, de fato os Ragabash tem o seu momento para tracar uma contraestrategia, e nos devamos estar na umbra lembre que se mos Ragabash trabalharem em comunhao com os Philodox a farsa sera descoberta a tempo de inutilizarmos o traidor e se for por algum feitco  buscar meios de liberta-lo.

As palavras de Joe sao inicialmente duras para com Vicenzo, pois se ha uma coisa que nao tolera ou nao aprendeu a tolerar em seu irmao de matilha e que ele age como se dissesse, esta vendo eu avisei e nao temos tempó para isso, se e pra agir e melhgor agir agora, e Joe sabe que Vicenzo pensa isso e so esta procando uma reacao nos presntes de fato Jo ate o admira por isso mesmo sendo tao contraditorio tais sentimentos, mas ha momentomparav tudo e Joe se levanta e pronuncia aos demais, revelando uma face ate entao oculta, a qual nao houve necessidade de revela-la entao fala com rispidez e seriedade que podera provocar comentarios, mas Joe e assim se tem furia a expressa se a alegria ele sorri, despreendido e natural 

se ha um traidor deixe que el saiba o seguinte :
-seria melhor nao ter nascido, Lisa me acompanha ate a a umbra nao viva dependendo da regua alheia para lhe medir os passos, se os rfagabash tracarao os planos estarei na umbra tendo com os meus, espero que quabdo eu voltar nao tenhamos discussoes e sim acoes, ;
-Vamos Lisa tempo ja e uma bebida que escoou de nossos calices, e se e medo da neve usem o amuleto e pronto, com o devido respeito chega de choradeiras, eu nao trouxe fraldas


Jope caminha em passos firmes e confiantes ate a cozinha procurando qualquer coisa que reflita e por ela harmonizar uma passagem para o mundo dos espiritos com ou sem Lisa, ele ja nao revela ternura e sim a furia de um garou que nao esta paar brincadeiras, nao neste momento, entao percebendo que esta a beira de uma ataque de garras ele recita um  mantra enquanto se concebntra para acessar a umbra

Joe se valera da sua qualidae excepcional para atrair espiritos e aguardara um pouco e comecara a papear para saber sobre as coisas quje vem ocorrendo e se ha algum lugar por ai onde os espiritos nao estao indo, geralmente os espiritos fogem de lugaresonde ha uma forca quase que descontrolavel, supoe Joe, e ele fara acordos com espiritos para que possam ter exito em sua busca, tam,bem buscara informacoes do Caern tomado pelos Dancarinos da Espiral negra, e se possivel for falara aos presentes sobre a importancia de ajuda-los pois poderao afugentar ou destruir o mal que tambme os assola e propora uma uniao para que juntos possam por um fim a essa ameaca e para isso espera e conta com a juda de Lisa para dar enfoque a suas falas e sugerira que ela tambem fale
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Re: Ásia Central

Mensagem  Alexyus em Ter 3 Fev 2015 - 16:17

Alaín ouviu os outros se expressarem, guardando sua opinião para contrapôr os argumentos dos outros sob um prisma ponderado e imparcial. Quando achou que era o momento, ele se pronunciou, primeiramente para impedir a partida de Joe:

- Um momento, Foco-sobre-a-Crise! Concordo com seus argumentos, mas o conclamo a fazer jus ao seu nome e focar na a crise presente! Não podemos consultar os espíritos enquanto houver um traidor entre nós! Depois que identificarmos esse suposto traidor, então iremos todos juntos à Umbra. Até lá, nem você nem Lisa podem deixar o grupo, pois as suspeitas recaem sobre todos nós, inclusive vocês.

Alaín abarcou os demais em seu olhar ao falar:

- Certamente teremos de lutar muito, e uma investigação espiritual é deveras necessária, mas o momento de ahroun e theurges liderarem não é agora. Uma acusação de traição é muito grave e deve ser tratada antes de qualquer coisa. Portanto, eu proponho que Lorcan, como phillodox mais graduado, teste todos os presentes, enquanto eu mesmo o testarei, a fim de restaurar nossa fé uns nos outros. Isso feito, eu acho que Joe e Lisa devem nos liderar numa investigação espiritual em busca de mais informações. Depois disso, eu acho que Ahmed deve liderar nossa próxima investida, desde que ela seja minimamente planejada. Para isso, o conhecimento do terreno dos mais velhos seria valioso.

Tendo concluído sua opinião, Alaín olhou em redor, esperando opiniões ou, melhor ainda, decisões.
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Re: Ásia Central

Mensagem  Midnight em Ter 3 Fev 2015 - 19:32

Eu estava com confiança e entusiasmo revigorado após a conversa com os demais integrantes da Tribo, apesar do contexto que havia me levado até ela ter sido no mínimo embaraçoso, seu desfecho havia se provado excepcionalmente decisivo, e da forma mais positiva que eu pudesse considerar. Meu ânimo acaba por ser escondido com o princípio de vergonha com que era reapresentado ao grupo, agora como integrante do mesmo. Sabia que todos ali, salvo pelos que ouviram a história, teriam olhos nada amigáveis em se tratando de mim depois de tudo o que havia acontecido, e aquele conjunto de gestos e palavras parecia o último ingrediente para me por em uma situação bem comum para mim nos últimos tempos, eu estava me sentindo alienígena ali. Ainda assim, tentei demonstrar segurança com tudo aquilo, independentemente dos olhares que me fossem atribuídos, eu ter certeza de quem eu era se tratava de tudo o que eu precisava diante de uma oportunidade para provar meu valor à Gaia. Mantive o foco enquanto Anton falava, com concentração redobrada para conseguir não só acompanhar todos os diálogos como também contribuir de forma construtiva mediante eles.

Tomei o cuidado de me certificar de que todos os interessados em falar o fizessem, refletindo sobre as falas de cada um a medida do possível. Após os argumentos de Vicenzo deixei meus pensamentos fluírem:
"Não que eu seja um especialista, mas Espíritos corruptos podem agir com muito mais do que 'força bruta', um espírito trapaceiro corrompido poderia tranquilamente nos fazer de bobos a partir dos primeiros princípios levantados. Não bastasse isso, assumir que um Augúrio não pode arcar com a 'função' de outro é uma ideia no mínimo esquisita. É como dizer que só os Ahrouns tem aptidão para lutar, por somente eles terem sido abençoados com a Lua do Guerreiro. Também não vejo a lógica de Trapaceiros serem os planejadores em meio a uma batalha, tampouco os críticos de um plano que nem ao menos temos em mãos. Contudo a possibilidade de um traidor pode, de fato, fazer do auxílio deles necessário, o que não faz dos mesmos isentos de suspeitas, isto é, um deles pode ser nossa 'ovelha negra' e com sua responsabilidade consolidada assim apenas nos levar ainda mais rápido rumo à ruína. Não creio que essas sejam as decisões mais sábias à serem tomadas." Conclui com certa segurança.

Em seguida o Portador da Luz Interior tomou a palavra e, por Gaia, nada do que ele falava fazia sentido pra mim:
"É, acho que nem se eu ficasse algumas horas aqui pensando conseguiria ver algum ponto para trabalhar em cima do que ele disse. Talvez essa seja a forma como esses estranhos Garous resolvem seus assuntos, pelo que soube são enigmáticos, não me admira que tenham se apartado da Nação vendo um de seus exemplares. Juntar essa tendência Tribal à um Augúrio tão estranho para mim quanto são os Theurges formou um quatro desastroso. No final das contas, ele tomou voz para contestar parte das conclusões de Vicenzo ao menos, acho que isso é tudo o que posso concluir. Além de quê essa tentativa dele de se retirar da mesa de negociações em meio ao debate pareceu bem estranho" Avaliava enquanto Alaín intervia antes que o indivíduo se fosse. Passei a ouvir o que o Philodox dizia.

Não era de espantar que um Juiz clamasse pela autoridade do Juri, entendia isso por minha ânsia por lutar, parecia simplesmente a coisa certa e evidente a se fazer, mas ainda assim pondero sobre o que havia ouvido vindo dele:
"Acho que ao menos posso concluir que ele leva jeito com a coisa. A mesa de debates parece ser seu campo de conforto, acho que são conjuntos de atitudes e falas como essas que formam um bom Philodox. Mas ao fim de tudo, muito plano e pouca ação. Creio que nisso devo concordar com Vicenzo, podemos estar onde o inimigo gostaria, mesmo sendo um abrigo cedido por um confiável Presas de Prata, não sei contra o quem, ou o quê, estamos lidando, considerar um leque amplo de possibilidades é necessário." Respirei profundamente após analisar isso, estava ficando atordoado.

Concei a cabeça por um instante, um tanto frustrado por tudo o que havia concluído até então estar se embaralhando na minha cabeça, esperei para ver se ninguém mais gostaria de se pronunciar enquanto tentava organizar minha cabeça:
"Antes de mais nada, haver um traidor é uma possibilidade, não um fato. Debater sua existência e procurar pelo mesmo caso seja inexistente se mostrará apenas uma falha ridícula da nossa parte. Em sendo verdade que haja tal figura, expor tudo de forma tão aberta apenas permite que o mesmo arme suas defesas e não só se esquive como contra-ataque os métodos para pegá-lo bem como frustrar seus planos, diante disso, se houver um traidor, a possibilidade dele argumentar ações  e planos para acobertá-lo é grande, e sem termos um nome em mente, todas as opiniões serão levadas em conta. Os espíritos não são confiáveis, nosso grupo, agora com essa suspeita, também não. A umbra não parece segura e o mundo físico é castigado por uma força sobrenatural... Que droga! Por que as coisas tem que ser tão confusas assim?" Estava insatisfeito comigo mesmo, mas tinha uma conclusão: precisávamos agir. E defenderia essa tese da melhor forma como pudesse usando o Dom Persuasão [1 Ponto de Força de Vontade] antes de começar a falar.

Tomei fôlego após me certificar de estar no momento apropriado para iniciar minhas falas e com confiança comecei de forma um tanto quanto repentina:
-Qualquer possibilidade de informação será bem-vinda pelo traidor, se ele existir. Mas antes de tudo se, e somente se, isso for um fato. Se ele não existir estamos perdendo tempo cogitando sua existência. Se ele existir, estamos protegendo-o com essa conversa.- Dei uma pausa para passar adiante em minha argumentação e então continuei; -Toda a prudência e cálculos em torno dessa situação sem dúvida é compreensível, mas essa é uma missão encarada por muitos como suicida, até onde soube, é preciso coragem. Não confundo prudência com covardia, de forma alguma, mas clamo que precisamos agir. Agora.- A pausa após a palavra a qual havia dado ênfase era para deixar ela ainda mais expressiva, logo prossegui dizendo: -O único que devo julgar que para todos está acima de suspeita é Anton. Assumir a possibilidade dele ser um traidor é aceitar que seguimos um chamado para a morte inglória e certa, diante disso a aceitação de cada um de nós a essa busca já teria configurado nosso fracasso. Seguir em frente significa confiar nele, e teremos que fazer isso integralmente.- Olhei diretamente para ele nesse momento, com a sinceridade habitual em meu semblante enquanto falava: -O fardo certamente seria grande, mas creio que seria o mais prudente a fazer. Você é experiente, conhece nosso local alvo, é a figura mais confiável diante dos fatos e é o responsável por essa busca. Proponho que ajamos sob suas ordens, sendo você o juiz, o júri e o carrasco. Sem expor plano algum pelo qual pudesse abrir brechas para um inimigo interno guiar o mal exterior, fazendo com que nossas ações fossem astutas e não óbvias, e pudéssemos prosseguir da melhor forma possível. Entendo que isso é pedir bastante, não só para você como para todos. Mas não acredito que nossos Augúrios determinem totalmente nossas capacidades, nos prendendo a meros esteriótipos, por isso mesmo lhes digo mesmo sem ser um Galliard: No começo, houve um Lobo, um Lobo que se arriscou quando todas as criaturas recuaram, e salvou Gaia de forma destemida. Não em um ato de loucura, mas sim de bravura, e como seus legados temos o dever de proteger, e o fardo de liderar.- Minhas palavras se encerram inspirando a mim mesmo, tendo total confiança de que havia falado da melhor forma como podia, e que se alguém ali pudesse compactuar com meus ideais, seria tocado por elas.
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Re: Ásia Central

Mensagem  Veu Cinza em Dom 8 Fev 2015 - 13:50

Joe observa enquan to Aalain fala de fato nao ha coerencia em sua saida, e de fato ha razao em sua saida pois se ele nao e um filodox so atrapalhara, mas os que ali edstao sao enferrujados nos parametros tribais ha muiito impostos e nao ha que os farao ver de outro jeito entao , como nao ha nada a temer Joe se dirige a um canto da sala e senta-se em posicao de lotus e dirige uma palavra a Alain e outra na Lisa, antes de ir  

enquanto estou aqui son suspeitas de quem se omitiu, algo ocorre la dentro e continuara a ocorrer so vou por qure nao quero, so nao vou por que no momento nao me e solicito tal ato

Olho para Alain com um olhar tranquilo e sem sombra de duvida minhas palavras sao certas afaveis e certeiras

-Quando destruir as distincoes alcancaras um estado sim ples e despreendido, e por  favor nao me chame de covarde ate ter cderteza e e puder me mostrar um outro caminho, pois pior e quem revela ao cego que ele nao pode ver e nao lhe  providencia um  apoio, e ainda que eu fosse , voce nunca teve um momento de hesitacao, afinal ainda esta vivo nao e?


viro-me para Lisa e digo-lhe sorrindo


todas as pecas se nao estao em movimento estao em seus lugares isto e uma acao  nao fazer nada e uma acao

ao sentar-se inicia sua meditacao e seu mantra

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Re: Ásia Central

Mensagem  Lua em Dom 8 Fev 2015 - 22:34

Véu Cinza (Joe) escreveu:se ha um traidor deixe que el saiba o seguinte :
-seria melhor nao ter nascido, Lisa me acompanha ate a a umbra nao viva dependendo da regua alheia para lhe medir os passos, se os rfagabash tracarao os planos estarei na umbra tendo com os meus, espero que quabdo eu voltar nao tenhamos discussoes e sim acoes, ;
-Vamos Lisa tempo ja e uma bebida que escoou de nossos calices, e se e medo da neve usem o amuleto e pronto, com o devido respeito chega de choradeiras, eu nao trouxe fraldas

Joe, seguido de Lisa, visivelmente impressionada pela atitude viril do até entao calmo theurge, saía em busca de um objeto refletor quando Aláin o interrompeu. Anton juntou-se a Alaín e com firmeza disse para Joe se acalmar. O theurge entao se sentou, contendo a fúria com um mantra. Lisa permaneceu a seu lado.

Alaín expôs seu plano de açao para testar os garous em busca do traidor.

Em seguida Yuri usou o dom Persuasao para convencer os demais a confiarem sem reservas no líder e a desapegarem-se dos estereótipos.


Rolagem:
Lua rolou 3d10 para Yuri para Ativar Dom e obteve 8 1 10
O Jogador obteve 1 sucesso(s)
Dificuldade: 6

Yuri era o novato do grupo e seu discurso nao teve muito impacto, embora ajudasse os garous a prestar atençao no líder, que tomava a palabra. Quando seus olhos se cruzaram com os de Anton, viu neles orgulho:

- Parabéns pela sagacidade, Yuri. Você foi o único a ver o contra-senso que há em revelar ao traidor que se sabe de sua existência. Perspicácia digna de um bom filodox ou ragabash. Um exemplo aos demais para deixarem dessa tolice de estereótipos.

Anton explicou o ocorrido:

- Já tivemos o nosso teste, embora de uma maneira menos elegante do que a proposta por Alaín. Quando sugeri que tínhamos um inimigo entre nós, estimulei-os a falar e me concentrei, estava usando Poderes Mentais no grupo.  Sinto muito, nao costumo fazer isso com aliados, mas neste caso era a maneira  mais rápida e garantida de eliminar a hipótese do traidor. Eu tive que ler seus pensamentos.

Nao temos um traidor. Mas por Gaia que temos problemas!

Vincenzo insiste em uma rivalidade tribal infantil. Ainda nao encontrou a melhor forma de nos ajudar com as habilidades de sua tribo e, ao contrário, acaba gerando desconfiança, desarmonia e desuniao. Seu negativismo afeta garous influenciáveis, como nossos theurges. E o mais patético, em vão, pois nenhum senhor das sombras vai se orgulhar de um filhote que prejudica a si mesmo tentando ser uma caricatura da tribo.

Quanto a Joe, eu não creio que de verdade acredite que somos idiotas, covardes… e mimados… a ponto de temer uma nevasca, segundo ele, passível de ser combatida com um simples amuleto.  Ocorre apenas que está prestando mais atençao às palavras de seu companheiro de matilha do que à realidade ao redor.

E Lisa, bem… Lisa precisa de um filodox urgente…

Pessoalmente nao me afeto com essas coisas. Para ter êxito liderando um caern de fertilidade aprendi a conviver com filhotes pirracentos sem sair por aí arrancando cabeças. “


Anton olhou para o grupo. Era um desses raros garous serenos, com autocontrole suficiente para circular entre humanos e ter uma família. Mas estava decepcionado. Oleg, ao contrário, nao escondia sua raiva, especialmente depois dos insultos de Joe. Anton continuou:

“Mas o que nao posso fazer é  descer em um poço de Dançarinos com um grupo instável de garous que nao confiam plenamente uns nos outros, muito menos em seu líder. Nao seria coragem, seria loucura. Sendo assim:

Lisa, você vai conversar com Lorcan, agora. Você sabe sobre o quê.”


Olhou para a menina e para Joe com uma expressao de repreensao.

“Vincenzo e Joe, lamento, mas vocês estao fora do grupo.”

Anton tirou do bolso do casaco um pequeno espelho de metal, ricamente lavrado, e depositou-o, de maneira um pouco rude, sobre a mesa

- Nao vou perder tempo explicando meus atos a vocês dois. Vao testar suas opinioes na umbra. Se confirmarem que somos uns idiotas, ainda estao bem perto de Lua Crescente e podem ir-se. Se descobrirem algo importante com os espíritos e se convencerem de que podem confiar em nós, poderao nos alcançar no caminho. Estaremos indo sempre na direçao noroeste.

Oleg bufou, contrariado.

- Nao acredito que você ainda vai dar chance para esses merdas! – disse, balançando a cabeça. Levantou-se e se retirou da sala, batendo a porta.

Anton respirou fundo. Depois abriu uma das caixas de equipamentos e retirou objetos parecidos à bússolas, só que com glifos e uma segunda agulha no centro. Eram fetiches “amigos do errante”, normalmente dados a filhotes de peregrinos silenciosos para se orientarem sem erros. Alaín lembrou que quando estavam em Roda de Ptha, os presas tinham falado sobre assuntos a tratar no caern. Seguramente o empréstimo dos fetiches era um deles.

Anton explicou rapidamente o funcionamento da bússola e entregou uma delas a Joe, já que Vincenzo nao tinha gnose suficiente para usá-la.


- Agora vão!

Nao era uma simples ordem, era uma voz de comando. Joe e Vincenzo nao tinham alternativa. Imediatamente entraram na umbra.


VINCENZO E JOE

Ao cruzar a película vocês já sentiram o impacto de um vento gelado que os empurrou com violência, até que seus corpos se chocaram, uns 500 metros atrás, contra a projeçao umbral de um grupo de árvores antiquíssimas. Pequenos cristais brilhantes esvoaçavam diante de seus olhos, parecendo faíscas e impedindo a visao. A sensaçao de frio era torturante e entorpecia seus movimentos. Seus ouvidos doíam, o ar gelado queimava suas narinas.
Ao mesmo tempo, Joe percebeu espíritos que se aproximavam dele. Nao via nada em meio à tempestade espiritual, mas podia ouvir passos roucos como rochas sendo arrastadas. Passos pesados, de muitos seres, começavam a cercá-los.



ALAIN E YURI

O envio de Joe e Vincenzo à umbra foi como um boi de piranhas. Tao pronto partiram, a nevasca começou a ceder no mundo material, como se algum ser poderoso desviasse sua atençao para a umbra. Anton avisou que em pouco tempo sairiam e aproveitou para distribuir o resto do equipamento. Abriu caixas que continham calçados antiderrapantes fetiches que evitavam o deslizamento na neve e gelo; e equipamento básico de espeleologia.

Anton voltou a falar:

-  Nao devemos nos preocupar com vodianois ou rusalkas. Cada um a sua maneira, sao espíritos fortemente ligados ao rio que habitam. Nao nos seguirao, assim como nao atacariam a cabana. O ataque que sofremos durante todo o tempo foi feito com vento, neve e gelo. Se eu nao tivesse usado o dom Tecer Aço a cabana se teria desfeito nos momentos mais duros da tempestade. O nosso adversário é algo que manipula os elementos, como disse antes. E talvez tenhamos o dedo da Pentex aqui. Ninguém se importou com a presença de lobos-fomori, mas a mim me preocupa.

Amigos, para usar uma analogia, esta missao nao é uma cirurgia de apêndice, em que há um protocolo definido a seguir. Ao contrário, estamos extirpando um tumor. Sabemos onde está, seu tamanho e gravidade, mas todo o resto depende de exploraçao e só saberemos exatamente o que estamos enfrentando conforme os inimigos se revelarem. Vamos sim, combatê-los um a um, por enquanto na matéria. Quero que Alaín trabalhe em parceria com Lisa*, Ahmed e Afanasiy em busca das criaturas que nos espiam. Dediquem-se a isso.  Yuri, eu, Oleg, Lorcan e Leyda faremos a segurança do grupo.

As informaçoes que obtivermos agora vao definir se ainda é válido seguir na missao. E, em caso de ser seguro continuarmos, indicarao a estratégia a seguir na tomada do caern. Se decidirmos por seguir a missao, faremos uma pausa para definir o ataque quando chegarmos ao local da antiga vila de parentes. Até lá, procuraremos descobrir o mais que podamos, e para isso temos que capturar os seres que nos rondam.


Mais tarde puseram-se em marcha. Subiam a montanha pelo único caminho possivel, em hominídeo. Anton e Ahmed na frente. Oleg, Yuri e Afanasiy atrás. No meio do grupo, Leyda, Alaín e Lisa se encarregavam de buscarem ameaças e Lorcan lhes dava apoio. Assim seguiram até que os ragabashs começaram a se entreolhar. De novo, algo os seguia.

EQUIPAMENTO:
Equipamento
Alaín:
Roupa de inverno dedicada
Amuleto (Saquinho de couro contendo sal. O sal pode derreter 100 kg de gelo ou 100 metros de caminho congelado)
Mochila esportiva com:
Calçado antiderrapante fetiche (-1 em testes baseados em destreza no gelo ou neve; permitem mover-se na neve e no gelo com a mesma velocidade com que faria em solo normal. Hominídeo e glabro)
Cinturão de segurança e capacete (hominideo e glabro), martelo, pitons, mosquetoes, corda, lampada para cabeça, cantil e comida seca.

Yuri
Roupa de inverno.
Mochila esportiva com:
Calçado antiderrapante fetiche (-1 em testes baseados em destreza no gelo ou neve; permitem mover-se na neve e no gelo com a mesma velocidade com que faria em solo normal. Hominídeo e glabro)
Cinturão de segurança e capacete (hominideo e glabro), martelo, pitons, mosquetoes, corda, lampada para cabeça, cantil e comida seca.



*Vejam off: http://lobisomemoapocalipse.forumeiros.com/t673p36-off-asia-central#14729
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Re: Ásia Central

Mensagem  Alexyus em Seg 9 Fev 2015 - 18:09

Alaín concordava com o raciocínio de Yuri, e não pôde discordar de Anton quando ele elogiou o ahroun. As críticas a Vicenzo, Lisa e Joe eram procedentes na opinião do phillodox, e ele se surpreendeu ao não ser particularmente alvo de críticas. Como fôra ele mesmo a propor que os outros mais velhos tomassem as decisões, ficou calado enquanto Anton discorria e, no processo, excluía o portador e o senhor da sombra do grupo.

Como presa disciplinado e observador da etiqueta, Alaín não contrariaria alguém de posto superior ao seu. Mas como phillodox agregador, ele reconhecia a sabedoria das palavras de Anton: era preciso confiar uns nos outros ao enfrentar um perigo tão extremo, e os dois estavam demonstrando claramente que estavam perdendo a fé no grupo. A presença deles poderia comprometer toda a missão e custar a vida de todo o grupo.

Quando os dois partiram, Anton dividiu os papéis para os membros de um jeito que preocupou Triunfo de Gaia. Lisa tinha uma utilidade óbvia, Ahmed era um viajante experiente e Afanasiy tinha bem mais renome do que ele. Mesmo assim, sentia que esperava-se dele que falasse primeiro. Então ele tomou a palavra:

- Já que a missão é conseguir informações, é bom tentarmos ser rápidos e furtivos para capturar alguém. Tenho certeza que Lisa sabe um truque ou dois para nos ajudar a conseguir informações, mas faço-lhes o elogio de supor que saibam bem mais sobre isso do que eu.

Alaín ainda checou rapidamente seus euipamentos antes de partirem. Enquando avançavam, ele manteria seus olhos bem atentos a quaisquer sinais da paisagem.


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Re: Ásia Central

Mensagem  Daniel Ramone em Ter 10 Fev 2015 - 6:50

Ao se escorraçado para a Umbra, apenas suspirei mais uma vez desapontado pela atitude do líder. Minha única intenção era abrir os olhos de meus companheiros para os perigos que corríamos, e parece que os planos e fatos que sugeri soaram como tolices para os ouvidos daqueles Garou.

"E no fim eu estava certo sobre os augúrios. Um Philodox teria sabido lidar melhor a situação." Pensei.

Mas agora isso era passado. Como um Senhor das Sombras, eu não podia ficar lamentando pelo o que aconteceu, mas sim adaptar-me à situação. E minha primeira medida foi passar para a forma Crinos, a fim de usar os pelos para impedir que o frio o matasse. Em seguida notei a presença de espíritos, que a julgar pelo alarde dos passos, pareciam ser bem grandes. Mas por sorte eu tinha o Theurge de minha matilha ao meu lado.

- Joe, estamos por nossa conta agora, você é um Theurge, fale com estes espíritos, mas por favor, de um modo que todos nós possamos entender. - Pedi.


- Vincenzo

- Gaspard

- Miranda

Ação
Fala
Off
Pensamento
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Re: Ásia Central

Mensagem  Veu Cinza em Ter 10 Fev 2015 - 11:15

Antes de escorracado como um cao que aparentemente nao tem mais serventia, para a umbra Joe olha para Oleg e diz enquanto caminha

Sua definicao do que sou ou nao sou e irrelevante, senhor  Oleg, como eu deveria chamar alguem que depende de um merda para que algo possa dar certo?
Se nao ha um traidor por que tudo isso, afinal nao parece Vicenzo que causou desarmonia agora

Joe caminha calmamente para a umbra como fora determinado, ele comeca a concluir que estao desconfiando dele e de Vicenzo por  serem irmaos de matilha, Joe comeca a perceber que tipo de pressao Olhos -Vermelhos nao teria suportado antes de ter feito o que fez, e fala a Vicenzo

A wirm nao precisa fazer muito esforco para recrutar dancarinos, os garous da wild ja fazem mais da metade do servico, veja o que fizeram conosco, mas tudo bem nao sera a primeira vez e nem a ultima que os Vigias Sorrateiros enfrentam algo do tipo, agora comeco a perceber certas coisas, entao vamos la que o Camaleao nos ajude

Joe sente o frio da morte rondando seu corpo com muitos calafrios e tremedeiras, Joe usando a sua frustracao se concentra e usa sua forma hispo para poder se locomover melhor , afinal , espera nao ser hostil aos espiritos que os rondarao em instantes

Senhores espiritos habitantes deste mundo umbral, perdoem nossa intromissao em vossas terras sagradas

Joe olha ou tenta , melhjor fareja Vicenzo e traduz para ele o que disse

Vicenzo estou nos apresentando

Em seguida Joe olha na direcao do barulho e pronuncia-se:

Sou Foco-Sobre-A-Crise, Theurge, dos Portadores da Luz Interior, da matilha Vigias Sorrateiros, filhos do Totem Camaleao, Liderados por Justica-de Prata, neto de Martelo-da-Justica,das Crias de fenris, e este e meu irmao de matilha  Canção-das-Trevas, assim como eu nascido entre os homens, Galliard descendente direto de Sangue-na-Neve, aqui estamos em paz para ajudar garou daqui a resgatar seus parentes e precisamos de toda a juda possivel

Joe fala para Vicenzo , e aguarda a resposta dele e dos espiritos

Pronto ja nos anunciei e disse a que viemos falta agora deixa-los responderem

Joe se mantem atento e aguarda pelo melhor ou pior
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Re: Ásia Central

Mensagem  Midnight em Ter 10 Fev 2015 - 19:45

Não era como um discurso arrebatador de multidões, mas havia sido o suficiente. Não estava há muito tempo no grupo, credibilidade era algo que certamente eu não tinha no momento, considerei que o resultado acabou sendo satisfatório pela avaliação aparente de todos. A ideia de dever cumprido se consolidou com o olhar orgulhoso e as primeiras palavras Anton, mas logo percebia quantos passos estava atrás dele. Sabendo que ele era o responsável pelos esforços conjuntos de todos ali, senti-me um pouco mais seguro, mas aquela frustração comum de não ter sido bom o suficiente se mostrou suficientemente desagradável. Eu não era realmente competitivo, na essência da palavra, mas eu já havia perdido pessoas demais para me permitir ser ruim em qualquer aspecto quando defrontando a Wyrm. Havia ouvido por muitas vezes que precisaria de tempo para incorporar de forma adequada meu papel e potencial na Guerra, mas eu não via outra forma de viver não sendo imaginar cada dia como o último. Temos provas demais para nos dizer que, de fato, cada dia pode ser o derradeiro desse mundo.

Olhei com certa surpresa para Lisa, olhando em seguida para Joe e me dando conta do que estava acontecendo, Obviamente, o afastamento de dois membros do grupo era algo muito mais crítico que isso. Instintivamente discordava daquela atitude, mas o que poderia argumentar contra alguém que havia acabado de ler os pensamentos dos dois? Ele os conhecia muito melhor do que eu pudesse concluir após uma manobra como aquela, suas atitudes eram inquestionáveis, ainda mais por mim após tudo o que havia falado sobre a importância de consolidar a liderança dele.

Vicenzo mostra dignidade e se reserva a manter-se calado, uma atitude sábia, ao meu ver, mas Joe escancara bons motivos para a atitude de Anton. Seus argumentos anteriores haviam sido ásperos, de fato, mas eu tinha uma parcial concordância com o que ele havia dito, me pareceu apenas que ele não sabia como se expressar corretamente -algo que conheço bem- então não dei muita atenção, mas aquelas últimas palavras antes de ir para a Umbra foram miseravelmente mal proferidas. Insultar daquela forma um Presas de Prata de Posto elevado, ainda mais sem nenhum argumento válido me deixou tenso. Eu teria agido, não tivéssemos um quadro já complicado o suficiente, e não teria falado caso Oleg estivesse ali para se defender, mas após ele ter cruzado a porta disse com um olhar duro ao Theurge:
-Sua condição não é a mais adequada para proferir Insultos. Lembre-se que, por Oleg, você não mais teria nem mesmo oportunidade de voltar a integrar o grupo. Antes de fazer acusações, certifique-se de mostrar ser digno de ao menos ter a palavra.- Sabia que havia ali quem pudesse falar melhor do que eu, mas não pude me conter, antes que pudesse pensar direito, estava dito.




Caminhava com atenção, as palavras de orientação dadas por Anton ainda eram revisadas por mim, o que acabou tirando um pouco da minha preocupação com os dois Garous que haviam sido deixados para trás. Diante da necessidade de capturarmos o que quer que fosse, teríamos que, obviamente, localizar o alvo antes, e por isso lamentava ter que usar a forma hominídea naqueles momentos para poder prosseguir, as percepções dos sentidos apurados de minha forma Lupus seriam significativamente úteis naquele momento. Da forma como podia, tentava averiguar o terreno e os locais pelos quais passávamos, sempre atento aos arredores no intuito de encontrar qualquer coisa que fosse suspeita naquela vastidão branca.
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Re: Ásia Central

Mensagem  Lua em Qui 12 Fev 2015 - 10:04

JOE E VINCENZO:
Vincenzo viu que mudar de forma em nada melhorava o frio. Sua origem nao era um evento climático, e sim a memória espiritual de todas as grandes nevascas da regiao.

Mesmo em crinos e hispo seus corpos estremeciam de forma desesperadora. O vento cortante ainda os pressionava contra os troncos das árvores e sua mobilidade estava bastante reduzida.

Batendo os dentes incontrolavemente, Joe tentou se comunicar com os espíritos. Um grunhido foi tudo o que ouviu em troca. Apesar de nao ser bem compreendida pelos garous, sua linguagem normal era perfeitamente acessível aos espíritos. Talvez a tentativa de falar claro com eles tenha prejudicado a comunicaçao, em vez de ajudar. Ou talvez eles fossem grotescos demais para entender a saudaçao.

O fato era que emergiam rugindo dos flocos de neve arrastados pelo vento, que tomavam todo o ar, dificultando a visao. Eram sete e pareciam grandes homens esculpidos em gelo. Joe percebeu tratar-se de elementais.

Os homens de gelo podiam tê-los esmagado com os punhos, mas se entreolharam e retrocederam um momento. A imobilidade dos garous lhes dera uma idéia. Aproveitando que Vincenzo e Joe estavam praticamente presos às árvores pelo vento tempestuoso que a eles nao afetava, fizeram brotar de seus corpos imensas adagas de gelo, começando um bizarro show de atirador de facas, onde o objetivo nao era contornar a pessoa atada, e sim atingí-la em cheio.

(a iniciativa de Joe somou 10 e a de Vincenzo 13. A soma de destreza (força de vontade) e raciocínio (gnose) dos espíritos é sozinha, 17, portanto todos eles atacaram antes).

Foi tudo muito rápido. Os espíritos se reuniram em dois grupos ao redor dos garous e lançaram suas lâminas de gelo a intervalos pequenos.


ALAÍN E YURI:
Alaín caminhava no meiou do grupo, próximo a Lisa, Leyda e Lorcan. Yuri ai atrás com Oleg e Afanasiy. O caminho se fazia cada vez mais difícil, íngreme e estreito, mas ainda assim era melhor que a neve fofa e o labirinto de árvores do bosque. Haviam posto os calçados-fetiche. Em muitos trechos era preciso contornar rochas em caminhos estreitos, “abraçando-as”, apoiar-se em galhos, e escalar pequenos trechos de pedra inclinada para continuar subindo a montanha. Yuri entendeu o porquê de irem em hominídeo: a postura vertical, a leveza e o uso das maos ajudavam nesses momentos. Os dois prestavam muita atençao aos seus passos e, ao mesmo tempo, lembravam o ocorrido na cabana.


Véu (Joe) escreveu:Sua definicao do que sou ou nao sou e irrelevante, senhor  Oleg, como eu deveria chamar alguem que depende de um merda para que algo possa dar certo?
Se nao ha um traidor por que tudo isso, afinal nao parece Vicenzo que causou desarmonia agora
.


Midnight (Yuri) escreveu:Sua condição não é a mais adequada para proferir Insultos. Lembre-se que, por Oleg, você não mais teria nem mesmo oportunidade de voltar a integrar o grupo. Antes de fazer acusações, certifique-se de mostrar ser digno de ao menos ter a palavra.


Oleg parecera ignorar as palavras de Joe. Sua única manifestaçao durante o diálogo fora um olhar de aprovaçao para Yuri, quando o defendera. O resto do tempo mantivera-se altivo com os olhos cravados nao em Joe, mas nos olhos de Anton. Quando os cliaths se foram para a umbra, falou ao amigo em russo, num tom baixo e respeituoso, mas duro. Apesar de nao saber o idioma, Alaín era perspicaz o bastante para perceber que Oleg culpava o líder.

em russo:
- Espero que você esteja satisfeito, Uivo do Vento. Aí vai seu escorpiaozinho criado a xícaras de chá. O que você esperava? Lealdade de um senhor das sombras? Imagino o que leu na mente dele… O outro pelo menos expressa abertamente seu desrespeito. Aquí chegamos com suas idéias ocidentalizadas de “nao preconceito”, “nao estereótipos”, “oportunidades”. Estamos na Ásia, nós aqui conhecemos estas duas tribos e se ninguém confia nelas, alguma razao haverá. Espero que isso abra seus olhos. Eu fico só com os disciplinados, nao importa o quanto precise de ajuda.

Anton ouvi tudo com igual altivez e nao respondeu nada. Permaneceu um tempo parado, olhando pela porta aberta. A luz branca ressaltava os traços de um rosto ainda jovem, o nariz longo da linhagem Volkov e a expressao concentrada na paisagem distante.

Alaín e Yuri viram naquilo que parecia ser um momento de extrema solidao do líder, o retrato da situaçao geral de sua tribo. Descrédito na liderança, ataques pequenos mas constantes dos senhores das sombras, divergências internas.

Alán desconhecia o passado de Anton, mas Yuri sabia que ele já havia renascido das cinzas uma vez, e percebeu um intenso brilho de determinaçao em seus olhos quando voltou ao grupo e começou a repartir instruçoes.


ALAÍN:
Alain ficou preocupado com o poder que lhe haviam dado, igualando-o aos posto mais alto. Respondera que outros sabiam mais que ele.

- Por ora, Alaín, o que necessito nao sao estratégias, mas seu equilibrio e bom-senso. – disse Anton.

E foi tudo. Tinham que alcançar o grupo que já saía da cabana, ávido por ar puro e açao depois do encerro.

Alaín começou a entender as palavras do líder quando uniu-se ao grupo.

Viu que Lorcan trocava algumas palavras com Lisa, em obediencia ao líder, mas sem muito alarde. A pesar do tom amistoso e sucinto de Lorcan,  Lisa mostrou-se muito arisca e afastou dele assim que pôde.

Leyda também ia de cara fechada. Alaín observou que Lisa tinha pregado na mochila uma das borboletas de papel que estavam no chao da cabana. Era a rebeldia possível para ela.

De súbito, Lisa perguntou:

- Eles vao morrer,  nao é mesmo?

- Bah, nao os subestime, Lisa. – respondeu Leyda. - Eles vao voltar, os presas só querem dar um susto neles.

- Mas Leyda, se como eles dizem, a umbra está tao perigosa que nao podemos estar nela em grupo, com garous de alto posto, que será de dois cliaths sozinhos?

Era uma pregunta difícil. Mas Alaín só entendeu a seriedade do momento quando Lisa disse:

- Eu devia estar com eles…

Por isso Anton falara em bom-senso e equilíbrio. Sem Joe, Lisa era a única theurge no grupo, em uma missao cheia de espíritos adversos. Caso os abandonasse, seria ainda mais arriscado seguir. Contava com ele, um filodox da mesma idade, para que a acalmasse. O que talvez fosse tao difícil quanto traçar estratégias, uma vez ele que teria que confrontar seus próprios sentimentos e dúvidas a respeito da expulsao.

Mas isso ficaria para mais tarde. Neste exato momento, Afanasiy acabava de chegar, cochichando apressado:

- Vamos, o espiao está aqui, no bosque!

Os quatro entraram furtivamente na mata que ladeava o caminho. Leyda aplicou o dom “Sentir pelo fluxo” e apontou a direçao onde estava o alvo. “Homem ou garou em hominídeo”, disse. “Nao é da wyrm. “ – completou Afanasiy. “Vamos cercá-lo em lupus, nossa forma mais furtiva e ágil aqui. Temos que encurralá-lo e capturá-lo com vida, óbvio”. Indicou a direçao em que cada um deveria ir e os sons pelos quais se comunicariam. A Alaín coube o flanco esquerdo. Caminhou sorrateiramente até que, para sorte ou azar, ouviu um barulho atrás de uma árvore, um pouco a frente dele. O ar frio entorpecia as narinas, mas ainda assim sentiu o odor de garou.


YURI:
Yuri pensava nos  presas quando Afanasiy deu o alarme.

- O espiao está no bosque. Vou chamar os outros e o pegamos. Estamos em quatro, nao se preocupem, damos conta.

- Certeza?

- Certeza. Nos comunicamos.


Para decepçao de Yuri, o grupo de rastreadores saíu para o bosque e eles continuaram andando. Alcançaram Anton e Ahmed, e seguiram o árduo trajeto, procurando, sempre que possível, limpar o caminho para os que viriam atrás.

Mas nao demorou muito e Anton apontou uma coisa no platô abaixo. Um grupo de quatro lobos que, mesmo para olhos destreinados e à distância, pareciam anormais. Disse:

- Ah-há. Depois do “descanso” na cabana, agora aparece de tudo. Aí estao nossos lobos-fomori.

- Estao meio longe, fora da rota.
– disse Oleg.

- Estas porcarias matam os lobos normais. É por isso que a Pentex ou ous Dançarinos os soltam. Nao acho justo resgatar nosso parentes humanos e deixar de socorrer os lupinos. Vamos lá.

Baixaram pelo bosque, na direçao contrária ao vento. No caminho os viram melhor. Um lobo branco tinha lâminas ósseas que se projetavam dos ombros e joelhos. Outro, negro, parecia recoberto por uma carapaça da mesma cor, sob a qual coisas indefindas se agitavam. O tercerio, cinzento, parecia normal. E finalmente o quarto lobo, fulvo, tinha o corpo recoberto por tumores. Todos rodeavam um uapiti agonizante, arrancando pequenos pedaços do pobre animal com a paciência de quem nao tem fome.

Atrás dos lobos-fomori havia uma grande pedra, que lhes dava abrigo e que os garous pretendiam contornar para surpreendê-los. Anton e Oleg foram na frente, em lupino, a forma mais ágil e furtiva ali. Cada um dirigiu-se a um lado da pedra. Ahmed preferiu esgueirar-se em crinos, oculto pelo dom “manto de sombras” que, infelizmente, só conseguiu que cobrisse ele próprio, combinado com “Silêncio”. Assim, atacaria pela frente, enquanto Anton e Oleg o fariam pelos flancos. Yuri estava livre para escolher sua açao.

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Re: Ásia Central

Mensagem  Daniel Ramone em Qui 12 Fev 2015 - 11:25

- Por Gaia, Joe. Use seu dom quando for falar com eles! - Alertei ao ouvir o grunhido como resposta.

Espíritos ignorantes e enfurecidos, era o que eu temia. Esperava que Joe tivesse alguma solução para lidar com estas criaturas, pois confrontá-las não seria nada fácil. Logo elas nos atacaram com facas de gelo, e tudo em que pensei foi em desviar delas, esquivando para outra árvore e aproveitando a força do vento para tomar velocidade.

"Não dá para lutar diretamente com estas criaturas." Pensei.

Conseguindo ou não me esquivar, tentei embrenhar-me entre outras árvores, planejando usá-las para me proteger do vento, dos ataques e como esconderijo. Para melhorar minha situação uso o dom Mortalha, escurecendo ainda mais o ambiente de modo que só eu pudesse enxergar.


- Vincenzo

- Gaspard

- Miranda

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Re: Ásia Central

Mensagem  Midnight em Sex 13 Fev 2015 - 4:01

Não concordava com as palavras de Oleg, em muito. As divergências tribais eram inevitáveis, não poderia assumi, como um idealista alienado que haveria possibilidade de ter-se harmonia perene e inabalável entre a Nação, algumas eram até aceitáveis -para não dizer produtivas- mas não achava que esses fatos eram o suficiente para justificar que agíssemos de forma narcisista, eramos um povo incumbido de vencer uma Guerra à cada dia mais difícil, brigar entre nós era dar um tapa na cara de Gaia. Por mais adversas que as situações pudessem ser, éramos os Presas de Prata, e se tivéssemos que demonstrar orgulho, que fosse mantendo-nos acima das críticas tão pesadas que recaem sobre os ombros da Tribo nesses últimos dias, não somente com altivez, mas com atos, liderando mais do que nossas matilhas, mas nossa Nação, como é nosso direito, mas acima disso, nosso dever para com Gaia. Talvez tais pensamentos fossem motivados por ter conhecido mais profundamente Anton há pouco e ver agora aqueles olhos, nos quais eu quase podia sentir como se tivesse sobre meus olhos a mesma imagem que ele encarava. Não disse uma palavra sequer, já havia falado muito ali, me coloquei ao lado de Anton, olhando na mesma direção que ele por alguns momentos, imóvel, finalmente fechando a mão direita, batendo com firmeza o punho contra a parte esquerda do peito por duas vezes, em seguida olhando novamente para o Galliard, com um gesto afirmativo brando com a cabeça lhe lembrei do que ele já deveria saber: Eu o entendia, e estaria ao seu lado, aquela era nossa luta. A luta por um mundo melhor.




Estar na vanguarda parecia o mais apropriado para mim, sem sombra de dúvidas, e estava satisfeito com o trabalho que havia recebido. Racionalmente eu tentava me convencer de que não podia desejar por combates antecipados, a grande batalha inevitavelmente chegaria, e eu teria tempo para me deleitar com um banho de sangue maldito na hora certa, mas o Lobo sob mim rugia, inquieto, sedento por uma caçada, pelo gosto de carne fresca, o cheiro ferroso do sangue, o som inclemente dos ossos se quebrando... Era mais forte do que eu podia esconder. Tenho um princípio de euforia quando recebemos a notícia de que um espião havia sido rastreado, mas o desânimo em saber que não poderia participar da busca pelo mesmo foi inevitável, por um instante esqueci do quão importante aquilo era para a missão, tratei de tentar me conformar, sem muito resultado, é verdade, mas consegui aceitar que era simplesmente o certo à ser feito.

Já não alimentavam muitas esperanças de poder divertir-me com o abate de alguma criatura maldita no longo trajeto que nos aguardava quando Anton encontra um grupo de lobos-fomoris, segundo o mesmo. Meu sorriso foi instintivo, meus passos passaram a se conduzir quase que sem eu perceber em direção aos miseráveis, com o comentário de Oleg não resisti em retrucar:
-Essa é uma batalha em meio a uma Guerra. Consegue escutar o uivo do vento? É Gaia chorando por salvação. Não vivemos para travar nossas batalhas, mas para vencer a Guerra por Ela.- Quão logo ouvi as palavras de aprovação de Anton, meu sorriso se alargou, meus olhos se estreitaram e comecei a empreender minha transformação rumo à forma Hispo. Não importava para mim ser furtivo naquele momento, só queria ser o primeiro a estar sobre aquelas criaturas asquerosas, e sendo a forma Hispo a mais hábil dentre minhas possibilidades, optei por assumir a mesma. Ainda que as árvores pudessem atrapalhar parcialmente minha movimentação pelo grande tamanho que acabava adquirindo naquela forma, assim que estivesse próximo da rocha a dificuldade haveria de mostrar sua recompensa, e eu atacaria sem piedade as criaturas.




-OFF:
Spoiler:
Caso as ações de ataque sejam possíveis já nesta rodada, usaria quatro golpes de mordida [Ação Padrão + 3 Pontos de Fúria] alvejando primeiramente o lobo cinzento e posteriormente, caso consiga abater o primeiro alvo no início da investida, o fulvo. Caso a ação de deslocamento consuma minha ação padrão considere somente três ataques.
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Re: Ásia Central

Mensagem  Veu Cinza em Sex 13 Fev 2015 - 18:35

o tempo todo Joe busca ser rewspeitoso com os elementais e alerta Vicenzo

Sao elebribribribribribribririmentaisbbribribribribriribirrib sao bbsaiabisbiabsiprimibbribribribirbrbtivos bribirbiribdemasirbirbibribpara nme birbirbirbentednodenodnrem entenderem

Joe nao se esquiva das adagas e se concentra na sua forca de vontade para agir claramente e restando-lhe somente uma saida reverencia os seres de tamanha magnitude se abaixando, ate por que nao conseguiria se mover na escuridao que aparecera do nada ele cria borboletas de papel para se amontoarem nele tentando acalma-lo e aos elementais pois sua sobrevivencia depende disso

Pai Cmaleao poe favor nos ajude a harmonizar com este seres miticos elementais

Joe clama ao seu totem por uma intervencao
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Re: Ásia Central

Mensagem  Alexyus em Sab 14 Fev 2015 - 9:21

Alaín começava a perceber a unidade do grupo se deteriorando.

"Os Presas de Prata são bons líderes, mas a maioria de nós somos péssimos comandados. Por isso é importante ter outras tribos pra cumprir esse papel, senão os presas mordem-se uns aos outros.  Talvez mandar Joe e Vicenzo embora não tenha sido uma boa decisão..."

Ao correr na forma de lobo ao lado da roedora e da fúria negra, ele escuta a conversa, refletindo no papel que lhe foi atribuído. O "gelo" que Leyda e Lisa lhe davam o irritou um pouco.

"Como se eu fosse violar a Litania com qualquer uma delas, hunf! Eu não sou nenhum Portador da Luz rebelde, e nem que fosse, elas não fazem meu tipo. Ainda vou achar uma Parente adorável para ter meus filhotes! Por falar nisso, como será que estão os Parentes perdidos...?"

A partir daí, Alaín fixou seu pensamento na missão. E bem a tempo, pois Afanasiy veio dividir o grupo para rastrear o espião. Triunfo-de-Gaia passou então a cercar o flanco esquerdo, farejando quem quer que fosse o hominídeo.

E a sorte levou Alaín diretamente ao alvo. Mudando cuidadosamente para a forma Crinos, Alaín preparou-se para pular sobre o alvo e imobilizá-lo, para depois uivar alto para avisar os demais de sua captura.
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Re: Ásia Central

Mensagem  Lua em Ter 17 Fev 2015 - 16:07

JOE E VINCENZO:
Vincenzo estava certo, era impossível lutar diretamente com os homens de gelo.
Tudo aconteceu em segundos.
As adagas voaram em sua direçao e ele tentou esquivar-se.  Ao desviar-se para outra árvore, quase foi levado pelo vento forte, que nao havia cedido e podia arrastá-lo, mesmo em crinos, para qualquer parte da umbra.
Joe nem tentou esquivar-se, em vez disso abaixou-se, cego pela escuridao provocada pelo dom Mortalha, ativado por Vincenzo (9 10 10 2, dif. 7; 9,6 metros de escuridao ao redor). Criou borboletas de papel, mas estas foram  arrastadas pelo vento tao logo se formaram.
Nao tendo deslocado-se  muito da posiçao que estavam no momento do arremesso, facilmente teriam sido atingidos. Estariam muito feridos se nao fosse pela intervençao de um poder alheio, que desviou as adagas no último minuto.
Escutaram o ruído das lâminas caindo na neve e sentiram que os homens de gelo se afastavam, grunhindo baixo.
Entao o vento se transformou em uma espécie de tornado que foi perdendo intensidade até virar um redemoínho e depois uma figura de aparência humana.
Vincenzo viu diante de si  um velho de pele escura, com longos cabelos e barba. Estava seminu, descalço e caminhava na sua direçao. No ombro direito trazia um camaleao, que saltou e subiu em uma das árvores. Mas o que lhe chamou a atençao foi algo que viu atrás de seu ombro esquerdo: ao longe, em pé na neve, estava a figura de um homem alto, de capuz e túnica escura.

Tao logo o camaleao se afastou, o velho alterou-se.

- Por que invadem meu território? – gritou o anciao enfurecido. – Vocês sao presas de prata? Onde estao vocês, malditos presas de prata!!!

Joe nao podia vê-lo, mas podia escutá-lo bem; ao menos este espírito falava com clareza. Quanto aos homens de gelo, permaneciam de guarda, movendo-se de maneira intimidante e prontos para um novo ataque.


ALAIN:
ALAIN

Alaín aproximou-se da árvore e deu um salto sobre o que havia do outro lado. (10 2 1 8 8 7 7 9 6 e 6, dif. 6). O espiao percebeu, mas nao a tempo. Aláin nao precisou muito esforço para imobilizá-lo completamente.

Era ainda um adolescente, loiro, de olhos azuis, com traços um pouco mais refinados que o russo médio.

Alaín uivou alto e os outros garous chegaram. Levaram o prisioneiro do bosque para um platô próximo ao trecho do caminho onde se haviam separado do grupo e esperaram os demais.

- Quer me ajudar a interrogá-lo? – perguntou-lhe Lorcan.

Off: Alexyus, no  meu post anterior ficou confusa a atitude de Lisa. O parágrafo está mal escrito e dá a sensaçao de que Lisa está arredia e se afasta de Alaín, mas o "dele" da segunda frase se refere a Lorcan. É de Lorcan que ela se afasta. Eu sempre reviso, mas dessa vez passou, me desculpe.


YURI:
Empreenderam o cerco. Apesar de estar em hispo, Yuri andou por entre as árvores com muita destreza, passando tao despercebido quanto os garous em lupino. Rapidamente os lobos estavam cercados e, como desejava, foi o primeiro a lançar-se sobre eles, escolhendo o lobo-cinzento.

rolagem:
Lua rolou 8d10 para jogador para mordida e obteve 4 5 4 4 1 5 8 3
O Jogador obteve 2 sucesso(s)
Dificuldade: 5

Sentiu a carne do lobo rasgar-se, mas logo seus dentes chocaram uns contra o outros e sua boca ficou vazia. Um cheiro insuportável de escremento, urina e enxofre ficou no ar. O lobo se havia transformado em uma nuvem de gás fétido, que envolveu Yuri. A sensaçao era muito estranha, de alguma forma parecia que a nuvem o “reconhecia”,  o “farejava”. E talvez Yuri soubesse porque.

Mas o ahroun nao perdeu muito tempo pensando, imediatamente atacou o lobo fulvo.

rolagem:
Lua rolou 8d10 para jogador para mordida e obteve 10 6 1 2 8 8 10 2
O Jogador obteve 4 sucesso(s)
Dado de especialização: 9, 10 Dificuldade: 5

O lobo caiu ao solo, com uma ferida horrível, da qual emanava um líquido vermelho-amarronzado. Yuri teva a impressao que o lobo inteiro estava se transformando naquele líquido.

Ele também estava ferido, sua boca queimava com o pus ácido que havia espirrado dos tumores .

rolagem dano por ácido:
Lua rolou 5d10 para Lobo fulvo para dano e obteve 8 10 4 1 6
O Jogador obteve 3 sucesso(s)
Dificuldade: 6

Lua rolou 7d10 para jogador para absorver dano e obteve 6 2 8 10 9 4
O Jogador obteve 4 sucesso(s)
Dificuldade: 6

Rapidamente a pele de Yuri voltou ao normal. Antes disso ele já havia investido de novo.

rolagem:
Lua rolou 8d10 para Yuri para mordida e obteve 6 7 3 10 7 3 5 9
O Jogador obteve 6 sucesso(s)
Dado de especialização: 10 Dificuldade: 5

Yuri terminou de destroçar o lobo. Dessa vez, um jorro de sangue vermelho vivo esguichou de seu corpo mutilado. A transformaçao em líquido foi detida e o lobo-fomor morreu.

Próximo a Yuri estavam seus companheiros.

Anton tinha vencido o lobo branco em uma luta elegante,  mantendo-se em lupino e desviando-se habilmente de suas protuberâncias ósseas.  Ahmed e Oleg nao eram de sutilezas: usaram seus dons Fogo do Viajante e Canção da Água e do Fogo e cozinharam o lobo negro dentro de sua carapaça como uma lagosta.

Antou farejava o ar. Depois voltou a hominídeo e disse:

- Já se foi. Pegamos o lobo cinzento em outra ocasiao, Yuri. Talvez tenha sido melhor assim. É a forma gasosa mais mal-cheirosa que já senti, nao me surpreenderia se esse fomor estiver mais podre e infectado do que parece.

Entao examinou os cadáveres dos lobos e encontrou  tatuado em suas orelhas ENDRON- Norilsk seguido de um número de identificaçao.

Tinham que voltar ao caminho. Yuri andou em hispo até onde estavam suas roupas. Os garous esperaram até que ele voltasse a hominídeo e se vestisse. Em seguida Anton dedicou as roupas de inverno para ele.

- Um presa de prata nao deve depender de outros garous para dedicar suas coisas. – disse Anton calmamente - Quando regressarmos a Lua Crescente, peça a alguém para ensinar-lhe o ritual.  Agora vamos todos.  O grupo de Afanasiy já deve estar com o espiao.

De fato, ao se reunirem com o resto dos garous viram que os dois filodox ladeavam um garoto loiro, que parecia assustado. E que assustou-se ainda mais quando reconheceu Yuri. Yuri também o conhecia: era Viktor, um daqueles cliaths folgados com quem levou as provisoes para a cabana.





Última edição por Lua em Qua 18 Fev 2015 - 8:12, editado 1 vez(es)
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Re: Ásia Central

Mensagem  Daniel Ramone em Ter 17 Fev 2015 - 22:04

"Consegui" pensei, ao ver-me salvo daquele ataque.

No entanto Joe havia permanecido onde estava, não fez nada para se desviar. Droga, eu sabia que as vezes era preciso ter fé, mas um pouco de bom senso não fazia mal de vez em quando. Eu só podia torcer para que minha Mortalha o ajudasse, já que suas borboletas de papel foram facilmente sopradas pela força do vento.

Mas na hora H algum tipo de poder intercedeu por nós. Desviou as adagas e afastou os furiosos homens de gelo. Diante de mim surgira um velho negro, vestido de maneira inapropriada e se comportando de forma muito estranha. O que me chamava a atenção nele era que carregava um camaleão no ombro, animal que representava o totem de minha matilha. Vi este camaleão saltar para uma das árvores, e logo me abismei ao ver o que estava em uma árvore mais além.


"É como na mão visão." pensei assustado.

Por um instante deixei o velho de lado e me concentrei naquela figura enigmática, mas como o velho vinha em minha direção, cabia a mim as tratativas. Então voltei a minha forma Hominídea e abandonei a mortalha devagar.

- Não, não. Não há nenhum Presa de Prata aqui, isso eu lhe garanto. Eu sou um Senhor das Sombras, e meu amigo aqui é um Portador da Luz Interior. Pode se acalmar por favor? - Pedi, usando o dom Encontrar a Criança Interior. - Obrigado pela sua ajuda, acho que estaríamos perdidos sem ela. E desculpe entrar assim em seu território, não foi nossa intenção ofendê-lo. - Disse.

Enquanto falava, mantinha a atenção também sobre a figura na árvore, a fim de não perdê-la de vista.


- Vincenzo

- Gaspard

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Re: Ásia Central

Mensagem  Veu Cinza em Qui 19 Fev 2015 - 11:16

Joe permanece em sua forma Crinos durante3 um tempo tudo esta contecendo tao rapido ele senta-se em forma de lotus e comeca a reduzir sua forma lentamente passando para glabro e logo apos para hominideo, assim que consegue focar-se no que ocorre, ele pensa sobre a acao de Vicenzo em dizer sua trib, afinal nao sabem o que os Presas fizeram ou dixaram de fazer em relacao aos espiritos daquela regiao que estao enfurecidos provavelmente pela demora em ajudar ao Caern tomado e aos espiritos corrompidos contra sua vontade o que deixa Joe triste quase ao ponto de chorar, embora nao seja de se emocionar em demasia esta carga de acontecimentos sobrecarrega um pouco o jovem Theurge, que se lembra dos que foram deixados para tras e as negacoes de ajuda da socieddae garou oriental, obrigando o grande exodo para a corte da Mae Esmeralda e a desconfianca dos que assim como ele resolveram ficar parea honrar o pacto feito a milenios pelos seus antepassados de proteger e combater a wirm onde quer que ela esteja.

Tao prontamente Joe se reporta ao que ele acredita ser um elemntal, ancestral dos Presas de Prata e  fala ao "homem " que os indagou:


Nobre espirito ancestral destas terras tao longinquas e outrara reluzentes em prosperidades, hoje tomadas por um mal de forcas imensuraveis, este quem vos fala e Joe Ramanandra, da casta dos artesaos hindus, um dos ultimos  Ramanandra cujo nome foi dado pelos espiritos deNajamnadra Kampsara ou na linguagem dos homens ,FOCO-SOBRE -A CRISE, a ultima nota na cancao de mahamudra, assim como Vicenzo, Cancao das Trevas, Galliard , o tataraneto e descendente direto de Sangue-na-Neve, renomado Senhor das Sombras fundador do Caern Leito da Mãe, ambos filhos do totem Camaleao, que intercedeu por nos ha pouco

Joe se mantem com os olhos fechados para melhor se concetrar em seus sentidos, e ele logo raciocina que se disserem que estao com varios Presas tudo sera em vao, entao ele logo procura um jeito de tentar limpara a barra daqueles tolos, e concluir logo a missao na qual se metera, ele fala suavemente para o seu indagante como se conversasse consigo em um lago refletindo a sua imagem

Estamos aqui em busca de aliados para libertar um Caern que fora tomado por Dancarinos da Espiral Negra, e precisamos de todo auxilio possivel, inclusive das Presas de Prata, e clamamos por vosso auxilio em  conjunto com nosso pai Camaleao, para podermos curar  estas terras, que choram em seus espiritos e clamam por vinganca, péco que por favor nos auxiliem, este momento nao e de cobrar os erros das Presas, e sim de uniao, logo apos poderao cobra-los como e quando quiserem, quem sabe eles se redimam durante o processo?
Nosso contingente e pequeno  precismos de qe todos que possasm lutar e servir a Wild,
por favor reconsiderem


Joe sabe que nao e o momento para sermaos ou enigmas e sim de obter toda a ajuda possivel ele precisa voltar la ou melhor encopntra-los no Caern e entrega-los, para que aprendam a licao da humildade, e precisa sobreviver

E entao ele sussura para Vicenzo, se ele consegue lhe compreender deixarei para voce a conversa
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Re: Ásia Central

Mensagem  Midnight em Qui 19 Fev 2015 - 16:27

Inicialmente não tive tempo para me dar ao luxo de sentir frustração com a perda de meu primeiro alvo, o abate do outro precisava ser feito o quanto antes e não demorei para sentir o gosto de seu sangue maculado. Talvez por estar razoavelmente habituado com aquele tipo de coisa, tudo o que havia sentido com o teor ácido daquele líquido havia sido uma irritação aguda na mandíbula, somente me dei conta do estrago que aquilo poderia fazer ao ver o resultado provocado pelo encontro da substância com o solo, e fiquei um tanto enojado. Havia escolhido os dois adversários que julgava mais poderosos, e no final das contas julguei ter acertado em minhas conclusões, mas eu havia falhado no abate de um deles. Persegui-lo seria inútil para mim, eu não tinha armas para combatê-lo com ele estando naquela forma gasosa e antes que pudesse instintivamente empreender uma perseguição, Anton dá aquele assunto como encerrado, e concluo que não havia muito o que fazer quanto ao desgraçado sem perdermos tempo em nossa viajem. Mesmo tendo isso em mente, ter continuado contemplando aquelas figuras asquerosas por mais alguns instantes me permitiu ver algo que me chamou a atenção em suas orelhas: "Esses números de identificação e nomes deixam claros uma ação organizada por trás da existência desses bichos... ENDRON com certeza é o nome daquela empresa de petróleo que soube ser parte da PENTEX, como Anton havia pressuposto ter um dedo nessa história. Agora Norilsk... Não sei ao certo, mas acho que é uma cidade com alto indicie de poluição aqui mesmo na Rússia." Olhei para o caminho por onde a névoa maculada havia seguido até tê-la perdido de vista: "Eu vou achar o ninho de onde você veio, e quem quer que esteja fazendo isso vai pagar. Vocês terem aparecido aqui assinou o atestado de óbito de muitos dos desgraçados que corrompem esse mundo." Me dei por satisfeito e voltei até onde havia deixado meus pertences.



Após ter vestido minhas roupas novamente, olhei a todos sabendo que havia tomado algum tempo desnecessário e disse sem muito ânimo:
-Desculpem-me por isso. Nas terras onde vivi meus primeiros dias defendendo Gaia roupas não eram tão valorizadas ao ponto de demandarem atenção especial.- Fiquei grato pela iniciativa de Anton em dedicar minhas roupas, mesmo com a alfinetada que acabara recebendo pelo atraso causado por minha falta de conhecimento, afinal aquilo era totalmente justificado. Concordei com a cabeça quando ele fez menção ao retorno a Lua Crescente sem pensar muito a respeito, mesmo que aquilo pudesse significar alguns momentos complicados, precisava me certificar de que teria como voltar primeiro, e até lá muita coisa poderia ter mudado. Esvaziei a cabeça seguindo com todos esperançoso de que o outro grupo houvesse de fato tido êxito em sua busca, mas ainda com a atenção habitual ao ambiente.



Ao finalmente nos encontrarmos com os demais, estranhei imediatamente a figura que eles tinham em mãos, mas não consegui omitir a surpresa quando reconheci o homem:
-Viktor?- Falei em um tom descuidadamente elevado. Olhei para os demais visivelmente confuso, agora certamente tendo chamado a atenção para mim. Imaginei o que ele poderia estar fazendo ali, e tudo me pareceu imediatamente um mal entendido. Ele não poderia significar problemas, isso não fazia sentido na minha cabeça. Sem esperar que me perguntassem o óbvio esclareci: -Grimfang mandou dois outros homens comigo para levarem as provisões até a caba em que nos encontramos, mas somente eu fui instruído para ficar lá, guardando-as. Ele é um deles...- Tomei o olhar para o homem novamente, ainda incrédulo e continuei: -Talvez pareça precipitado da minha parte, mas não creio que ele seja um problema para nós.- Me aproximei dele encarando-o diretamente, agora com mais segurança, e perguntei: -O que diabos faz aqui, Viktor? Por que não voltou como lhe fora ordenado? E onde está o outro que havia nos acompanhado?- Estava agindo sem pensar direito, talvez acabasse sendo repreendido, mas não conseguia conter as palavras, ainda estava desnorteado.
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Re: Ásia Central

Mensagem  Alexyus em Seg 23 Fev 2015 - 18:08

Alaín segurou firme até a chegada dos outros, mas o garoto russo nunca teve qualquer chance contra ele. Mesmo assim o phillodox não relaxou um segundo a pressão sobre o moleque.

- Quer me ajudar a interrogá-lo? – perguntou-lhe Lorcan.

Alaín sorriu antegozando o momento de desvendar a verdade e apenas acenou afirmativamente com a cabeça para Lorcan.

Mas quando o grupo de caçadores voltou, Alaín imediatamente percebeu o sinal inadvertido de reconhecimento de Yuri para o garoto.

O ahroun russo ainda continuou a interrogar o garoto, poupando Alaín ou qualquer outro de começar a fazer as perguntas.

Triunfo-de-Gaia apenas apurou os ouvidos e ativou o dom Verdade de Gaia para analisar as palavras do cativo.
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Re: Ásia Central

Mensagem  Lua em Qui 26 Fev 2015 - 16:47

JOE E VINCENZO:
Vincenzo regressou a hominídeo, deixou a mortalha e pode ver com mais detalhes a cena. Lá estava o homem alto, de capuz e túnica mas, ao contrário do que pensava,  nao havia nenhuma árvore próxima a ele. Foi uma confusao subconsciente: a pele escura e rugosa do espírito, parecida à casca de uma árvore, e seus cabelos esverdeados confirmavam o presságio de Vincenzo: o homem de capuz  “sentava no ombro da árvore”, ou seja, influenciava aquele espírito do bosque.

Para acalmar o espírito, Vincenzo usou o dom Encontrar a Criança Interior.

rolagem:
Vincenzo rolou 6 dados de 10 lados com dificuldade 8 para Ativar Dom e obteve: 10 2 7 6 3 6 
obteve 1 sucesso.  Especializaçao: 7

O espírito acatou a sugestao de Vincenzo para acalmar-se.

Em seguida Joe os apresenteou novamente, contando que estavam ali para libertar um caern das garras dos Dançarinos da Espiral Negra e pedindo a ajuda do espírito. Este já estava se enfurecendo de novo quando o homem de capuz chegou até eles. Disse para o espírito, com certa pressa:

- Acalme-se.  Deixe que eu cuido disso, majestade. Vou conversar com os dois garous…

- Naaaaaaaaoooo! – esbravejou o espírito. De sua boca saíam gotículas de água, que se congelavam imediatamente, e seus olhos ficaram vermelhos. – Este é meu reino e EU quero falar com este aquiiii! – disse apontando Joe.

- Como queira, majestade. Se me permite, enquanto isso conversarei com o Senhor das Sombras. – O homem de capuz falou e movendo-se lenta, mas decididamente, afastou Vincenzo do espírito e Joe. Foram para outro lugar da umbra e dali regressaram ao mundo material. Vincenzo observou que estavam em uma espécie de aldeia.


JOE:
Assim que o homem de capuz se afastou, o espírito voltou a gritar:

- Entao vocês sim, estavam com os presas de prata!!! Isso explica a presença desta ave. Apontou para o alto e Joe pode ver, voando acima deles, um espírito que identificou como o Merlin, da ninhada do falcao.

“Eu nao vou ajudar os presas de prata!!! Eles me traíram!!! Eu nao sou ancestral de ninguém. Sou Leshy, o espírito que governa este bosque. Durante centenas de anos convivi com os presas de prata, acreditando que eram meus aliados na proteçao deste lugar. Entao começaram a acontecer coisas estranhas. Lobos deformados que matavam os lobos saudáveis e abatiam muito mais caça do que jamais poderiam comer. Os rios começaram a ficar sujos. E na bela caverna congelada agora vivem seres imundos que eu desconhecia. Pensei que os presas de prata haviam falhado como guardioes, mas foi pior. O theurge Mislav – apontou para o homem de capuz que se afastava com Vincenzo – me alertou que é tudo culpa dos presas de prata. Disse que eles se entregaram ao mal. Que eles trouxeram os lobos malignos e sao amigos das criaturas das cavernas. Nao é verdade? E agora, como se nao bastasse, estao trazendo forasteiros para cá!! Vocês!!! Os presas de prata querem entregar o solo russo para forasteiros… e quem sabe para espíritos malignos também!”

O Leshy olho para Joe.

- O camaleao me pediu para ajudá-los e eu vou poupar vocês dois. – falou. – Vocês sao confiáveis e podem nos ajudar a acabar com os invasores. E eu posso ensinar muitas coisas a você, theurge. Vamos, temos uns "insetos" a exterminar!

Antes que Joe pudesse reagir, o Leshy se transformou em um rodamoinho que o tragou, aprisionando-o em seu interior. Foram para uma penumbra tristíssima, onde Joe podia sentir muita dor acumulada e algumas formas lúgubres vagando. O Leshy ordenou que retornassem ao mundo material. Quando cruzaram a película, estavam em uma espécie de aldeia. O espírito se materializou na forma de um gigante de pedra, de três metros de altura. Os elementais do gelo os haviam seguido e também se materializaram. Joe percebeu que buscavam onde esconder-se. Estavam armando uma emboscada para os presas de prata e seus aliados. Que faria?


VINCENZO:
Vincenzo acompanhou o homem de capuz, sob os olhares ferozes dos elementais do gelo. Quando chegaram na aldeia, o homem baixou o capuz. Era um jovem de pele clara, cabelos castanhos e traços finos, que falou:

- Eu me chamo Mislav “Caçador da Lua” Vuković. Theurge dos Senhores das Sombras. Escutei você falar que é da mesma tribo. Meu informante me disse que havia um senhor das sombras com os presas de prata e eu me perguntava o que um dos nossos estaria fazendo ali… Bem, estou seguro de que você tem seus próprios planos. Ocorre que minha matilha controla esta regiao, entende? – apontou ao longe. Vincenzo viu outro homem de capuz, enorme, e mais dois garous de pele morena, altos e magros. - É melhor que você se junte a nós.

"Estamos a ponto de ter muito poder. A queda de Casa de Pedra, me perdoe Gaia, foi um presente para nós. Cada vez que os presas de prata tentam recuperá-lo morrem muitos deles e muitos Dançarinos da Espiral Negra também. Isso debilita ambos os lados, deixando espaço para minha matilha. Estamos vigiando, aguardando e juntando reforços para enfrentarmos nós mesmos os Dançarinos, quando seja oportuno, e recuperar o caern… mas para nossa tribo. Bem, há alguns Peregrinos Silenciosos envolvidos, mas facilmente nos livraremos deles. Que lhe parece? Estando tao perto de Lua Crescente, abriremos as portas para que um dia ele também seja conquistado por nossa tribo! Imagine quao renomados seremos entre os Senhores das Sombras!

Mas para isso ocorrer temos que evitar que os imbecis dos presas de prata vençam os dançarinos e recuperem o caern para sua tribo. E impedir que ajuda externa continue a chegar, no caso da invasao fracassar ou ser abortada.

Felizmente fiz um bom trabalho junto aos espíritos da regiao e consegui manipular o Leshy, o espírito que você acaba de ver. Ele controla todo o bosque, as rochas, as árvores, os ventos e o clima em geral e ainda tem influência sobre outros espíritos como o vodianoi e as rusalkas. Estivemos atacando seu grupo, como você mesmo viu. Ainda nao tivemos êxito, mas tenho certeza que vamos exterminar os presas de prata e seus aliados antes mesmo de chegarem ao caern, provando sua incompetência e desestimulando novas incursoes multi-tribais.

Se você e seu amigo se juntarem a nós, estarao do lado dos vencedores. "


Mislav tinha tanta autoconfiança e magnetismo, que Vincenzo começou a sentir que aquela pequena matilha podia mesmo conseguir seu intento. Mas algo o incomodava naquele garou. Que decisao tomaria?


ALAIN E YURI:
Yuri revelou conhecer o garoto capturado. Uma expressao de alarma apareceu em seu rosto, amenizando-se um pouco quando Yuri afirmou que ele nao seria um problema. Em seguida, o ahroun fez suas perguntas.


- O que diabos faz aqui, Viktor? Por que não voltou como lhe fora ordenado? E onde está o outro que havia nos acompanhado?

- Eu só queria me juntar ao grupo, como você fez. – respondeu o garoto. – Por que Grimfang deixou você sozinho na cabana, dando-lhe a oportunidade de entrar nessa aventura, e nos mandou de volta para o caern? Pavel retornou ao caern, mas eu segui vocês.

rolagem:
Alaín rolou 7 dados de 10 lados com dificuldade 4 para Ativar Dom e obteve: 1 10 7 2 9 3 9 
obteve 3 sucessos!

Alaín usava o dom Verdade de Gaia e percebeu que o rapaz mentia quando disse que queria juntar-se ao grupo. Também observou que respondeu à segunda pergunta com outra pergunta. A única verdade era que o companheiro havia retornado ao caern.

Lorcan ia falar algo, mas Afanasiy interveio. Com um ar de simpatia e cumplicidade falou ao  cativo (estava aplicando o dom Língua nos Dentes; 7 4 5 1 3 4 2, dif. 3, 4 sucessos ):

- Entendo. Yuri teve permissao para juntar-se ao grupo e vocês, nao. É como chamá-los de frouxos, nao é mesmo? Entao você dicidiu seguir-nos por sua conta… Quer fazer parte da missao, é isso?

- De fato.  Eu nao quero, quer dizer, quero fazer parte da missao. Por isso estive espionando, quero dizer, estive acompanhando vocês durante esse tempo todo. E, se já nao fizesse parte de uma matilha adversária, gostaria de me juntar a vocês. Por Gaia, que estou dizendo, eu quero me juntar a vocês!

Anton aproximou-se e, com a suavidade de quem fala a uma criança, disse ao garoto: (dom Encontrar a Criança Interior, 3 2 10 10 2 9 6 + 7 9, dif. 3. , 7 sucessos)

- Ouça, filho, conte-nos toda a verdade de uma vez.

O rapaz assentiu candidamente:

- Eu voltei para observar vocês e passar informaçoes a Mislav. Agora faço parte da matilha dele e queremos sabotar sua missao. Mislav é theurge e conseguiu a ajuda de um espírito chamado Leshy, que controla a natureza desse lugar. Ele causou a nevasca e o ataque dos outros espíritos. Agora preparam uma emboscada para vocês na aldeia dos parentes.

- E quem é Mislav? – perguntou Lorcan.

- Um senhor das sombras.

Calou-se.

- Alguém mais tem perguntas? - disse Lorcan.

Depois discretamente chamou Aláin de lado e disse em voz baixa: - Eis o nosso traidor. Eu tenho claro o que fazer com ele, mas gostaria de ouvir um filodox da mesma tribo antes de me manifestar. Diga-me, Alaín, que destino você daria ao traidor?

YURI

Mais tarde, Anton se aproximou de Yuri. Trazia uma faca de combate, que entregou-lhe, dizendo:


- Tome, Yuri. Se o lobo-fomor aparecer de novo, evite atacá-lo com presas e garras, use a faca. Parece ser muito infectante e nao quero arriscar que meu melhor ahroun combata sentindo uma dor lancinante e, em nossas condições, incurável.

***

O grupo começou a descida da montanha, rumo à aldeia de parentes. Sabiam que uma luta duríssima os esperava.

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Re: Ásia Central

Mensagem  Veu Cinza em Qui 26 Fev 2015 - 17:54

Lua escreveu:Assim que o homem de capuz se afastou, o espírito voltou a gritar:

- Entao vocês sim, estavam com os presas de prata!!! Isso explica a presença desta ave. Apontou para o alto e Joe pode ver, voando acima deles, um espírito que identificou como o Merlin, da ninhada do falcao.

“Eu nao vou ajudar os presas de prata!!! Eles me traíram!!! Eu nao sou ancestral de ninguém. Sou Leshy, o espírito que governa este bosque. Durante centenas de anos convivi com os presas de prata, acreditando que eram meus aliados na proteçao deste lugar. Entao começaram a acontecer coisas estranhas. Lobos deformados que matavam os lobos saudáveis e abatiam muito mais caça do que jamais poderiam comer. Os rios começaram a ficar sujos. E na bela caverna congelada agora vivem seres imundos que eu desconhecia. Pensei que os presas de prata haviam falhado como guardioes, mas foi pior. O theurge Mislav – apontou para o homem de capuz que se afastava com Vincenzo – me alertou que é tudo culpa dos presas de prata. Disse que eles se entregaram ao mal. Que eles trouxeram os lobos malignos e sao amigos das criaturas das cavernas. Nao é verdade? E agora, como se nao bastasse, estao trazendo forasteiros para cá!! Vocês!!! Os presas de prata querem entregar o solo russo para forasteiros… e quem sabe para espíritos malignos também!”

Joe se ajoelha e com uma voz quase maternal tenta interpelar pois algo nao se encaixa e nao sabe se tera exito

Milorde eles terao tempo para podrem mostra seu valor, e os lobos deformados sao coisa da wirm, esses presas de agora nao podem pagar pelos crimes de seus antepassados por favor nao seria justo dar a ele um direito de se redimirem lutando contra eles  e isto pode ser reslovido depois, eu nao busco por renom e busco por salvra a quem precisa, a minha tribo teve auxilio negado por garous de varias tribos e aqui estou me importando com pessoas e seres que nem conheco e nem por isso serei omisso quando soube da situacao de seu reino eu estou me comprometendo a ajudar-lhe de alguma forma, mas nao posso ser cumplice em mais injusticas e principalmenet a assassinar varios filhos de Gaia, isso e o que a wirm quer , e obvia a diferenca entre o senhor e eu entendo que vosso coracao esteja ferido mas por favor repense, olhe estas borboletas por eexemplo, veja a beleza de Gaia refletida nelas

Joe se concentra enquanto fala em acumulara varias borboletas para ao mesmo tempo enviar um chamado e  afastar os outros e tentar acalmar o espirito e invoca a ajuda de seu totem camalaeao para que seus filhos nao morram

Ps aciono o don borboletas de papael, testo carisma e empatia, e gasto um ponto de fdv para ter um sucesso a mais na criacao das borboletas]

Enquanto conto-lhe algo, primeiro ouca esta cancao de shiva a deusa da renovacao pela destruicao, o ruim pelo bom o motivo da ressonancia do universo no qual tudo se ajeita be se encaixa onde tudo encontra seu lugar Shiva o cantou o entoou na renovacao ods kalpas este eo meu samsara es te eu meu estado original




Apos recitar brevemente o seu mantra ate poder convocar o maximo possivel de borboletas Joe olha para o espirito e fala

Diz-se que mesmo que só uma gota d’água faltasse, Toda a existência teria sede. Colhes uma flor no jardim, E colheste alguma coisa de toda a existência.

Maltratas uma flor, E maltratastes milhões de estrelas -  Porque tudo é inter-relacionado.
Assim sera com todos os outros, entao eu me ofereco como sacrificio para poupar a vida de todos inclusive a de Vicenzo, se meu sangue correr esta terr talvez re sacie e possa ajuf=da-los, tomo para mim a culpa se ha cilpa assumo o erro se ha erro e nego todo o renome pois ele e so uma veste da qual me dispo neste momento se aceitares seri teu sacrificio uma ode ao teu reino aos que pereceram, contempla estas borboletas e quando decidir seja rapido letal e o faca na frente d o Camaleao faca na frente de Gaia e faca na tua propria frente o que me remete a minha morte que por sial nao e minha por isso nao posso morrre se nao a tenho nao sou apenas estou


Joe toma uma decisao inusitada para ganhar tempo na tentativa de que o totem faca alguma coisa, ele entende que decisoers tem que ser tomadas e ja
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Re: Ásia Central

Mensagem  Alexyus em Qui 26 Fev 2015 - 19:01

Alaín ficou satisfeito em ver que os outros presas de prata também não precisaram ser orientados para usarem seus dons para ouvir o tal Viktor.

Ele observou com atenção as ações de Lorcan e Anton como se fossem uma aula de interrogatório, fazendo Viktor cair em contradição e revelando toda a trama por trás de suas ações.

- Alguém mais tem perguntas? - disse Lorcan.

Alaín acrescentou:

- Quais são os interesses de Mislav? O que ele quer? Quantos garous estão com ele? O que ele fez com os Parentes da vila? Como é a emboscada que ele preparou?

Triunfo de Gaia queria espremer aquele limão até tirar a última informação que ele tivesse.

Depois discretamente chamou Aláin de lado e disse em voz baixa: - Eis o nosso traidor. Eu tenho claro o que fazer com ele, mas gostaria de ouvir um filodox da mesma tribo antes de me manifestar. Diga-me, Alaín, que destino você daria ao traidor?

Alaín respondeu prontamente:

- O traidor está sujeito à morte. Não há perdão para uma traição contra Gaia. Uma afronta contra nossa tribo deve ser punida exemplarmente. E mantê-lo vivo de qualquer forma ainda ameaçaria a continuidade de nossa missão. Acho que, considerando de todos os lados, a execução é o melhor caminho de qualquer jeito.
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Re: Ásia Central

Mensagem  Midnight em Sex 27 Fev 2015 - 6:06

A história era mal contada, mas eu me sentia um pouco refletido nele naquele momento. Alguém que tinha de fato o interesse de ajudar, mas não sabia como se expressar da melhor forma possível para chegar a esse fim. Eu teria acreditado nele, teria lhe estendido a mão e oferecido meu voto de confiança, mas Gaia é providencial, e os poucos segundos em que me contenho antes de intervir na defesa de Viktor dão espaço para que os Garous mais hábeis e experientes com aquele tipo de situação ajam, e ao passo que me dou conta do que havia ocorrido, a Fúria dentro de mim cresce.

As palavras de Afanasiy pareciam contemplar o sentimento que eu tinha de compreensão, mas logo o infeliz espião começa a dar com a língua nos dentes, e deixar filetes de suas reais intenções a mostra. Nesse momento ainda estava confuso demais para falar ou mesmo fazer qualquer coisa, quando Anton interveio. Eu poderia ter pensado no qual inocente havia sido em acreditar nele tão prontamente, poderia me julgar por ser incompetente em um campo tão necessário, ou mesmo refletir na besteira que estava prestes a fazer antes de dar a palavra aos que eram merecedores de usá-la, mas eu só sentia desprezo e raiva naquele momento, lembranças de um traidor bem próximo me viram a cabeça, e a razão se despede de meus atos. Quando Lorcan abre margem para novas perguntas serem feitas, eu já estava em cima do desgraçado:
-Seu bastardo infeliz!- Meu punho direito tinha como alvo seu rosto, eu havia avançado sem aviso prévio, minhas palavras ecoaram quase que simultaneamente a minhas ações. Busquei olhar diretamente em seus olhos enquanto minhas mãos apertavam seu pescoço. Eu estava disposto a matá-lo naquele exato momento, podia sentir a raiva queimando sob minha pele e me sentia prestes a explodir. Ironicamente, foi isso o que me fez retomar o controle.

Minha respiração era pesada, meu corpo estava quente e por um instante me dei conta de que a situação estava sob o controle daqueles que saberiam se aproveitar dela. Eu poderia já ter estragado algo do que eles planejassem com aquela atitude, e entrar em frenesi seria um desrespeito imensurável depois de toda a confiança depositada por Anton e os demais em mim. Me desvencilhei do traidor atirando-o ao chão, olhei ao redor, encarando os demais ainda com a ira do momento estampada em meu semblante e me retirei antes que fizesse mais alguma bobagem. Em silêncio, cabisbaixo, desiludido após testemunhar o que meu próprio povo era capaz de fazer.



Ainda pensava sobre que julgamento teriam aplicado sobre o traidor. Agora com a cabeça no lugar, notava que poderia ter deixado minha raiva cair sobre ele de forma muito mais apropriada caso soubesse me portar naquele momento. Talvez tivessem dado a ele a pena a qual eu julgava apropriada: a morte. Caso isso houvesse acontecido, eu poderia ser seu carrasco. Lamentei pelo gesto impulsivo, e mais ainda por agora reconhecer a dureza dos atos daquele homem, minha fé na Nação havia sofrido um duro golpe com as palavras dele:
"Um Senhor das Sombras.... Um integrante das doze Tribos. Como pode arquitetar algo assim? Por que diabos faria isso? Será que aqueles dois que ficaram lá atrás tinham algo a ver com isso e Anton suspeitou? Não, ele teria deixado isso claro para que tomássemos as providências adequadas, e foi categórico em dizer que não havia um traidor entre nós. Quer inferno, não posso ficar paranoico com isso! Mas preciso estar mais adento daqui em diante."

Mantinha a cabeça abaixada, a visão ofuscada pelo foco ocular na neve branca, desnorteado por mais de uma forma. Não tratei com surpresa a chegada de Anton, mas não pude deixar de tentar me recompor, deixando evidente que não estava em meu melhor momento. Imediatamente após perceber que de fato era ele, tratei de me desculpar: -Anton, peço-lhe perdão por minhas atitudes rudes e meus julgamentos precipitados quando lidamos com o traidor. Espero não ter atrapalhado.... Só queria dar uma punição adequada ao bastardo, controlei-me o quanto pude para não seguir em frente.- Não estava mais bravo, agora uma tristeza melancólica era presente mesmo em minhas palavras, mas procurei me recompor com o presente que havia recebido agradecendo prontamente: -Muito obrigado por preocupar-se, amigo.- Após ter resistido sem problemas a um episódio como o citado e tendo consciência que não tinha muita habilidade com aquele tipo de armamento, não achava que aquilo de fato fosse necessário, mas confiei na sabedoria dele e respeitei o momento bem como seu gesto: -Darei o meu melhor para figurar entre suas canções, Anton-rhya. Não apenas como o maior Guerreiro que teve nesta missão, mas como o maior Ahroun que lutou ao seu lado.- Minhas palavras não foram vazias, elas eram justificadas pelo episódio que havia testemunhado. Haviam muitos fardos a serem carregados, mesmo dentro da Nação. Para isso, alguns precisavam fazer o trabalho de muitos, ainda melhor. Eu seria um dentre os que arcaria com isso, eu iria compensar cada rei Presas de Prata insano que minha Tribo pudesse ter. Nós venceríamos aquela guerra, e mais do que meu sobrenome, eu deixaria meu nome na história. Agora compreendia as palavras de Grimfag: "Uma missão para verdadeiros heróis.... Sim, é esse o meu destino. E se não for, eu o entalharei na medula dos malditos que estiverem em meu caminho."
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Re: Ásia Central

Mensagem  Daniel Ramone em Sab 28 Fev 2015 - 10:24

- Não, você está indo bem. Falar com espíritos é o seu maior talento, use-o bem. - Disse a Joe antes de começar as tratativas com os espíritos.

Apesar do poder impressionante que os espíritos tiravam de sua fúria, o homem de capuz continuava sendo o que mais me chamava a atenção. Ele tratou com nobreza aquele espírito violento, mas logo reconheci o método que ele usou, estava manipulando-o. Quando ele convenceu o espírito, senti de alguma forma que ele estava salvando a minha vida. Mas Joe...

Enquanto partia com o homem de capuz, dei uma última olhada preocupada para meu companheiro de matilha, e em uma tentativa de ajudá-lo. Usei o dom Sugestão do Invisível nele. "Seja solícito com o espírito, ele já tem uma opinião formada. Cachorro velho não aprende truques novos..."

Finalmente eu estava de volta ao mundo material, lugar onde me sentia infinitamente mais confortável. O homem de capuz se revela e se apresenta.

"Um Senhor, aqui? Interessante..." pensei animado.

'É melhor que você se junte a nós.', seria isto uma ameaçada? Eu nada disse, apenas deixei que ele continuasse sua história, e esta se mostrou fascinante. Então era isso? Tolos Presas de Prata... Senti-me compelido a me integrar ao grupo de Senhores das Sombras, obviamente são mais astutos, possuem um plano já formado, além de serem de minha tribo. Mas minha família havia me ensinado a desconfiar de meus inimigos, e a desconfiar mais ainda de outros Senhores como eu. Olhei para Mislav e usei sobre ele o dom Ler Aura, e enquanto não tinha uma resposta, apenas blefei.

- Por Gaia, se esta conversa não fosse muito séria, eu estaria no chão rolando de rir. Isso faz todo o sentido. - Disse eu, analisando bem a situação. - De fato, é muito generoso da sua parte o que está me oferecendo, e não pense que eu sentiria qualquer remorso em entregar o caern a vocês. Os Senhores das Sombras levam o serviço de Gaia mais à sério, somos mais astutos e preparados, e quando nos falta qualquer coisa sabemos manipular outros para compensar isso por nós. Já os Presas de Prata perderam o caern uma vez, e mesmo que muitos deles tenham perdido a vida tentando recuperá-lo, ainda não se mostram capazes de tal feito, estive entre eles tempo demais para ver como batem cabeça pra tentar pensar em alguma coisa.

Após identificar sua aura, olho ao redor e para os outros Garou.

- Mas não é a mim que vocês precisam convencer, já me conquistaram mostrando que tem um plano genial traçado e que fizeram o que eu havia sugerido aos Presas e eles ignoraram veemente: amizade com os espíritos. - Afirmei. - É a meu companheiro que precisam convencer. Ele é meio abobado e tem costume de citar um texto para dizer apenas apenas uma frase, mas é inegável que ele seria muito útil. - Aconselho.


- Vincenzo

- Gaspard

- Miranda

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Daniel Ramone
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Re: Ásia Central

Mensagem  Lua em Seg 2 Mar 2015 - 14:11

ALAIN E YURI:
Alain mal havia terminado de fazer suas perguntas quando Yuri atacou o espiao.

- Seu bastardo infeliz! – gritou o ahroun, socando-lhe o rosto.

- Yuri! Basta! – gritaram o mais velhos.

Mas Yuri já havia percebido quanto inoportuna era sua açao. Desvencilhou-se do traidor, atirando-o ao chao e olhou os demais ainda com ira no semblante. Em seguida afastou-se cabisbaixo, desiludido com o que seu próprio povo era capaz de fazer.

- Merda! -  disse Afanasiy.

Anton ainda tentou ler a mente do traidor, mas o encanto se havia quebrado. Os pensamentos do miserável agora eram um emaranhado confuso de dor, tristeza, raiva, vergonha, arrependimento, culpa, e autocomiseração. Nada mais de útil se pode extrair dele. Continuava prostrado no chao, paralizado de horror.

Anton aproximou-se de Lorcan e Alaín, que estavam lado a lado. O filodox mais velho que, conhecedor dos presas de prata, se havia respaldado pelo filodox da tribo, comunicou-lhe em voz baixa.

- Coincidimos em que o traidor dever morrer, o mais rápido possível.

- Sim. Mas da maneira adequada, quando baixemos da montanha.

Desceram pelo caminho tortuoso. Ao pé da montanha havia uma gruta na rocha, que usaram como abrigo momentâneo. O clima ainda era muito frio, mas por motivos naturais, o frio sobrenatural se havia ido. Fizeram uma fogueira e discutiram sua situaçao, afastados de Viktor, que se encontrava em um estado quase catatônico. Oleg falou:

- Graças à cabeça quente de Yuri, tudo o que conseguimos apurar é que há uma matilha contra nós, liderada por um senhor das sombras theurge chamado Milav, que por sua vez controla o Leshy, espírito que reina sobre a natureza deste lugar. Deve ser um bom manipulador, pois os espíritos locais sempre colaboraram com nossa tribo. E essa matilha ajudada pelo espírito, quer sabotar a missao e vai nos emboscar na aldeia dos parentes.

- Podíamos evitar a aldeia, mas nao quero atacar os Dançarinos sem ter eliminado antes esta ameaça. Podem ser aliados deles. – disse Anton.

- Se é uma matilha, nao devem ser muito numerosos. O pior é o espírito. – disse Afanasiy.

- Onde está Lisa, que nao a vejo? – perguntou Anton.

- Lisa se foi. – disse Leyda – Nao pude fazer nada, quando me dei conta simplesmente nao estava mais conosco.

- Mais essa. - disse Anton.

- Bem, nao confiava muito nela. – disse Oleg – Ouçam, Mislav é um nome croata, esse sujeito é forasteiro. Nao conhece a aldeia tao bem como nós. Provavelmente nos vao emboscar em uma das duas entradas principais. A norte ou a noroeste. Eu diria a noroeste, porque ali há uma torre de vigilância que lhes facilitaria o trabalho. O que podemos fazer é cruzar o rio Chitaya e entrar pela parte enmuralhada da aldeia, a sudoeste. Quase ninguém conhecia os portões das muralhas. Andamos um pouco, cruzamos a ponte e vamos até o ponto onde os caminhos vindos das duas entradas principais se unem. Aí, nos dividimos, o grupo maior vai até a entrada noroeste. Afanasiy e Ahmed, que sao rápidos, podem investigar a entrada norte. Se nao houver nada, se juntam a nós e, atacamos os inimigos pela retaguarda da entrada principal noroeste.

- Assim faremos. – disse Anton.

Enquanto os mais velhos discutiam detalhes do plano e desenhavam o mapa mais perfeito que suas memórias lhes permitiam, Leyda e Ahmed falavam sobre a partida de Lisa. Alaín foi encarregado de vigiar o traidor..

- Alaín, aproxime-se do garoto. Use o que for necessário, mas veja se consegue obter mais alguma informaçao dele. – pediu-lhe Anton.

Alaín e o traidor estavam no fundo da gruta, um pouco afastados dos demais. O garoto estava tao apático quanto antes.

Quem também se afastou do grupo foi Yuri. Caminhava pela neve, sentindo-se mal pela açao precipitada sobre o traidor. Seu olhar pousava sobre a paisagem nevada quando percebeu que parte dela se borrava: era a nuvem pestilenta que novamente se aproximava dele. Envolveu-o de novo, anelante, como se o convidasse a fazer parte da mesma danaçao que ela.  Entao afastou-se um pouco e materializou-se. Há três metros dele estava o lobo cinzento, olhando-o fixamente.

Yuri lembrou-se das palavras de Anton.  Sabia que deveria poupar-se para a batalha iminente, e nao queria fazer outra bobagem, mas ali estava a oportunidade de livrar-se do último lobo-fomor que ameaçava a regiao. Que faria?


JOE:
Joe discursara ao espírito:

Véu Cinza (Joe) escreveu:Milorde eles terao tempo para podrem mostra seu valor, e os lobos deformados sao coisa da wirm, esses presas de agora nao podem pagar pelos crimes de seus antepassados por favor nao seria justo dar a ele um direito de se redimirem lutando contra eles  e isto pode ser reslovido depois, eu nao busco por renom e busco por salvra a quem precisa, a minha tribo teve auxilio negado por garous de varias tribos e aqui estou me importando com pessoas e seres que nem conheco e nem por isso serei omisso quando soube da situacao de seu reino eu estou me comprometendo a ajudar-lhe de alguma forma, mas nao posso ser cumplice em mais injusticas e principalmenet a assassinar varios filhos de Gaia, isso e o que a wirm quer , e obvia a diferenca entre o senhor e eu entendo que vosso coracao esteja ferido mas por favor repense, olhe estas borboletas por eexemplo, veja a beleza de Gaia refletida nelas.


Rolagem:
Joe rolou 4 dados de 10 lados com dificuldade 6 para Ativar Dom e obteve: 6 10 3 5 
obteve 2 sucessos! + 1 sucesso automático = 3 sucessos.

Três dúzias de belas  borboletas de papel se formaram ao redor da cabeça de Joe. O espírito tinha a simplicidade dos seres próximos à natureza e se encantou com elas. Estende sua enorme mao de pedra e tentou tocá-las com o dedo.

Joe tinha a intençao de convencer o espírito quando ocorreu-lhe um pensamento:

"Seja solícito com o espírito, ele já tem uma opinião formada. Cachorro velho não aprende truques novos...”

Joe foi solícito com o espírito. A idéia de que ele nao mudaria de opiniao esmoreceu a vontade de Joe, tornando-o menos enfático em seu discurso. Mas ainda sim Joe  cantou seu mantra e falou:


Véu Cinza (Joe) escreveu:Diz-se que mesmo que só uma gota d’água faltasse, Toda a existência teria sede. Colhes uma flor no jardim, E colheste alguma coisa de toda a existência.Maltratas uma flor, E maltratastes milhões de estrelas -  Porque tudo é inter-relacionado.
Assim sera com todos os outros, entao eu me ofereco como sacrificio para poupar a vida de todos inclusive a de Vicenzo, se meu sangue correr esta terr talvez re sacie e possa ajuf=da-los, tomo para mim a culpa se ha cilpa assumo o erro se ha erro e nego todo o renome pois ele e so uma veste da qual me dispo neste momento se aceitares seri teu sacrificio uma ode ao teu reino aos que pereceram, contempla estas borboletas e quando decidir seja rapido letal e o faca na frente d o Camaleao faca na frente de Gaia e faca na tua propria frente o que me remete a minha morte que por sial nao e minha por isso nao posso morrre se nao a tenho nao sou apenas estou.


Nao soou tao veemente quanto ele queria. Além disso, o espírito da natureza compartilhava a visao de Joe de que sua morte nao era dele mesmo e portanto nao podia morrer. Ou seja, o espírito sabia que tudo era um ciclo, que a vida perdida de Joe renasceria em alguma outra parte do universo. Por isso nao se impressionou tanto com sua oferta de autossacrifício como o faria um mortal. Tudo isso dificultava o convencimento.

Rolagem:
rolou 4 dados de 10 lados com dificuldade 8 para Convencer Espírito e obteve: 6 9 2 7 
obteve 1 sucessos!

A pesar de tudo, Joe conseguiu tocar o coraçao do espírito. O gigante de pedras se sentou como um menino, inclinou a cabeça e disse:

- Eu nao estou com raiva dos antepassados dos presas de prata. Estes foram honrados. Estou com raiva DESSES presas de prata, por permitirem que o mal penetrasse em meu reino. Mas você disse que eles nao tem culpa pelos lobos deformados. Humm…. Pode ser verdade. Você diz que daria a vida por eles, entao penso que nao sao tao maus. Mas ao mesmo você tempo diz que nao os conhece. Por que eu deveria poupá-los entao?


* Véu, entendi mal ou você pretendia mandar um chamado e afastar os presas? Se for assim, o Joe nao possui nenhum dom capaz de alcançá-los. Nem mesmo um uivo poderia, eles estao muito longe. As borboletas nao podem ir além de 8 metros. Quanto ao totem, seja específico no que quer dele, em termos de jogo.

VINCENZO:
Vincenzo enviou uma sugestao mental a Joe.

Rolagem:
Vincenzo rolou 7 dados de 10 lados com dificuldade 5 para Ativar Dom Sugestao do Invisível e obteve: 3 5 8 1 4 1 10 
obteve 1 sucesso!

Joe subitamente pensou: "Seja solícito com o espírito, ele já tem uma opinião formada. Cachorro velho não aprende truques novos..."

Isso influenciou seu discurso ao espírito, embora de forma nao tao efetiva.

Vincenzo sentia-se em casa, tanto por estar de volta à matéria, quanto pela presença do outro senhor das sombras, que pensava e agia como ele. No entanto havia aprendido a desconfiar inclusive dos seus congêneres e, antes de decidir aceitar a proposta de Mislav, ativou o dom “Ler Aura”.

Rolagem:
Vincenzo rolou 6 dados de 10 lados com dificuldade 7 para Ativar Dom Ler Aura e obteve: 1 3 4 8 5 4 
Que pena, não obteve sucesso!

Nao seria dessa vez que Vincenzo tiraria a dúvida sobre o theurge.  Mislav, no entanto, riu. Estava usando o mesmo dom sobre Vincenzo e percebeu algo de suas intençoes.

- Pode confiar em mim. – disse Mislav com um sorriso. Você nao quer voltar a se unir àqueles presas de prata estúpidos e conhecer o fracasso quando pode vencer e cobrir-se de glória conosco, nao é mesmo? Sei o quanto é isso é difìcil para nós, mas simplesmente, confie…

De súbito, interrompeu sua fala.

- Mas o que está acontecendo ali?! – apontava para Joe e o espírito sentando na neve, cercado de borboletas de papel. - Seu amigo está tentando manipular MEU espírito! Maldiçao! Ouça, Vincenzo, convença seu amigo a juntar-se a nós ou faça-o cair fora daqui, senao eu mesmo cuidarei dele. Nao podemos perder tempo, os presas de prata vao entrar na aldeia e temos que preparar a emboscada.

E friamente acrescentou:

- Entenda isso como uma prova. Nós também queremos saber se você é confiável.


OFF: os planos e localizações podem parecer complicados, mas no próximo post haverá um mapa. Wink
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