ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Klauss Krugger em Ter 18 Out 2016 - 7:17

Alain escreveu:- Cuidado, Klauss! Não queremos levar esse Sangue do dragão a um frenesi. Ele lutou ao nosso lado até agora, e merece mais do que deu a esse refém assassinado. Apenas certifique-se de que ele não mate outro refém.

*Aceno positivamente com a cabeça para Alain.*

Alain escreveu:- Sangue do Dragão violou a Litania ao não reservar o primeiro quinhão da matança aos de posto superior. Caso ele se renda, Karol, eu sugiro entregá-lo ao julgamento dos seus superiores, Boyak ou mesmo o Rei Vladi. Nós somos melhores do que ele e devemos agir como verdadeiros guerreiros de Gaia e fazer cumprir a Lei Garou.

"Triunfo de Gaia sempre buscando a diplomacia, mesmo onde ela não existe."

Yuri escreveu:-Me impressiona o descaso de todos vocês.- Falava abertamente a todos, mas meu olhar por nenhum instante abandonou o do Crinos a minha frente: -Ao ponto de chegar a evocar a Litania para defender os desgraçados que acabaram de esfolar viva uma mulher. E ainda se julgam no direito de compará-los a quem estava na vanguarda da invasão desse inferno, oferecendo o peito exposto para abrir caminho para o ataque. Quem aceitou ir para as profundezas do covil dessas bestas quando outros disseram que era perigoso demais, disposto a dar a vida em nome de Gaia.- Engoli em seco, sentindo minhas próprias palavras revirando a Fúria dentro de mim. Continuei com ar rancoroso: -Eu conheço outros entusiastas da Litania como vocês. A história da Nação Garou está repleta de episódios com protagonistas assim. "Submete-te aos Garou de posto mais elevado"; é uma lei de extrema importância, não acha, Juiz? Foi dela que um Rei se valeu para começar as Guerras da Fúria. "Combate a Wyrm onde ela estiver e sempre que proliferar"; você conhece essa como as cicatrizes sobre sua pele, não é, Guerreiro? Foi dela que se valeram os Uivadores Brancos para se tornarem os pais dos bastardos os quais hoje enfrentamos. Você está indo tão bem quanto seus conterrâneos nessa empreitada. Mas dos dois um: ou ainda não ouviu falar de Malfeas ou está sendo incoerente com sua cruzada, pois lá, meu caro, a Wyrm existe e prolifera como em nenhum outro lugar.- -Fiz uma breve pausa e prossegui: -Continuamos seguindo nossos líderes porque isso diz reseito a verdade por trás da sabedoria da maioria deles. Mas não é a verdade que vocês querem. Não cometemos suicídio nos jogando em qualquer poço que encontramos porque agimos sob a égide da razão. Mas não é razão o que vocês querem. Vocês querem sangue. Suspirei, aceitando meu fado:Eu me lembro muito bem da Litania.- Passei a minha foma Crinos e terminei com a voz distorcida: -Quase tão bem quanto a maneira de usar minhas garras.

Virignia escreveu:- Parem com isso! Nós viemos aqui combater a Wyrm e vamos começar a lutar com a gente mesmo? Eu me recuso a dar esse gostinho para a Wyrm!

Virginia foi até o meio de Klauss e Yuri e afastou os dois enquanto dizia:

- Yuri Brachiev, eu sei que você é teimoso como só um presa de prata pode ser, mas você tem que reconhecer que está errado aqui! A luta acabou, eles se renderam e nós não seremos melhores que eles se ficamos torturando eles até a morte como eles fizeram! Voccê pode ser um ótimo guerreiro, mas agora é hora de deixar os mais qualifixados cuidarem da situação! E a menos que você pretenda dar as costas pra Naćão Garou e virar um ronin, vai ter que obedecer a Litania e os juízes que a aplicam. Então eu estou pedindo por favor para você desistir dessa briga, não desperdiçar a sua vida e nem o nosso tempo. Saia daqui e vá procurar o Boyak e o Vladi! Pode fazer isso, por favor?

*Enquanto falo tiro Aurora da Esperança da minha frente, não quero que a filho de Gaia saia ferida, é minha obrigação como Cria de Fenris proteger quem não pode fazer isso por si mesmo.*

-- Triunfo de Gaia, Aurora da Esperança a tentativa de diplomacia para um garou desequilibrado é louvavel, mas ele não quer diplomacia, ele está se mostrando tão burro quanto arrogante, não deveria mas vou dar uma chance a ele...

*Encaro Sangue de Dragão e ativo o dom Fitar (gasto de 1 pt de força de vontade para sucesso automatico).*

-- Sangue de Dragão, se a Corruptora ainda não o tomou por completo, saia de sua forma guerreira e se renda... não é honroso morrer desta forma, se meus companheiros querem lhe dar uma segunda chance, aceite... caso contrario não sairá vivo daqui hoje...

Ação
Favor testar Manipulação + Intimidação + Raça pura antes da ativação do dom
Caso ele não se renda e tente atacar aproveito o dom Espirito de Batalha para ataca-lo antes, tentando evitar dele chegar a Aurora da Esperança (Gsto de metade dos pontos de fúria para os ataques caso sejam necessários.)





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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Garras de Sangue em Ter 18 Out 2016 - 11:52

- Em uma palabra: água. – respondeu Glinka – As duas tribos predominantes aqui, senhores das sombras e garras vermelhas, sempre rivalizaram por tudo. Agora a situação está piorando porque, Gaia seja louvada, ambas as tribos têm conseguido aumentar suas populações de parentes e mantê-las demanda recursos. Entre eles, terras e água.

Os garras vermelhas controlam a região adjacente a uma cidade chamada Dalvai, onde os afluentes de um rio garantem abundância de água. A população humana local tradicionalmente protege os lobos e nunca foi uma grande ameaça ao caern. No entanto os garras vermelhas não têm a posse legal de suas terras, obviamente.

Este ano, um grupo de parentes dos senhores das sombras fez uma proposta de compra ao dono de algumas terras próximas ao caern. Eles argumentam que, assim, ao menos parte do território ficaria legalmente protegido em mãos de garous. Os garras vermelhas não querem nem pensar no assunto. Acreditam que a instalação dos parentes no local é uma estratégia dos senhores das sombras para tomar-lhes o caern. E quem poderia culpá-los?

As duas tribo estão em pé de guerra por isso. Lutaram juntas na tomada de Vaki mas agora a situação vai mudar.

*Ameaço um sorriso enquanto balanço a cabeça negativamente.*

-- Ja que os Senhores das Sombras estão sendo tão bons samaritanos em comprar o território próximo ao caern que então forgem a documentação do líder dos Garras Vermelhas e entreguem as terras do caern de presente aos Garras, já que a desculpa deles é essa...

- Preocupam-se as palavras de Horus. – disse Glinka enquanto atravessavam a ponte. – Ele está planejando algo.

Ierakis balançou a cabeça afirmativamente. Ele e Glinka trocaram longos olhares. Então Glinka disse a Jackal:

- Eu não sei o quanto você sabe sobre as atividades de Horus e Nithar… - Glinka hesitou uns segundos, como se o avaliasse – O que se diz é que fazem parte de uma sociedade secreta de nossa tribo, a Bruxaria Amarga. Não se sabe muito a respeito das atividades de seus membros mas onde se tem notícia de que apareceram, deixaram um rastro de maldições e vinganças atrozes contra aqueles que, supostamente, mataram inocentes. Suas vítimas são, principalmente, seres sobrenaturais, inclusive garous.

- E agora vão atrás do rei Vladi. – disse Ieraks – Ele não merece. Desde que o pai dele pôs os sete caerns da região sob sua vassalagem, as tribos pararam de se matar entre si. E agora fizemos uma limpeza nos dançarinos da espiral negra. Talvez confiar nos garras vermelhas para caçar os parentes corrompidos não tenha sido sua decisão mais sábia – ou justa – mas as vidas que Vladi têm conseguido poupar todos esses anos superam, em muito, as dos inocentes mortos pelos garras vermelhas. Talvez ele mereça uma sansão por garous, se é que é possível a um rei presa de prata. Mas não a “justiça” da Bruxaria Negra.

- Eu penso igual. – disse Glinka - Além disso somos do exército dele, é nossa obrigação protegê-lo, mesmo que seja de garous de nossa própria tribo.

Glinka e Ieraks observaram Jackal um momento. Então Glinka falou:

- E você, Jackal? Nos ajudaria a proteger o rei Vladi ou sua fidelidade é a Horus e Nithar?

-- Não sou fiel a Horus e Nithar nem a esse rei Vladi, nem sequer possuo uma matilha para ser fiel a ela, vou ficar aqui até a primeira matilha sair, então viajarei com eles até a cidade mais próxima, pois até onde sei o clã assamita deve estar me caçando, então vou elimina-los um por um.


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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Lua em Ter 25 Out 2016 - 12:48

Off:
Cetza, Miton e Garras Vermelhas, os posts de vocês ainda serão com pouca ação, pois temos que esperar o desfecho da cena dos demais para seguir a história.

Jackal:

-- Não sou fiel a Horus e Nithar nem a esse rei Vladi, nem sequer possuo uma matilha para ser fiel a ela, vou ficar aqui até a primeira matilha sair, então viajarei com eles até a cidade mais próxima, pois até onde sei o clã assamita deve estar me caçando, então vou elimina-los um por um.

Ieraks pemaneceu imutável mas o jovem Glinka deu uma gostosa risada.

- Está bem, cliath. Acho que podemos proteger o rei sem sua ajuda. De qualquer forma, você terá que ser apresentado a ele ou a seus imediatos. Tomamos a cidade, isso tudo é território dele agora. E você sabe como são os presas de prata…

Jackal talvez não soubesse* quem eram os presas de prata mas seu instinto lhe avisou que era melhor seguir os dois os garous mais velhos.

- As matilhas daqui estão todas, de um modo ou de outro, sob o comando do rei Vladmir. Como alcançamos nosso objetivo, é bem provável que algumas delas se dispersem agora, mas tudo depende das instruções do rei. A cidade mais próxima é Dazil mas, a menos que eles lhe tenham rastreado muito bem, será difícil encontrar vampiros por lá. Talvez em cidades grandes como Astana ou Almaty mas não nesta região. Aqui tudo o que há são cidades minúsculas cercadas pela estepe selvagem. É um território garou.

Enquanto Glinka falava, chegaram até a entrada do palácio. Os garous reconheceram Glinka e Ierakis e deixaram-nos entrar no hall, indo avisar os líderes de sua presença. A fedentina da Wyrm estava por todos lados. O saguão era decorado por horríveis adornos feitos de ossos humanos e a pele de um homem, estirada inteira como um pedaço de couro, adornava uma das paredes. Havia muito movimento de garous, uns levando os últimos cadáveres para serem queimados, outros retirando símbolos da Wyrm ou preparando os rituais de limpeza e purificação.

Um garou veio avisar-lhes que subissem. Por uma escada em caracol lúgubre e estreita chegaram até ao terceiro andar, onde havia um salão espaçoso dando para um balcão, no qual o rei faria seu discurso. Dois homens se aproximaram deles. Ambos eram maduros, tinham barbas aparadas e uma expressão de altiva tranquilidade.

- Encontramos este cliath na Penumbra. – disse Glinka -  Chama-se Espada da Vingança e é de nossa tribo.

Os dois olharam para Jackal uns instantes, talvez esperando uma apresentação mais formal.

- Boris “Desbravador do Inverno Eterno”, athro, philodox, presas de prata. – disse finalmente o primeiro.

- Kader “Honra Caçadora”, athro, philodox, presas de prata. – falou o segundo.

Depois quiseram saber como Jackal havia chegado até ali.

Um pouco mais tarde, Glinka começou a falar, pisando em ovos:

- Então… Ouvimos uma ameaça ao rei. Trata-se Horus e Nithar… dois garous de minha tribo…


* Como ele não teve contato com uma seita, assumo que não sabe muito sobre a nação garou. Mas deixo a seu critério.

Volg e Shaíra:

miltonvisiak escreveu:]Volg olhou para aquela menina, com o olhar sereno e sincero e tentou passar o maximo de confiança possível, sentou ao seu lado meio que sorrindo e disse:

Eu sei que pode ser dificil confiar em estranhos, eu mesmo acabei de conhecer eles e posso dizer que eles são confiaveis e lutam pela causa mais nobre que eu ja vi.São boas pessoas, e todas as atitudes que eu vi deles comprovam tudo que eu estou te dizendo, então se Ahmed disse que ira encontrar um bom lugar para o seu cão, pode ter certeza que ele o fara.
Então você podera descansar em paz, sabendo que seu cão estara muito bem protegido e aos cuidados de boas pessoas.


Enquanto Volg falava, Ahmed ia traduzindo para a pequena aparição.

Rolagem:
Volg rolou 2 dados de 10 lados com dificuldade 9 para Manobra Especial e obteve: 10 9 
Volg obteve 2 sucessos!

Ninguém esperaria que um ahroun cria de fenris com um pequeno discurso traduzido para o russo por um não nativo tivesse êxito em convencer uma criança. Mas Volg conseguiu. A menina olhava atentamente para o jovem lobisomem enquanto ele falava, demonstrando confiar em suas palavras.


Cetza escreveu:após vê-lo a ragabash usava o seu dom TRANSMITIR IDEIAS DO MAROTO para incentiva-la a seguir em frente pois seu cachorrinho estaria bem e que logo estariam juntos. Shaira se aproximava da menina e sentava ao seu lado, ela se esforçava em fazer um teatrinho de sombras para a pequena.. fazendo uma narrativa mais lúdica ela começava mostrando ela e seu cachorrinho ainda vivos porém num momento súbito ela os separava fazendo uma cara triste... Shaíra apontava para Ahmed e fazia um carinho em cima da sombra do animal e o fazia correr em direção a Ahmed... Shaíra sorria para a menina.

-- Deixe-o ir...ele será mais feliz...


Rolagens:
Shaíra rolou 5 dados de 10 lados com dificuldade 5 para Manobra Especial e obteve: 1 6 4 10 5 
Shaíra obteve 2 sucessos!

Aparição rolou 5 dados de 10 lados com dificuldade 5 para Manobra Especial e obteve: 5 2 2 5 7 
Aparição obteve 3 sucessos!

Shaíra rolou 2 dados de 10 lados com dificuldade 7 para Manobra Especial e obteve: 4 4 
Que pena, Shaíra não obteve sucesso

Shaíra não conseguiu convencer a menininha com o dom e quando foi tentar o teatrinho de sombras, viu que sua mão grande e cheia de garras era perfeita para matar mas não para convencer – ao menos não pacificamente.

A pequena aparição divertiu-se com seus esforços como se ela fosse um monstro amigável e desajeitado mas não entendeu o que dizia.

Porém as palavras de Volg tinham surtido efeito. Depois de ficar uns instantes pensativa, a menina deu alguns passos e estendeu a mão pequena e rechonchuda no ar até que ela atravessou a película e tocou algo do outro lado, com estrema suavidade. Foi sua despedida do cão.

Em seguida ela olhou para os três lobisomens com a expressão triste de uma criança que terá que abandonar o seu melhor amigo. Murmurou algumas palavras em russo para Ahmed, que assentiu, tranquilizando-a.

Então ela ela começou a caminhar rumo ao vazio.  

Ahmed estendeu a mão para ajudar Shaíra a levantar-se e continuou segurando sua mão, em silêncio. Os três viram a pequena fantasma evanescer-se.

- Nunca vi um fantasma adulto que não temesse essa “segunda morte”. - disse Ahmed - A pequena tem coragem. A maioria prefere ficar eternamente preso a seus grilhões a encarar o desconhecido. Quanto a nós, Volg, ao morrer não corremos o risco de transformar-mos em fantasmas. Algums de nós ficam na umbra como espíritos ancestrais para instruir seus descendentes. Os outros, segundo dizem, renascem como novos garous.

Os três atravessaram novamente a película, de volta ao mundo material.

- Bem, aí está a umbra, Volg. . disse o peregrino silencioso -  Na verdade, a parte em que estivemos se chama “Penumbra”. O mundo real ainda se projeta nela sob a forma de construções antigas, velhas árvores e outras coisas que têm algum significado importante na matéria. Depois vem a Umbra Rasa e aí as coisas começam a ficar interessantes. Lá tudo é possível. Há reinos que são verdadeiros paraísos, outros que mais parecem purgatórios e infernos. Há um reino onde você pode reviver as maiores batalhas já ocorridas para aprender com elas e muitos outros. Essa é a Umbra que nos interessa como guerrreiros de Gaia.  Para além dela está a Umbra Profunda mas é melhor deixá-la para theurges e outros garous experientes. E tudo o que você precisa saber sobre a Umbra Negra – a dos mortos – é: "não vá para lá". Finalmente, a umbra é nosso mundo tanto quanto o material, não se esqueça. Temos que ir matar uns malditos por lá de vez em quando.

(livre para interação e perguntas/comentários sobre aparições e umbra. Shaíra também pode e deve ensinar o filhote).

Um uivo interrompeu a conversa. Era um chamado para reunirem-se no centro de Vaki.

- Se eu conheço os presas de prata vai haver algum tipo de cerimônia. É melhor irmos para lá.

Alain, Klauss, Virgínia e Yuri:
A situação era tensa.

Yuri, em hominídeo, sentia-se perdendo o controle sobre a fúria. Ao seu redor, garous em crinos preparando-se para o ataque.


Alexyus escreveu:- Cuidado, Klauss! Não queremos levar esse Sangue do dragão a um frenesi. Ele lutou ao nosso lado até agora, e merece mais do que deu a esse refém assassinado. Apenas certifique-se de que ele não mate outro refém.


Klauss acenou-lhe positivamente com a cabeça.

Alain falou em tom apaziguador mas sem deixar de apontar o revólver com balas de prata para Yuri e ativando o dom Mordida de Prata por precaução. Então disse a Karol:


Alexyus escreveu:- Sangue do Dragão violou a Litania ao não reservar o primeiro quinhão da matança aos de posto superior. Caso ele se renda, Karol, eu sugiro entregá-lo ao julgamento dos seus superiores, Boyak ou mesmo o Rei Vladi. Nós somos melhores do que ele e devemos agir como verdadeiros guerreiros de Gaia e fazer cumprir a Lei Garou.


Yuri parecia perdido em pensamentos. Travava uma batalha interna contra sua fúria.

- Não é tão literal assim, Triunfo de Gaia– respondeu Karol, olhando com desprezo para os prisioneiros - Este não é um quinhão que possamos desejar. O que não justifica crueldade.

Zayrus escreveu:-Me impressiona o descaso de todos vocês.- Falava abertamente a todos, mas meu olhar por nenhum instante abandonou o do Crinos a minha frente: -Ao ponto de chegar a evocar a Litania para defender os desgraçados que acabaram de esfolar viva uma mulher. E ainda se julgam no direito de compará-los a quem estava na vanguarda da invasão desse inferno, oferecendo o peito exposto para abrir caminho para o ataque. Quem aceitou ir para as profundezas do covil dessas bestas quando outros disseram que era perigoso demais, disposto a dar a vida em nome de Gaia.- Engoli em seco, sentindo minhas próprias palavras revirando a Fúria dentro de mim. Continuei com ar rancoroso: -Eu conheço outros entusiastas da Litania como vocês. A história da Nação Garou está repleta de episódios com protagonistas assim. "Submete-te aos Garou de posto mais elevado"; é uma lei de extrema importância, não acha, Juiz? Foi dela que um Rei se valeu para começar as Guerras da Fúria. "Combate a Wyrm onde ela estiver e sempre que proliferar"; você conhece essa como as cicatrizes sobre sua pele, não é, Guerreiro? Foi dela que se valeram os Uivadores Brancos para se tornarem os pais dos bastardos os quais hoje enfrentamos. Você está indo tão bem quanto seus conterrâneos nessa empreitada. Mas dos dois um: ou ainda não ouviu falar de Malfeas ou está sendo incoerente com sua cruzada, pois lá, meu caro, a Wyrm existe e prolifera como em nenhum outro lugar.- -Fiz uma breve pausa e prossegui: -Continuamos seguindo nossos líderes porque isso diz reseito a verdade por trás da sabedoria da maioria deles. Mas não é a verdade que vocês querem. Não cometemos suicídio nos jogando em qualquer poço que encontramos porque agimos sob a égide da razão. Mas não é razão o que vocês querem. Vocês querem sangue. Suspirei, aceitando meu fado:Eu me lembro muito bem da Litania.


Yuri passou a forma crinos. Os presas de prata russo arrepiaram os pelos e se puseram em guarda.


Zayrus escreveu:-Quase tão bem quanto a maneira de usar minhas garras.-


Natalie escreveu:Virginia foi até o meio de Klauss e Yuri e afastou os dois enquanto dizia:

- Yuri Brachiev, eu sei que você é teimoso como só um presa de prata pode ser


Os presas de prata russos entreolharam-se.


Natalie escreveu: mas você tem que reconhecer que está errado aqui! A luta acabou, eles se renderam e nós não seremos melhores que eles se ficamos torturando eles até a morte como eles fizeram! Você pode ser um ótimo guerreiro, mas agora é hora de deixar os mais qualificados cuidarem da situação! E a menos que você pretenda dar as costas pra Naćão Garou e virar um ronin, vai ter que obedecer a Litania e os juízes que a aplicam. Então eu estou pedindo por favor para você desistir dessa briga, não desperdiçar a sua vida e nem o nosso tempo. Saia daqui e vá procurar o Boyak e o Vladi! Pode fazer isso, por favor?


Então Klauss afastou Virgína e disse:


Klauss escreveu:-- Triunfo de Gaia, Aurora da Esperança a tentativa de diplomacia para um garou desequilibrado é louvavel, mas ele não quer diplomacia, ele está se mostrando tão burro quanto arrogante, não deveria mas vou dar uma chance a ele...


Klauss tentou intimidar Yuri.

Rolagem:
Klauss rolou 13 dados de 10 lados com dificuldade 9 para Intimidar e obteve: 10 3 9 6 1 6 7 4 5 2 9 6 3 
Klauss obteve 2 sucessos!

Foi um embate entre duas fortes personalidades mas Yuri sentiu que o adversário era temível. Imediatamente Klauss encarou-o e usou o dom fitar.


Klauss escreveu:-- Sangue de Dragão, se a Corruptora ainda não o tomou por completo, saia de sua forma guerreira e se renda... não é honroso morrer desta forma, se meus companheiros querem lhe dar uma segunda chance, aceite... caso contrario não sairá vivo daqui hoje...

Rolagem:
Klauss rolou 8 dados de 10 lados com dificuldade 6 para Manobra Especial e obteve: 3 9 1 4 1 2 9 10 
Klauss obteve 1 sucesso!
Sucesso automático.
Total: 2 sucessos.

Yuri sentiu que Klauss não estava de brincadeira. Por mais que seu orgulho o fizesse negar, o medo não é um sentimento alheio aos guerreiros e começou a tomar conta de seu coração, ameaçando paralisá-lo.

- Que está acontecendo aquí? – trovejou a voz poderosa de um garou que adentrava à sala. Mesmo em hominídeo a figura de Boiac era impressionante.

- Seu guerreiro maculado interrompeu uma execução limpa para dar um show de brutalidade. – respondeu Oleg com uma cara aborrecida – Por isso uivei, chamando-o.

Boiac olhou para o parente morto e deu uma gargalhada.

- Ah. E isso assustou suas meninas?

Oleg rangeu os dentes mas se conteve.

- Não, simplesmente esse não é o modo como nós fazemos as coisas. Somos melhores do que isso. – disse ele – E você me ouviu? Esse garou está maculado pela Wyrm. Pode não ter sido intencional mas, ainda assim, ele é um imã de bastardos e seu comportamento indica que está sucumbindo à podridão. É seu comandado, chamei-o por respeito, mas o rei e os philodox vão saber.

Boiac ficou olhando para Yuri enquanto ouvia as palavras de Oleg. Moveu a cabeça lentamente em concordância, sem tirar os olhos do cliath ou deixar a postura altiva.

- Sim, os philodox vão investigar até onde chega a mácula e o rei será avisado. -  disse ao fim - Você me acompanha agora, Yuri.

(Esperou pela reação de Yuri)

Nesse momento foi ouvido um uivo conclamando a reunirem-se.

- Por que vocês não matam logo esses prisioneiros? - impacientou-se Boiac - Estão atrasando o discurso do rei e nossa saída dessa merda de cidade. Sem falar que seus roedores de ossos andam desgovernados pelos centro, "Rei Albrecht". Da asco ver como brigam entre si por cacarecos.

Oleg avançou em direção a Boiac mas Karol o conteve. Boiac encarou Oleg, desafiante.

- Basta! – disse Fiodor abandonando a calma proverbial – Cale-se e saia daqui, Boiac.

Boiac obedeceu ao ancião mas sem deixar a petulância.

(Yuri pode acompanhá-lo ou não, dependendo de como reagiu ao dom fitar)

- Se Sangue do Dragão pertencer à Wyrm, eu mesmo o matarei. – disse Boiac olhando com desprezo para Alan, Klauss e Virgínia  e amassando com o pé o que sobrou do crânio do parente– Mas ainda prefiro um cliath assim a esse bando de ratos e corações-moles que você trouxe ao exército, Oleg.

- Pois é assim que se sucumbe ao mal! - retrucou Oleg - Ninguém mais do que eu tem razões para odiar os espirais e seus asseclas, mas se agirmos como eles nos transformaremos no que são!

Quando Boiac saiu, Fiodor ordenou a Alain, Klauss e Virgínia:

- Executem os prisioneiros sem crueldade e depois dirijam-se ao palácio. Nós vamos nos apresentar ao rei.

Oleg ratificou a ordem. Seus pelos ainda estavam eriçados.

A matilha de posto alto então saiu, deixando, como sempre ocorre, o trabalho sujo para os cliaths e forsterns.


Última edição por Lua em Qua 26 Out 2016 - 13:15, editado 8 vez(es) (Razão : Inclusão post para Alain, Klauss, Virgínia e Yuri)


*Rodrigo*Alexey    *Mitzuki  


ação pensamento fala   /   narração diálogo

Esta é uma obra de ficção. A menos que você seja um lobisomem, qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.
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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Garras de Sangue em Qua 26 Out 2016 - 8:35

- Está bem, cliath. Acho que podemos proteger o rei sem sua ajuda. De qualquer forma, você terá que ser apresentado a ele ou a seus imediatos. Tomamos a cidade, isso tudo é território dele agora. E você sabe como são os presas de prata…

"Mantenho a seriedade."

-- Que bom que conseguem proteger o rei sem mim, se realmente preciso me apresentar aos babas ovos do rei não vamos perder tempo com isso e não não sei como são os presas de prata, até agora tive contato apenas com nossa tribo.

- As matilhas daqui estão todas, de um modo ou de outro, sob o comando do rei Vladmir. Como alcançamos nosso objetivo, é bem provável que algumas delas se dispersem agora, mas tudo depende das instruções do rei. A cidade mais próxima é Dazil mas, a menos que eles lhe tenham rastreado muito bem, será difícil encontrar vampiros por lá. Talvez em cidades grandes como Astana ou Almaty mas não nesta região. Aqui tudo o que há são cidades minúsculas cercadas pela estepe selvagem. É um território garou.

-- Então acredito que terei que buscar outras veredas para minhas caças.

nquanto Glinka falava, chegaram até a entrada do palácio. Os garous reconheceram Glinka e Ierakis e deixaram-nos entrar no hall, indo avisar os líderes de sua presença. A fedentina da Wyrm estava por todos lados. O saguão era decorado por horríveis adornos feitos de ossos humanos e a pele de um homem, estirada inteira como um pedaço de couro, adornava uma das paredes. Havia muito movimento de garous, uns levando os últimos cadáveres para serem queimados, outros retirando símbolos da Wyrm ou preparando os rituais de limpeza e purificação.

Um garou veio avisar-lhes que subissem. Por uma escada em caracol lúgubre e estreita chegaram até ao terceiro andar, onde havia um salão espaçoso dando para um balcão, no qual o rei faria seu discurso. Dois homens se aproximaram deles. Ambos eram maduros, tinham barbas aparadas e uma expressão de altiva tranquilidade.

"Observo a tudo calmamente."

-- Eles tem um senso de humor engraçado.

"Sigo pela escada em silencio."

Encontramos este cliath na Penumbra. – disse Glinka - Chama-se Espada da Vingança e é de nossa tribo.

Os dois olharam para Jackal uns instantes, talvez esperando uma apresentação mais formal.

- Boris “Desbravador do Inverno Eterno”, athro, philodox, presas de prata. – disse finalmente o primeiro.

- Kader “Honra Caçadora”, athro, philodox, presas de prata. – falou o segundo.

"Olho para ambos avaliando-os"

-- Jackal Espada da Vingança, ahroun Peregrino Silencioso e como Glinka falou sou cliath.

Depois quiseram saber como Jackal havia chegado até ali.

Um pouco mais tarde, Glinka começou a falar, pisando em ovos:

- Então… Ouvimos uma ameaça ao rei. Trata-se Horus e Nithar… dois garous de minha tribo…

-- Antes de minha primeira mudança fui sequestrado por vampiros do clã assamita, ao passar minha primeira mudança eliminei meu algoz e fui encontrado por Horus e Nitar, que me trouxeram até aqui, provavelmente me abandonaram pois não tenho interesse na Bruxaria Amarga, nem em promover justiça contra quem fez o que devia ser feito.

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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Cetza em Qua 26 Out 2016 - 10:55

Shaíra não conseguiu convencer a menininha com o dom e quando foi tentar o teatrinho de sombras, viu que sua mão grande e cheia de garras era perfeita para matar mas não para convencer – ao menos não pacificamente.

A pequena aparição divertiu-se com seus esforços como se ela fosse um monstro amigável e desajeitado mas não entendeu o que dizia

Shaíra se esforçava sem muito sucesso, mesmo usando o seu dom para convence-la... Shaíra ria consigo mesma ao notar que a jovem não entendia nada do seu teatrinho...porém o desempenho de Volg a surpreendia, não esperava tamanha habilidade para um jovem Ahroun. Shaíra sorria para Volg, estava realmente impressionada com ele.

-- Volg... você me surpreendeu.. não esperava tal habilidade de um ahroun, mandou bem...

Em seguida ela olhou para os três lobisomens com a expressão triste de uma criança que terá que abandonar o seu melhor amigo. Murmurou algumas palavras em russo para Ahmed, que assentiu, tranquilizando-a.
Então ela ela começou a caminhar rumo ao vazio.
Ahmed estendeu a mão para ajudar Shaíra a levantar-se e continuou segurando sua mão, em silêncio. Os três viram a pequena fantasma evanescer-se.

Shaíra chorava levemente com a despedida da garota fantasma, se lembrava de quando era criança e perdera sua família e sua antiga vida, a medida que ela andava uma lágrima rolava pelo rosto de Shaíra, sentia-se feliz e ao mesmo tempo triste com a despedida da menina. Shaíra era auxiliada por Ahmed, a jovem segurava firme a mão do amigo... queria abraça-lo... mas não diante do filhote.

-- Realmente corajosa... nunca pensei na morte, imaginando que seria uma péssima guia... e.. Volg... se quiser, posso lhe ensinar a como rastrear... pode ser útil para quando tiver que seguir seus companheiros

Shaíra ria e levemente passava a mão na cabeça de Volg, mesmo ela não sendo uma filhote como ele, ela tinha tão poucas experiencias quanto ele...mas não deixaria que aquele detalhe menor a atrapalhasse.


----------------------------------------
Ação/Narrativa
Pensamento/Off
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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Lua em Qua 26 Out 2016 - 16:53

Como o Zayrus me pediu que o teste de intimidação fosse resistido, posto a rolagem para que ambos, Zayrus e Klauss, considerem-na em seus posts.

Rolagem:
Yuri rolou 7 dados de 10 lados com dificuldade 9 para Intimidar e obteve: 5 7 4 3 6 1 7 
Yuri obteve -1 crítico!

Reteste por vantagem tribal:

Yuri rolou 7 dados de 10 lados com dificuldade 9 para Intimidar e obteve: 7 4 9 5 2 1 6 
Que pena, Yuri não obteve sucesso!


*Rodrigo*Alexey    *Mitzuki  


ação pensamento fala   /   narração diálogo

Esta é uma obra de ficção. A menos que você seja um lobisomem, qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.
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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Zayrus em Qui 27 Out 2016 - 3:46

Os ânimos, subitamente, começam a tomar outros ares. Em outro momento eu acharia tudo aquilo engraçado, mas agora ainda não. A Litania já não parecia estar tão contra mim assim, e meu julgamento, se é que poderia se considerar a existência de um,  já não deveria ser tão severo. A mulher que antes havia despejado uma enxurrada de bravatas sobre mim agora tentava agir como pacificadora, falando de maneira comedida e apelando para a razão. Encarei ela e falei em tom seguro: -Devia estar tentando aconselhar seu amigo esquentado. Minhas garras não procuram por quem não devem. Não fui eu quem sugeriu que as coisas deveriam tomar esse rumo. Mas se espera que vou aguardar pela morte de braços abertos, sendo julgado por quem sou, e não pelo que fiz, sugiro que venha buscar sua parte do meu pescoço.- O Crinos a minha frente afasta a mulher, e mesmo ele, que havia atiçado minha Fúria, bem como a dos demais, agora assumia uma postura mais amena, ainda que suas intenções fossem claras. Eu sentia isso em minha espinha. A morte realmente estava à porta, aquilo era sério. Eu não estava mais tão certo de que precisava lutar, ninguém mais parecia muito interessado em protagonizar um banho de sangue, e eu, ao ver a possibilidade de um desfecho diferente, não pensei em seguir até as vias de fato. Continuar com a cabeça sobre o pescoço não era má ideia, e eu conhecia o olhar que estava à minha frente... Se eu não permitisse que a cena esfriasse,  ela seria acalentada com meu sangue. Reuni minha determinação para manter minha postura [1 Ponto de Força de Vontade para resistir ao Dom] e falei em tom mais ameno: -Foi você quem quis levar as coisas até esse ponto. Sei tão bem quanto qualquer um aqui o desperdício que essa luta seria. Mas se existe um Ahroun na face de Gaia que esconde sua face de uma luta, pode ter certeza que ele não sou eu.- Minhas palavras contradiziam minha ânsia por revidar suas ofensas, mas preferi a segurança de guardar meu orgulho ferido, ao menos por hora, a ter que, agora sim, morrer de maneira estúpida. Antes ele não pretendia me deixar opção, agora era diferente. E, se era o caso, antes o orgulho ferido, do que meu corpo no chão.

Analisava a sala como um todo, tentando identificar como estava a postura de cada um aos acontecimentos. Não tinha mais a pretensão de lutar, mas não via motivo algum para "me entregar". Eu era acusado de quê? Ser violento de mais com parentes maculados? Pro inferno! Minha cauda, involuntariamente, começou a abaixar, e eu desfiz lentamente a guarda, mas não assumi minha forma Hominídea. O motivo era puro orgulho, ou o que restava dele para uma situação como aquela. Eu não pretendia lutar, nem extender o conflito, exatamente como antes, mas agora estava estressado demais para abandonar minha forma guerreira. Fiquei aliviado ao testemunhar a figura de Boiak adentrar o lugar.

Eu podia não concordar exatamente com suas palavras, mas tinha que admitir, Boiak era um Garou de personalidade. E do tipo que sabe fazer-se ouvir. Certamente eu teria evitado tudo aquilo se possuísse esse dom também, mas esse aspescto para mim era, no máximo, uma aspiração. Rapidamente ele cria alguns conflitos -ou estaria alimentando velhas intrigas?- e se posiciona a meu favor. Seu olhar contundente me sugeria que ele estava agindo com a firmeza que se espera de um comandante ao defender seu homens. Mas tinha o pressentimento que a situação não estaria tão bem resolvida entre nós quando os olhares do local nos deixassem. Não importava, era a deixa que eu precisava para sair dali, e segui o mesmo sem dizer uma palavra sequer, abandonando minha forma Crinos, mantendo o queixo erguido, meu olhar turvo pelos vários sentimentos que me assolavam, mas a postura firme, inabalada. Era tudo o que me restara digno daquele episódio, ao que parecia.



-Eles esfolaram uma mulher viva, Boiak. Eu não podia engolir essa merda sem fazer nada.- Comecei, tentando me explicar após deixarmos o lugar. Continuei: -Fui eu quem sugeriu tomar reféns para serem interrogados, mas quando me dei conta do que haviam feito... Porra, eles mereciam algo bem pior do que eu dei para aquele desgraçado.- Remoí as lembranças brevemente mas logo prossegui: -Eu não me orgulho de fazer esse tipo de coisa. Mas eu faria de novo. E eu sinto muito por toda a perda de tempo que aquele pessoal causou, e por ter que fazer você se dar ao trabalho de me tirar de lá, mas Luna não me abençoou com tanta Fúria para abraçar uns filhos da puta como aqueles e fingir que não fizeram nada, dando a eles uma forte limpa. Eu sei do fardo que carrego, mas eu tenho controle sobre essa merda. No dia em que eu sequer entrar em um Frenesi da Wyrm, ficaria imensamente grato se você ou qualquer um que fosse me matasse, pois não será mais eu. Eu não sou um deles, Boiak. Eu só não vou deixar que Gaia seja estuprada e agir como se essa porra não fosse uma guerra.- Havia falado até demais, era o suficiente. A opinião de Boiak me importava mais do que as prováveis audiências que teria com a corte, meu sobrenome já havia se encarregado dessa discussão uma vez, não via motivo para ser diferente agora. Logo pensaria sobre o que fazer a seguir, mas por hora eu ainda tinha muito o que digerir.
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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  miltonviziak em Qui 27 Out 2016 - 7:35

Volg sabia da dificuldade que teria em convencer a menina, mas por incrivel que parece, até Volg estava impressionado com sua façanha.O fatasma o escutou e confiou em suas palavras, Volg ficava feliz por isso.


Shaíra não teve tanto sucesso.
Volg achou engraçado o teatrinho de sombras que ela fez e acabou se divertindo um pouco com isso.


Shaíra escreveu:Shaíra se esforçava sem muito sucesso, mesmo usando o seu dom para convence-la... Shaíra ria consigo mesma ao notar que a jovem não entendia nada do seu teatrinho...porém o desempenho de Volg a surpreendia, não esperava tamanha habilidade para um jovem Ahroun. Shaíra sorria para Volg, estava realmente impressionada com ele.

-- Volg... você me surpreendeu.. não esperava tal habilidade de um ahroun, mandou bem...

Acho que foi apenas sorte.

Em seguida ela olhou para os três lobisomens com a expressão triste de uma criança que terá que abandonar o seu melhor amigo. Murmurou algumas palavras em russo para Ahmed, que assentiu, tranquilizando-a.

Então ela ela começou a caminhar rumo ao vazio.  

Ahmed estendeu a mão para ajudar Shaíra a levantar-se e continuou segurando sua mão, em silêncio. Os três viram a pequena fantasma evanescer-se.

Shaíra escreveu:-- Realmente corajosa... nunca pensei na morte, imaginando que seria uma péssima guia... e.. Volg... se quiser, posso lhe ensinar a como rastrear... pode ser útil para quando tiver que seguir seus companheiros

Acho que seria bom aprender, pelo menos não chego tão tarde da proxima vez. disse olhando para o corte de Shaíra e sentindo-se culpado por ela ter adquirido aquela ferida.
O fantasma foi embora.E os três atravessaram a pelicula de volta para o mundo material, chegando lá Ahmed explicou:


- Bem, aí está a umbra, Volg. . disse o peregrino silencioso -  Na verdade, a parte em que estivemos se chama “Penumbra”. O mundo real ainda se projeta nela sob a forma de construções antigas, velhas árvores e outras coisas que têm algum significado importante na matéria. Depois vem a Umbra Rasa e aí as coisas começam a ficar interessantes. Lá tudo é possível. Há reinos que são verdadeiros paraísos, outros que mais parecem purgatórios e infernos. Há um reino onde você pode reviver as maiores batalhas já ocorridas para aprender com elas e muitos outros. Essa é a Umbra que nos interessa como guerrreiros de Gaia.  Para além dela está a Umbra Profunda mas é melhor deixá-la para theurges e outros garous experientes. E tudo o que você precisa saber sobre a Umbra Negra – a dos mortos – é: "não vá para lá". Finalmente, a umbra é nosso mundo tanto quanto o material, não se esqueça. Temos que ir matar uns malditos por lá de vez em quando.

Volg ouviu com atenção, gostaria de ir mais afundo depois para conhecer e poder treinar.Pelo jeito que Ahmed tinha falado parecia ser um bom lugar para aprender e poder treinar mais.Ficou até curioso sobre a tal umbra negra, que era o lugar dos mortos, mas com as habilidades no nivel que estava seria idiotice querer ir pra la, quem sabe quando fosse mais forte.

Ahmed, algum garou foi para a umbra negra e voltou vivo e são ?

Um uivo interrompeu a conversa. Era um chamado para reunirem-se no centro de Vaki.

- Se eu conheço os presas de prata vai haver algum tipo de cerimônia. É melhor irmos para lá.

Então vamos.


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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Klauss Krugger em Qui 27 Out 2016 - 13:52

Yuri escreveu:: -Devia estar tentando aconselhar seu amigo esquentado. Minhas garras não procuram por quem não devem. Não fui eu quem sugeriu que as coisas deveriam tomar esse rumo. Mas se espera que vou aguardar pela morte de braços abertos, sendo julgado por quem sou, e não pelo que fiz, sugiro que venha buscar sua parte do meu pescoço.

* Se Klauss estivesse na forma humana riria da situação, mas diante do desafio de Yuri empunha sua klaive de forma ofensiva.*

Yuri escreveu:-Foi você quem quis levar as coisas até esse ponto. Sei tão bem quanto qualquer um aqui o desperdício que essa luta seria. Mas se existe um Ahroun na face de Gaia que esconde sua face de uma luta, pode ter certeza que ele não sou eu.

-- Não seria uma luta Maculado, seria uma execução, ou por acaso você não sabe contar???

*A chegada do capitão de Yuri muda a situação.*

- Que está acontecendo aquí? – trovejou a voz poderosa de um garou que adentrava à sala. Mesmo em hominídeo a figura de Boiac era impressionante.

- Seu guerreiro maculado interrompeu uma execução limpa para dar um show de brutalidade. – respondeu Oleg com uma cara aborrecida – Por isso uivei, chamando-o.

Boiac olhou para o parente morto e deu uma gargalhada.

- Ah. E isso assustou suas meninas?

Oleg rangeu os dentes mas se conteve.

- Não, simplesmente esse não é o modo como nós fazemos as coisas. Somos melhores do que isso. – disse ele – E você me ouviu? Esse garou está maculado pela Wyrm. Pode não ter sido intencional mas, ainda assim, ele é um imã de bastardos e seu comportamento indica que está sucumbindo à podridão. É seu comandado, chamei-o por respeito, mas o rei e os philodox vão saber.

Boiac ficou olhando para Yuri enquanto ouvia as palavras de Oleg. Moveu a cabeça lentamente em concordância, sem tirar os olhos do cliath ou deixar a postura altiva.

- Sim, os philodox vão investigar até onde chega a mácula e o rei será avisado. - disse ao fim - Você me acompanha agora, Yuri.

Yuri escreveu:Eles esfolaram uma mulher viva, Boiak. Eu não podia engolir essa merda sem fazer nada.- Comecei, tentando me explicar após deixarmos o lugar. Continuei: -Fui eu quem sugeriu tomar reféns para serem interrogados, mas quando me dei conta do que haviam feito... Porra, eles mereciam algo bem pior do que eu dei para aquele desgraçado.- Remoí as lembranças brevemente mas logo prossegui: -Eu não me orgulho de fazer esse tipo de coisa. Mas eu faria de novo. E eu sinto muito por toda a perda de tempo que aquele pessoal causou, e por ter que fazer você se dar ao trabalho de me tirar de lá, mas Luna não me abençoou com tanta Fúria para abraçar uns filhos da puta como aqueles e fingir que não fizeram nada, dando a eles uma forte limpa. Eu sei do fardo que carrego, mas eu tenho controle sobre essa merda. No dia em que eu sequer entrar em um Frenesi da Wyrm, ficaria imensamente grato se você ou qualquer um que fosse me matasse, pois não será mais eu. Eu não sou um deles, Boiak. Eu só não vou deixar que Gaia seja estuprada e agir como se essa porra não fosse uma guerra.

Se Sangue do Dragão pertencer à Wyrm, eu mesmo o matarei. – disse Boiac olhando com desprezo para Alan, Klauss e Virgínia e amassando com o pé o que sobrou do crânio do parente– Mas ainda prefiro um cliath assim a esse bando de ratos e corações-moles que você trouxe ao exército, Oleg.

- Pois é assim que se sucumbe ao mal! - retrucou Oleg - Ninguém mais do que eu tem razões para odiar os espirais e seus asseclas, mas se agirmos como eles nos transformaremos no que são!

Quando Boiac saiu, Fiodor ordenou a Alain, Klauss e Virgínia:

- Executem os prisioneiros sem crueldade e depois dirijam-se ao palácio. Nós vamos nos apresentar ao rei.

*Olho para Alain e Virginia.*

-- Triunfo de Gaia, Aurora da Esperança vão com eles... *olho para Aurora da Esperança e falo em lingua Garou* Prometo que eles não será rápido e indolor ao contrário do que o Maculado iria fazer.

*Espero que Alain retire Virginia da casa e então coloco todos os parentes com a testa encostada na parede e com golpes de klaive corto a cabeça de todos e em seguida levo os corpos a um local onde ainda aja fogo e queimo os corpos.*



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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Alexyus em Qui 27 Out 2016 - 22:20

Alaín não via as coisas melhorarem, ao contrário. Virgínia se metera entre Yuri e Klauss, e era de se imaginar quem ia morrer primeiro. E os de posto maior nada faziam para ajudar. Até Karol dizer algo.

.
- Não é tão literal assim, Triunfo de Gaia– respondeu Karol, olhando com desprezo para os prisioneiros - Este não é um quinhão que possamos desejar. O que não justifica crueldade    

Triunfo de Gaia fez uma careta de desespero.

"Não, seu maldito idiota, o quinhão aqui é informação! Ninguém vai ganhar glória por matar inimigos rendidos e desarmados, nem a morte deles ajudará em nada a nossa causa, mas eles sabem coisas! Coisas que nós deveríamos descobrir para planejar nossos próximos passos! Os Espirais Negras não tardam, e logo atacarão Casa de Pedra novamente. Qualquer coisa que eles saibam seria útil! Mesmo depois do vexame desse Sangue do dragão, ainda podemos reverter a situação... Mas se você descartar a autoridade da Litania, só sobrará a força bruta para resolver essa droga de impasse...

- Que está acontecendo aquí? – trovejou a voz poderosa de um garou que adentrava à sala. Mesmo em hominídeo a figura de Boiac era impressionante.

- Seu guerreiro maculado interrompeu uma execução limpa para dar um show de brutalidade. – respondeu Oleg com uma cara aborrecida – Por isso uivei, chamando-o.

Boiac olhou para o parente morto e deu uma gargalhada.

- Ah. E isso assustou suas meninas?

Oleg rangeu os dentes mas se conteve.

- Não, simplesmente esse não é o modo como nós fazemos as coisas. Somos melhores do que isso. – disse ele – E você me ouviu? Esse garou está maculado pela Wyrm. Pode não ter sido intencional mas, ainda assim, ele é um imã de bastardos e seu comportamento indica que está sucumbindo à podridão. É seu comandado, chamei-o por respeito, mas o rei e os philodox vão saber.

Boiac ficou olhando para Yuri enquanto ouvia as palavras de Oleg. Moveu a cabeça lentamente em concordância, sem tirar os olhos do cliath ou deixar a postura altiva.

- Sim, os philodox vão investigar até onde chega a mácula e o rei será avisado. -  disse ao fim - Você me acompanha agora, Yuri.  

Alaín rosnou quase em uníssono ao ser chamado de menina. Boyak mostrou-se um presa de prata desprezível, encarnando todos os vícios ditatoriais que minavam a autoridade dos presas perante as outras tribos. E o pouco caso que ele mostrou diante de um maculado da Wyrm fez com que Triunfo desconfiasse se o próprio Boyak não estaria também contaminado. Infelizmente, não tinha os dons para averiguar isso. Portanto, apenas abaixou a arma e esperou que eles saíssem.

.Nesse momento foi ouvido um uivo conclamando a reunirem-se.

- Por que vocês não matam logo esses prisioneiros? - impacientou-se Boiac - Estão atrasando o discurso do rei e nossa saída dessa merda de cidade. Sem falar que seus roedores de ossos andam desgovernados pelos centro, "Rei Albrecht". Da asco ver como brigam entre si por cacarecos.

Oleg avançou em direção a Boiac mas Karol o conteve. Boiac encarou Oleg, desafiante.

- Basta! – disse Fiodor abandonando a calma proverbial – Cale-se e saia daqui, Boiac.

Boiac obedeceu ao ancião mas sem deixar a petulância.    

Triunfo já estava ansioso para começar um combate ali mesmo, pelo simples desejo de meter uma bala de prata na fuça convencida de Boyak. Teve que se esforçar para controlar se.

. - Se Sangue do Dragão pertencer à Wyrm, eu mesmo o matarei. – disse Boiac olhando com desprezo para Alan, Klauss e Virgínia  e amassando com o pé o que sobrou do crânio do parente– Mas ainda prefiro um cliath assim a esse bando de ratos e corações-moles que você trouxe ao exército, Oleg.

- Pois é assim que se sucumbe ao mal! - retrucou Oleg - Ninguém mais do que eu tem razões para odiar os espirais e seus asseclas, mas se agirmos como eles nos transformaremos no que são!

Finalmente Alaín ouviu outro garou dizer o que ele mesmo pensava, e isso fez com que ele ficasse um pouco menos frustrado. Mas ainda estava se controlando para não ceder à vontade extrema de abrir a cabeça oca de Boyak à procura de algum neurônio que não tivesse morrido por falta de uso.

 !

Quando Boiac saiu, Fiodor ordenou a Alain, Klauss e Virgínia:

- Executem os prisioneiros sem crueldade e depois dirijam-se ao palácio. Nós vamos nos apresentar ao rei.

Oleg ratificou a ordem. Seus pelos ainda estavam eriçados.

A matilha de posto alto então saiu, deixando, como sempre ocorre, o trabalho sujo para os cliaths e forsterns.  

Alaín ouviu a ordem que agradaria a Boyak duas vezes, mas não se precipitou em obedecer. Klauss já estava a postos, mas Triunfo de Gaia respondeu:

- Por mais que eu goste de hierarquia e discurso de vitória, ainda vou interrogar os reféns. Aurora da Esperança, vamos fazer o ritual de purificação neles e depois disso quero que você volte a examiná-los quanto à mácula da Wyrm. Só então vou interrogá-los com a Verdade de Gaia. Os que estiverem limpos e cooperarem serão poupados. Se quiser esperar, Klauss, entregarei os irrecuperável à sua execução, mas se preferir ir, eu mesmo me encarregarei disso.

Alaín sabia que a chance de haver algum inocente entre eles era mínima, mas era melhor certificar-se do que cometer erros movido pela pressa de algum estúpido ancião presa de prata.
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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Klauss Krugger em Sab 29 Out 2016 - 8:15

- Por mais que eu goste de hierarquia e discurso de vitória, ainda vou interrogar os reféns. Aurora da Esperança, vamos fazer o ritual de purificação neles e depois disso quero que você volte a examiná-los quanto à mácula da Wyrm. Só então vou interrogá-los com a Verdade de Gaia. Os que estiverem limpos e cooperarem serão poupados. Se quiser esperar, Klauss, entregarei os irrecuperável à sua execução, mas se preferir ir, eu mesmo me encarregarei disso.

-- Se faz tanta questão do interrogatório, fique a vontade, apenas peço que deixe um dos irrecuperáveis para mim, vou precisar de um deles para as iniciações de Volg, vou com eles *falo enquanto junto as armas dos parentes em seguida acompanho os demais* se algo sair do controle uivem por ajuda.

*Corro até alcançar Oleg e o resto da tropa.*

-- Oleg-rya, Triunfo de Gaia e Aurora da esperança resolveram interrogar e purificar os refens caso algum deles ainda tenha chance de ser purificado, e iram se livrar dos demais.


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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Natalie em Dom 30 Out 2016 - 2:24

Virginia foi tirada da frente como se estivesse falando besteira, enquanto os machos continuavam a falar besteiras pra se provocar.

Aí chegou outro chefe presa de prata, mas em vez de acalmar os ânimos, ele ficou provocando Oleg e os outros. Mas quando ele falou dos roedores de ossos bagunçando, Aurora lembrou que ele tinha pedido pra ela ficar de olho neles.

-Desculpe, Oleg, eu devia ter ficado de olho neles....

Pelo menos a confusao foi resolvida sem ninguém se ferir.

Oleg deu ordem pra matar os refens e saiu atras do outro presa de prata mala, e Klauss ja estava se preparando paracumprir a ordem, mas Alain ainda queria interrogar os refens. Virginia a chou boa a preocupaćão  dele com algum inocente, mas estava descofiada da utilidade disso. Mas ele eda o alfa e ela tinha qie sevui@-lo senao fivesse um plano melhor.

Preparou um unico grande ritual de purificação para todos os parentes e depois usou o sentir a wyrm em cada um deles.


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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Lua em Ter 1 Nov 2016 - 20:59

Alain, Klauss e Virgínia :
Modificadores:
Formas: Alain, Klauss e Virgínia em crinos.
Parentes: 8 e 7 sãos; 2, 3 e 4 gravemente feridos (-2 dados).


Lua escreveu:Fiodor ordenou a Alain, Klauss e Virgínia:

- Executem os prisioneiros sem crueldade e depois dirijam-se ao palácio. Nós vamos nos apresentar ao rei.


Klauss escreveu:- Triunfo de Gaia, Aurora da Esperança vão com eles... *olho para Aurora da Esperança e falo em lingua Garou* Prometo que eles não será rápido e indolor ao contrário do que o Maculado iria fazer.


Triunfo de Gaia respondeu:


Alexyus escreveu:- Por mais que eu goste de hierarquia e discurso de vitória, ainda vou interrogar os reféns. Aurora da Esperança, vamos fazer o ritual de purificação neles e depois disso quero que você volte a examiná-los quanto à mácula da Wyrm. Só então vou interrogá-los com a Verdade de Gaia. Os que estiverem limpos e cooperarem serão poupados. Se quiser esperar, Klauss, entregarei os irrecuperável à sua execução, mas se preferir ir, eu mesmo me encarregarei disso.

Klauss escreveu:-- Se faz tanta questão do interrogatório, fique a vontade, apenas peço que deixe um dos irrecuperáveis para mim, vou precisar de um deles para as iniciações de Volg, vou com eles *falo enquanto junto as armas dos parentes em seguida acompanho os demais* se algo sair do controle uivem por ajuda.


Klauss foi atrás de Oleg.


Klauss escreveu:-- Oleg-rya, Triunfo de Gaia e Aurora da esperança resolveram interrogar e purificar os refens caso algum deles ainda tenha chance de ser purificado, e iram se livrar dos demais.


Oleg respirou fundo. Ele o os russos já estavam em hominídeo mas a fúria ainda emanava e Oleg teve que fazer um esforço de vontade para não reagir mal à informação.

- Quando é que esses garotos vão compreender que a gente não fica velho à toa? – disse finalmente, balançando a cabeça - Só espero que não façam uma tolice maior do que perder tempo.

Em seguida o grupo encaminhou-se ao centro de Vaki, para o discurso do rei.

Alain permaneceu na sala com os cinco prisioneiros que restavam, os quais se encontravam encostados à parede do fundo. Dois deles estavam sãos, os outros três haviam sido feridos por Klauss e se achavam gravemente feridos.

Alain verificou a arma em suas mãos. Ainda havia duas balas de prata no pente. Não havia mais armas na sala, pois Klauss as levara consigo. Tampouco munição.

Virgínia preparava-se para o ritual. Na casa havia água limpa em qualquer torneira e, na copa, ela poderia encontrar fósforos se precisasse de fogo. Apesar da destruição da cidade, com um pouco mais de empenho poderia achar ramos e outros objetos naturais do lado de fora da casa.


(descrevam o ritual: onde, como, etc).

Jackal:

Lua escreveu:Um pouco mais tarde, Glinka começou a falar, pisando em ovos:

- Então… Ouvimos uma ameaça ao rei. Trata-se Horus e Nithar… dois garous de minha tribo…


Garras de Sangue escreveu:-- Antes de minha primeira mudança fui sequestrado por vampiros do clã assamita, ao passar minha primeira mudança eliminei meu algoz e fui encontrado por Horus e Nitar, que me trouxeram até aqui, provavelmente me abandonaram pois não tenho interesse na Bruxaria Amarga, nem em promover justiça contra quem fez o que devia ser feito.

Ao ouvir falar em Bruxaria Amarga, Boris e Kader se entreolharam um pouco confusos. Mas as palavras de Glinka e Jackal já haviam chamado a atenção de outro garou, que se aproximou rapidamente.

- Deixem-me cuidar disso, Boris e Kader-yuf. Sei do que se trata.– disse o garou em uma voz rouca e sussurrante – Eu os manterei informados.

Os dois philodox parecim ter muita confiança no garou pois assentiram em silêncio e voltaram para perto do rei.

Jackal olhou para o rei Vladimir de relance. Era um garou forte de cerca de cinquenta anos, com cabelos e barba de comprimentos médios. Estava vestido com um traje tático mas sua majestade era algo perceptível. Tinha uma expressão de rigor e sabedoria.

O garou que acabava de abordá-los, por sua vez,  teria a mesma idade do rei ou talvez um pouco menos. Usava um manto branco cerimonial sobre o qual se inscreviam muitos símbolos desconhecidos bordados em fios prateados. Seu cheiro era estranho, ainda que não desagradável. Evocava lugares úmidos e sombrios, como o interior de uma catacumba.

- Assim que a Bruxaria Amarga está nos rondando… - disse ele - Não creio muito em suas ameaças, Horus e Nithar não são tão poderosos assim. Mas se pensam em prejudicar o rei, deverão ser eliminados. A tribo de vocês, aliás, nos está dando muito trabalho. Se continuar assim, teremos que esmagar os insurgentes e o sangue de peregrinos silenciosos, infelizmente, correrá. Aviso para que se posicionem desde já.

- Nossa posição é conhecida. – falou Glinka – Servimos ao rei.

- Melhor nos misturarmos aos resto dos garous. - cortou o pragmático Ieraks - Se Hórus e Nithar aparecerem, o senhor verá com quem está nossa lealdade, Lorde Efim. Recomendo que não os subestime e faça um plano de ação para proteger o rei.

Jackal ouvia tudo aquilo de uma posição um tanto estranha. Era um estrangeiro recém-chegado e acabara indo parar entre a elite dos conquistadores de uma cidade de que nunca ouvira falar. Ninguém ali era seu amigo ou inimigo. Não havia vampiros por lá e sim garous como o duo de barbudos, o tal Lorde Efim ou o próprio rei. Lobisomens poderosos o suficiente para resultar em aliados valiosos ou inimigos bastante incômodos.

Glinka e Ieraks se despediram e partiram, deixando Jackal sozinho com Lorde Efim, que parecia pouco interessado nele. O rei arrumava sua vestimenta e limpava a garganta antes de ir ao balcão. Zeloso de sua aparência, vestiu um capote militar e depois decidiu retirá-lo, deixando-o dobrado sobre uma cadeira.

Então Jackal escutou uma voz em sua cabeça.

<< Jackal, sou Hórus. De onde estamos podemos vê-lo. Muito bem! Está perto do rei. Ouça… consiga-nos alguma coisa do “soberano”. Um objeto, um pedaço de roupa, um fio de cabelo.. o que quer que lhe pertença e nos traga. Estamos incógnitos mas, assim que você sair do palácio, iremos secretamente até você. Faça isso em nome dos caminhos que percorremos juntos e será bem recompensado*..>>

off:
* Executando a tarefa, Jackal ganhará, sem gasto de xp, 1 dom ou ritual de nível 1 a escolha, desde que seja de sua raça, augúrio ou tribo ou 1 ponto em qualquer antecedente permitido aos Peregrinos Silenciosos.

Shaíra e Volg:

miltonvisiak escreveu:Ahmed, algum garou foi para a umbra negra e voltou vivo e são ?


- Sim! Vários. – respondeu Ahmed - Acho que todas as tribos têm algum tipo de ritual para alcançar a Umbra Negra e alguns garous, eventualmente, o fazem e voltam para contar. A pergunta, no entanto, é por que ir para lá? A minha tribo e de Shaíra, os Peregrinos Silenciosos, busca na Umbra Negra uma forma de reestabelecer o contato com os nossos ancestrais perdidos.  Quanto às outras, não sei porque o fariam. Talvez tenham seus próprios segredos a buscar. Há excêntricos para tudo, Volg. Tenho um amigo que adora a Umbra Negra, o Risos na Tumba. Você o conheceu, Shaíra, lá na taverna em Casablanca…

Ahmed enfatizou a última frase segurando o braço de Shaíra de um modo tão familiar e espontâneo quanto faria um casal. Ela lembrou-se do passeio em Dazil.

Os três puseram-se a caminho do centro de Vaki. Uns instantes depois, no entanto, Ahmed se deteve com uma careta.

- O cachorro! – disse – Me esqueci dele. Tenho que colocá-lo a salvo, foi uma promessa. Encontro vocês na frente do palácio.

Em seguida saiu correndo como só os peregrinos silenciosos conseguem.

Shaíra e Volg foram até o centro. A destruição havia sido imensa mas já não havia tanto caos.

Quase todas as caras conhecidas estavam por lá, esperando o pronunciamento do rei.  Volg viu mãos agitando-se em sua direção. Eram os cliaths, chamando-o.

Quando aproximou-se, começou a entender o que significa ter reputação entre os garous. Os garotos o cercaram, fazendo muitas  perguntas sobre o combate e o dançarino que ele matou. Estavam admirados e alguns até com um pouco de inveja. E isso que nem sabiam de sua ajuda ao fantasma.

- Como foi a invasão? Você participou? - perguntou Piotr.

- Asel disse que você matou um dançarino da espiral negra, é verdade? - quis saber a ahroun Katrina.

- Assim, sem estar em frenesi? Com foi? - indagaram ao mesmo tempo os gêmeos Vladimir e Vladislav.

- Conta tudo! - praticamente ordenou o galliard Georgy.

Shaíra via de longe o sucesso que o pequeno fazia entre o mais jovens. Então ela sentiu dois vultos se aproximarem, um de cada lado.

- Oi! – disse Glinka com cara alegre.

- Oi! – disse também Agai. E depois, um pouco mais sério, vendo sua ferida: - Hum.. Temos que achar um theurge para cuidar disso. Quer que eu busque um?

Yuri:

Zayrus escreveu:-Eles esfolaram uma mulher viva, Boiak. Eu não podia engolir essa merda sem fazer nada.- Comecei, tentando me explicar após deixarmos o lugar. Continuei: -Fui eu quem sugeriu tomar reféns para serem interrogados, mas quando me dei conta do que haviam feito... Porra, eles mereciam algo bem pior do que eu dei para aquele desgraçado.- Remoí as lembranças brevemente mas logo prossegui: -Eu não me orgulho de fazer esse tipo de coisa. Mas eu faria de novo. E eu sinto muito por toda a perda de tempo que aquele pessoal causou, e por ter que fazer você se dar ao trabalho de me tirar de lá, mas Luna não me abençoou com tanta Fúria para abraçar uns filhos da puta como aqueles e fingir que não fizeram nada, dando a eles uma forte limpa. Eu sei do fardo que carrego, mas eu tenho controle sobre essa merda. No dia em que eu sequer entrar em um Frenesi da Wyrm, ficaria imensamente grato se você ou qualquer um que fosse me matasse, pois não será mais eu. Eu não sou um deles, Boiak. Eu só não vou deixar que Gaia seja estuprada e agir como se essa porra não fosse uma guerra.- Havia falado até demais, era o suficiente. A opinião de Boiak me importava mais do que as prováveis audiências que teria com a corte, meu sobrenome já havia se encarregado dessa discussão uma vez, não via motivo para ser diferente agora. Logo pensaria sobre o que fazer a seguir, mas por hora eu ainda tinha muito o que digerir.


- Sem dramas. – cortou Boiak – Se eu achar que devo matá-lo, eu vou fazê-lo com ou sem frenesi.  Mas minha inclinação é protegê-lo. Não por bons sentimentos ou porque tenha alguma simpatia especial por você mas porque é meu tipo de guerreiro. Você tem claro que estamos em guerra e que nela  há “nós” e “eles”, sem bobagens humanitárias para quem nem gente mais é. Mas não vou decidir nada sem falar com meu philodox primeiro.

Boiak não falou mais até chegarem ao centro de Vaki. Lá encontraram com o resto de sua tropa. Apresentaram-se ao rei e se mantiveram visíveis, mas o tártaro preferiu não juntar-se aos outros capitães. Em vez disso, indicou à tropa que subisse a uma pequena colina, onde poderiam escutar o pronunciamento isolados. Em seguida explicou a situação de Yuri aos demais.

Yuri se viu em meio àqueles companheiros com que lutara lado a lado mas que ainda não tivera tempo de conhecer de fato. Ali estavam seu quase homônimo Yuri Voldanovich, sobrinho do rei Vladi e a quem chamavam de Lorde ou mesmo de Príncipe Yuri; o calado e habilidoso ahroun Julius; a bela e combativa Daria; o grandalhão Igor; o ragabash cazaque Sanjar, estrategista do grupo, e o mais importante naquele momento: o philodox Nicolai.

Olhavam-no de um modo neutro, aparentemente sem pré-julgamentos.

- Agora quero que você nos conte tudo, Yuri. – disse Boiak – Os fatos secos, sem histórias tristes ou falatório. Se decidirmos defendê-lo perante os philodox do rei, teremos que saber tudo para traçar estratégias. E, acredite-me, você irá precisar. O rei trouxe os senhores das sombras de Mordvin e os garras vermelhas de Volovan também para tentar a paz entre eles. Veio acompanhado de muitos e bons philodox, portanto. Boris é philodox, Kader é philodox, sem falar em Karol e nos que vieram de fora. Os três primeiros são athros. Se você não for esperto, eles irão “esfolá-lo” pior do que os doidos àquela mulher. Então conte-nos todos os seus “pecados”. E méritos também. Será bem melhor se tiver façanhas capazes de inclinar nossas balanças e as dos meia-luas a seu favor.


Off:
Zayrus, eu conheço seu prólogo, não precisa estender-se muito, só o suficiente para que saibam com claridade quem Yuri é, o que tem a esconder e a ressaltar. Dica: não subestime este post.

Klauss:
Klauss chegou ao centro de Vaki em companhia de Oleg e dos presas de prata russos. Com eles cruzou novamente a ponte sobre o fosso que circundava o palácio, atravessou o sinistro hall e subiu pela escura escadaria em caracol até o terceiro pavimento, onde havia matado o rei dos dançarinos da espiral negra.

No caminho esbarrou com dois peregrinos silenciosos de batalhão. O jovem Glinka de longos cabelos e Ieraks, um homem mais velho que, em geral, andava acompanhado de uma águia dourada. Ambos cumprimentaram-nos rapidamente e seguiram seu caminho para baixo.

O terceiro piso parecia menos sombrio agora. A grande porta que dava ao balcão estava aberta para o discurso do rei e todo o costumeiro séquito que acompanha os presas de prata de em posição de poder se achava presente.

Ali estavam Boris e Kader e alguns de seus homens de posto mais alto. Um garou do grupo de Kader que até então se vira bem sóbrio, agora aparecia em um vistoso manto branco, bordado com obscuros desenhos prateados. Também estavam Mordvin e Volovan e alguns garous fortes que certamente faziam a guarda.

Em meio àqueles garous, Klauss viu um garoto de trajes tuaregs que ele não havia visto antes no exército mas que parecia ser conhecido dos que já estavam na torre. Ele observava o rei.

O rei Vladi olhou para fora, queixando-se da ausência de Boiak e de seu sobrinho Yuri Voldanovich. A tropa de Boiak era vista encarapitada em uma colina, parecendo mais entretida com sua própria conversa do que expectante das palavras do rei. Entre eles estava Yuri Sangue do Dragão, a quem estavam dando bastante atenção naquele momento.

Abaixo, entre os garous que esperavam o discurso, Klauss viu Shaíra e Volg. A jovem recebia atenção de Agai e Glinka, o qual aparentemente perdera toda a pressa ao aproximar-se dela.

Volg estava circundado pelos cliaths, que pareciam empolgados com sua presença. Fiodor sorriu satisfeito.

- Está indo muito bem o filhote. – disse ele – Assim que sairmos daqui e acamparmos em algum lugar decente, vou levá-lo para a umbra para que peça aos espíritos que lhe ensinem alguns dons e para dar-lhe algumas informações sobre a Tríade. Então estará pronto para o Ritual de Passagem. Aliás, acredito que já está.

- Enquanto você fizer isso, Fiodor, eu ensinarei a Klauss o ritual para admitir o pequeno entre a nação garou. – disse Karol.

E, dirigindo-se a Klauss, acrescentou:

- Vou lhe ensinar o ritual como fazemos os presas de prata mas certamente você ainda se lembra de sua própria cerimônia de passagem e pode adaptá-la a um cria de fenris. Quanto ao desafio, já tem algo em mente?


*Rodrigo*Alexey    *Mitzuki  


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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  miltonviziak em Qui 3 Nov 2016 - 18:21

Escutou a explicação de Ahmed sobre a umbra negra, pensou o que poderia encontrar indo la.Quem sabe um dia, podera ir la para enfrentar seus medos ainda que não os demonstre para ninguém, ou então como um treinamento, colocar-se em risco e chegar até o limite e voltar mais forte.Talvez depois de um tempo, quando estivesse um pouco mais acostumado a ficar na forma crinos, poderia conversar com Klass se existe algum tipo de treinamento na umbra negra.
Por enquanto ficaria em silencio.


- O cachorro! – disse – Me esqueci dele. Tenho que colocá-lo a salvo, foi uma promessa. Encontro vocês na frente do palácio. 

Em seguida saiu correndo como só os peregrinos silenciosos conseguem.

Shaíra e Volg foram até o centro. A destruição havia sido imensa mas já não havia tanto caos.

Volg olhou em volta e viu pela primeira vez a destruição que uma guerra poderia fazer, e isso não é uma guerra normal, igual a que você ve em filmes ou escuta em histórias, era uma guerra muito mais dificil e sangrenta.
Casas totalmente queimadas e destruidas, provavelmente iria se acostumar com essa vista.


Quase todas as caras conhecidas estavam por lá, esperando o pronunciamento do rei.  Volg viu mãos agitando-se em sua direção. Eram os cliaths, chamando-o. 

Quando aproximou-se, começou a entender o que significa ter reputação entre os garous. Os garotos o cercaram, fazendo muitas  perguntas sobre o combate e o dançarino que ele matou. Estavam admirados e alguns até com um pouco de inveja. E isso que nem sabiam de sua ajuda ao fantasma.

- Como foi a invasão? Você participou? - perguntou Piotr.

- Asel disse que você matou um dançarino da espiral negra, é verdade? - quis saber a ahroun Katrina.

- Assim, sem estar em frenesi? Com foi? - indagaram ao mesmo tempo os gêmeos Vladimir e Vladislav. 

- Conta tudo! - praticamente ordenou o galliard Georgy.

Volg estava rodeado de gente, todos estavam empolgados e com todas aquelas perguntas sendo feitas ao mesmo tempo, não gostava muito disso, ele não gostava muito de ser o centro da atenção, mas dessa vez não tinha jeito, então Volg ainda com o rosto sério respondeu as perguntas.

-Não participei da invasão Piotr, minhas ordens eram pra ficar no hospital ajudando quem chegasse com vida.

-Matei o dançarino que tentou me raptar.
fez pausa por um momento e continuou.

-Não entrei em frenesi, acho que consegui porque sempre fui um lutador desde pequeno, apesar de nunca ter lutado com esse tipo de coisa.Tive que matar ele, além de tentar me raptar, eles iam fazer mal ao grupo que me ajudou depois da primeira transformação e pelo que vi são nossos inimigos mortais.


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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Natalie em Qui 3 Nov 2016 - 18:31

Virginia arrumou um balde ou outro recipiente para levar a agua limpa para o ritual. Ela falou para Triunfo de Gaia:

- Acho melhor fazer um ritual para cada um deles, assim sera mais facil dar certo e não preciso gastar gnose com isso.

Aurora da Esperança pegou ramos de vegetação em volta da casa e fez Alain trazer um de cada vez para a frente da casa, onde ela faria o ritual.

Com cada um ela usaria dois ramos, um com fogo para fazer um círculo em volta da pessoa e outro para respingar agua pura sobre os parentes maculados, enquanto uivava para espantar os espíritos corruptores.

E Alain só ia poder começar o interogatório depois que ela fizesse o último ritual, já que não tinham quem ficasse de olho nos parentes além deles dois.


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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Cetza em Sex 4 Nov 2016 - 9:30

- Sim! Vários. – respondeu Ahmed - Acho que todas as tribos têm algum tipo de ritual para alcançar a Umbra Negra e alguns garous, eventualmente, o fazem e voltam para contar. A pergunta, no entanto, é por que ir para lá? A minha tribo e de Shaíra, os Peregrinos Silenciosos, busca na Umbra Negra uma forma de reestabelecer o contato com os nossos ancestrais perdidos. Quanto às outras, não sei porque o fariam. Talvez tenham seus próprios segredos a buscar. Há excêntricos para tudo, Volg. Tenho um amigo que adora a Umbra Negra, o Risos na Tumba. Você o conheceu, Shaíra, lá na taverna em Casablanca…

Shaíra sorria levemente com a pergunta de Volg, para ela a Umbra Negra era um local perigoso e que devia ser evitado e Volg era apenas um filhote e já demostrava coragem para se embrenhar nos Mundos Encobertos... -- Volg, a Umbra é terreno dos Theurges... é muito perigoso se embrenhar em tais lugares sem o auxílio de um.. espíritos são caprichosos... olhe por exemplo dessa criança.. como foi complicado convence-la... agora imagine negociar com entidades tão estranhas... a precaução é a melhor arma... ao menos para um ragabash... Shaíra pousava a pata no ombro de Volg -- Bem.. como disse, andando com nós ragabash, acredito que será o Ahroun mais esperto entre os seus... hihihi... Shaíra olhava para Ahmed forjando estar surpresa com a notícia --Não sabia... ele disfarça tão bem... mas falando sério... ele adora a Umbra Negra... não esperava que ele fosse... tão longe....

Quase todas as caras conhecidas estavam por lá, esperando o pronunciamento do rei. Volg viu mãos agitando-se em sua direção. Eram os cliaths, chamando-o.

Shaíra colocava a mão na cabeça de Volg e bagunçava levemente os cabelos dele -- Vai lá Volg...é seu momento de glória... conte a todos seus feitos... e... não se acanhe de aumentar um pouquinho... Shaíra ria levemente com a brincadeira que fizera...

Shaíra via de longe o sucesso que o pequeno fazia entre o mais jovens. Então ela sentiu dois vultos se aproximarem, um de cada lado.
- Oi! – disse Glinka com cara alegre.
- Oi! – disse também Agai. E depois, um pouco mais sério, vendo sua ferida: - Hum.. Temos que achar um theurge para cuidar disso. Quer que eu busque um?
Shaíra se assustava levemente com a aparição repentina dos dois senhores das sombras, ela se virava para vê-los e sorria feliz em saber que estavam bem. -- Olá.. que bom que ficaram bem e ... Agai, obrigada novamente pelos treinos com arco... me foram bem úteis... Shaíra olhava para sua ferida e depois voltava-se aos dois senhores das sombras -- Isso... é.. vai ficar uma bela marca... vai ser complicado explicar isso à minha tia... e... seria bem mesmo ver um theurge...obrigada...


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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  miltonviziak em Sab 5 Nov 2016 - 18:48

Shaíra escreveu:Shaíra sorria levemente com a pergunta de Volg, para ela a Umbra Negra era um local perigoso e que devia ser evitado e Volg era apenas um filhote e já demostrava coragem para se embrenhar nos Mundos Encobertos... -- Volg, a Umbra é terreno dos Theurges... é muito perigoso se embrenhar em tais lugares sem o auxílio de um.. espíritos são caprichosos... olhe por exemplo dessa criança.. como foi complicado convence-la... agora imagine negociar com entidades tão estranhas... a precaução é a melhor arma... ao menos para um ragabash... Shaíra pousava a pata no ombro de Volg -- Bem.. como disse, andando com nós ragabash, acredito que será o Ahroun mais esperto entre os seus... hihihi... Shaíra olhava para Ahmed forjando estar surpresa com a notícia --Não sabia... ele disfarça tão bem... mas falando sério... ele adora a Umbra Negra... não esperava que ele fosse... tão longe....

Volg acenou concordando com as palavras de Shaíra e respondeu:Meu treinador de boxe, alem de treinar muito a fisica, me fazia treinar tambem a estretageia.

Shaíra escreveu:Shaíra colocava a mão na cabeça de Volg e bagunçava levemente os cabelos dele -- Vai lá Volg...é seu momento de glória... conte a todos seus feitos... e... não se acanhe de aumentar um pouquinho... Shaíra ria levemente com a brincadeira que fizera...
Volg olhou para ela e deu um pequeno sorriso.

Eu vou, mas não gosto muito de estar rodeado.


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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Zayrus em Ter 8 Nov 2016 - 2:15

Ergui uma sobrancelha com o princípio da resposta de Vaki, olhado-o com certa surpresa, mas não sabendo ao certo como reagir àquilo. Após o término de sua fala compreendi melhor suas motivações, e suas palavras não me embaraçando tanto. Era o jeito dele, afinal, sua personalidade, seu jeito de lutar A Guerra. Não podia dizer que ele era a criatura mais simpática do mundo, mas estava certo que preferia lutar do seu lado do que contra ele. Isso era o suficiente para ele ter meu respeito, e não acreditava que ele se importasse com nada além disso vindo de mim. Não éramos amigos de escola, afinal, éramos camaradas de arma. E um camarada costuma valer muito mais do que a maioria dos seus amigos quando tripas começam abandonar seus corpos.



Tomei alguns momentos para apreciar a vista do local o qual ocupamos após me reagrupar com o restante da tropa. Eu imaginava que um momento como aquele deveria ser um prato cheio para os Bardos. Mas a realidade era bem mais seca. Não havia nada de glamuroso pairando sobre o ar, muitas vidas haviam sido perdidas, e a maioria delas cairia no esquecimento. O feito, o mito, os contos... eram mais importantes do que os braços que os construíam. Suspirei, me realinhando com a situação com a qual eu me deparava na medida em que Boiak começava a falar.

Me senti satisfeito por não precisar endoçar nada em minhas falas. Não apenas isso, mas o olhar altruísta de todos era reconfortante. Me sentia à vontade para falar, e isso não era exatamente comum. Confirmei com a cabeça após as instruções de Boiak e comecei:
-Quando ainda era criança matei um Parente. Isso aconteceu por legítima defesa, tanto que o evento foi desencadeado pela minha primeira transformação. É um acontecimento que já foi esclarecido oficialmente... O Parente foi o responsável pela minha mácula.- Fechei os punhos e contive as lembranças para continuar: -Ainda jovem vivi alguns anos ao norte, junto dos Siberakh, e protagonizei alguns feitos sob seu estandarte. Creio que nada disso importe hoje, mas venci algumas boas batalhas enquanto sobre solo siberiano. Após esse período voltei ao seio da Lua Crescente. Quanto a batalha... Bom, estive com vocês, são testemunhas melhores que eu para atestarem o que fiz. O incidente na cabana aconteceu por descontrole da minha parte ao dar o tratamento adequado a Parentes maculados que estavam associados a torturadores. Associaram a forma como agi à mácula. Estupidez, mas não os culpo. O que agravou a situação foi os ânimos de um Garou em específico, acho que não estaria tomando o tempo de todos com essa merda não fosse por isso. Mas acredito que é tudo...- Relutei por um instante mas acabei falando: -A não ser que vocês considerem meu nome algo relevante.- "Como se nascer fosse algum mérito." Eu odiava ter que dizer aquilo, mas havia me pedido tudo. Foi o que os dei.
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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Alexyus em Ter 8 Nov 2016 - 3:38

Alaín concordou com as sugestões de Virgínia, já que ela era a especialista em rituais. Fez tudo que ela sugeriu e manteve vigilância atenta sobre os reféns.

Tinha apenas duas balas, uma pra cada refém ainda em condições de combate. Mas fisicamente ainda era superior a eles.

Esperou que o ritual desse certo para que ele pudesse salvar algum inocente de uma morte injustificada.
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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Klauss Krugger em Ter 8 Nov 2016 - 10:43

   Klauss escreveu:
   -- Oleg-rya, Triunfo de Gaia e Aurora da esperança resolveram interrogar e purificar os refens caso algum deles ainda tenha chance de ser purificado, e iram se livrar dos demais.

Oleg respirou fundo. Ele o os russos já estavam em hominídeo mas a fúria ainda emanava e Oleg teve que fazer um esforço de vontade para não reagir mal à informação.

- Quando é que esses garotos vão compreender que a gente não fica velho à toa? – disse finalmente, balançando a cabeça - Só espero que não façam uma tolice maior do que perder tempo.

*Volto a forma humana enquanto entrego as armas com balas de prata para Oleg.*

-- Não leve a ação de Triunfo de Gaia como desobediência a uma ordem direta sua Oleg-rya, faz parte da natureza de Alain buscar a perfeição em tudo, quem sabe ele não descobre alguma coisa importante com os parentes ou mesmo se Virginia conseguir purificar um deles que seja, acredito que Gaia gostaria muito disso, assim evitariamos uma morte sem necessidade... nem que seja apenas uma.

*O resto do caminho até Vaki permaneço em silencio.*

No caminho esbarrou com dois peregrinos silenciosos de batalhão. O jovem Glinka de longos cabelos e Ieraks, um homem mais velho que, em geral, andava acompanhado de uma águia dourada. Ambos cumprimentaram-nos rapidamente e seguiram seu caminho para baixo.

*Aceno positivamente com a cabeça enquanto subo as escadas.*

O terceiro piso parecia menos sombrio agora. A grande porta que dava ao balcão estava aberta para o discurso do rei e todo o costumeiro séquito que acompanha os presas de prata de em posição de poder se achava presente.

Ali estavam Boris e Kader e alguns de seus homens de posto mais alto. Um garou do grupo de Kader que até então se vira bem sóbrio, agora aparecia em um vistoso manto branco, bordado com obscuros desenhos prateados. Também estavam Mordvin e Volovan e alguns garous fortes que certamente faziam a guarda.

Em meio àqueles garous, Klauss viu um garoto de trajes tuaregs que ele não havia visto antes no exército mas que parecia ser conhecido dos que já estavam na torre. Ele observava o rei.

O rei Vladi olhou para fora, queixando-se da ausência de Boiak e de seu sobrinho Yuri Voldanovich. A tropa de Boiak era vista encarapitada em uma colina, parecendo mais entretida com sua própria conversa do que expectante das palavras do rei. Entre eles estava Yuri Sangue do Dragão, a quem estavam dando bastante atenção naquele momento.

Abaixo, entre os garous que esperavam o discurso, Klauss viu Shaíra e Volg. A jovem recebia atenção de Agai e Glinka, o qual aparentemente perdera toda a pressa ao aproximar-se dela.

*Observo a todos permanecendo próximo a tropa de Oleg.*

- Está indo muito bem o filhote. – disse ele – Assim que sairmos daqui e acamparmos em algum lugar decente, vou levá-lo para a umbra para que peça aos espíritos que lhe ensinem alguns dons e para dar-lhe algumas informações sobre a Tríade. Então estará pronto para o Ritual de Passagem. Aliás, acredito que já está.

- Enquanto você fizer isso, Fiodor, eu ensinarei a Klauss o ritual para admitir o pequeno entre a nação garou. – disse Karol.

E, dirigindo-se a Klauss, acrescentou:

- Vou lhe ensinar o ritual como fazemos os presas de prata mas certamente você ainda se lembra de sua própria cerimônia de passagem e pode adaptá-la a um cria de fenris. Quanto ao desafio, já tem algo em mente?

*Não contenho o sorriso.*

-- Bem na realidade já tenho sim, como sabem minha tribo costuma fazer combates nos nossos rituais de passagem, por isso pedi a Alain que mantenha um dos parentes corrompidos vivo, quero ver como o garoto se sai lutando.


Última edição por Klauss Krugger em Ter 8 Nov 2016 - 12:29, editado 1 vez(es)


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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Lua em Ter 8 Nov 2016 - 11:08

Alain e Virgínia:
Virgínia deu uma olhada nas salas do local e acabou achando uma pequena copa. Lá, ao lado de uma pia, havia um samovar com uma grande chaleira decorada com intrincados arabescos que era mais atraente do que os velhos baldes meio sujos que ela encontrou no armário de limpeza. Encheu-a de água e tomou uma caixa de fósforos para o fogo.

Ainda havia xícaras postas de boca para baixo para secar e uma faca suja de cobertura de bolo no fundo da pia. Alguém teria levado uma bronca de seus companheiros de trabalho. Alguém havia levado bolo ao trabalho. Alguém que, se não estivesse entre os poucos reféns resgatados, naquele momento estaria morto, queimando em uma das muitas piras que ardiam na cidade.

Uma sensação de algo não estava bem tomou Virgínia.

Em seguida ela saiu da casa. A manhã estava fria, o outono se instalava. A maioria dos garous havia ido ao centro e a desoloção naquela parte da cidade era opressiva. Se acaso houvesse um dia seguinte ao Apocalipse, iria parecer com aquilo.

Aurora da Esperança separou dois ramos que obteve de uma esquálida árvore na calçada em frente. Em seguida, disse a Alain que trouxesse um dos parentes de cada vez para a frente da casa, onde ela faria o ritual.

Alain veio com o primeiro, um dos parentes sãos. O homem tremia levemente.

Quando virou-se para buscar o próximo, os ouvidos atentos dele e de Virgínia escutaram ruídos dentro da casa: uma janela sendo aberta, portas abrindo-se e fechando-se, passos firmes ou arrastados sobre o assoalho.    

Jackal - Post Anterior:

Lua escreveu:Um pouco mais tarde, Glinka começou a falar, pisando em ovos:

- Então… Ouvimos uma ameaça ao rei. Trata-se Horus e Nithar… dois garous de minha tribo…


Garras de Sangue escreveu:-- Antes de minha primeira mudança fui sequestrado por vampiros do clã assamita, ao passar minha primeira mudança eliminei meu algoz e fui encontrado por Horus e Nitar, que me trouxeram até aqui, provavelmente me abandonaram pois não tenho interesse na Bruxaria Amarga, nem em promover justiça contra quem fez o que devia ser feito.

Ao ouvir falar em Bruxaria Amarga, Boris e Kader se entreolharam um pouco confusos. Mas as palavras de Glinka e Jackal já haviam chamado a atenção de outro garou, que se aproximou rapidamente.

- Deixem-me cuidar disso, Boris e Kader-yuf. Sei do que se trata.– disse o garou em uma voz rouca e sussurrante – Eu os manterei informados.

Os dois philodox parecim ter muita confiança no garou pois assentiram em silêncio e voltaram para perto do rei.

Jackal olhou para o rei Vladimir de relance. Era um garou forte de cerca de cinquenta anos, com cabelos e barba de comprimentos médios. Estava vestido com um traje tático mas sua majestade era algo perceptível. Tinha uma expressão de rigor e sabedoria.

O garou que acabava de abordá-los, por sua vez,  teria a mesma idade do rei ou talvez um pouco menos. Usava um manto branco cerimonial sobre o qual se inscreviam muitos símbolos desconhecidos bordados em fios prateados. Seu cheiro era estranho, ainda que não desagradável. Evocava lugares úmidos e sombrios, como o interior de uma catacumba.

- Assim que a Bruxaria Amarga está nos rondando… - disse ele - Não creio muito em suas ameaças, Horus e Nithar não são tão poderosos assim. Mas se pensam em prejudicar o rei, deverão ser eliminados. A tribo de vocês, aliás, nos está dando muito trabalho. Se continuar assim, teremos que esmagar os insurgentes e o sangue de peregrinos silenciosos, infelizmente, correrá. Aviso para que se posicionem desde já.

- Nossa posição é conhecida. – falou Glinka – Servimos ao rei.

- Melhor nos misturarmos aos resto dos garous. - cortou o pragmático Ieraks - Se Hórus e Nithar aparecerem, o senhor verá com quem está nossa lealdade, Lorde Efim. Recomendo que não os subestime e faça um plano de ação para proteger o rei.

Jackal ouvia tudo aquilo de uma posição um tanto estranha. Era um estrangeiro recém-chegado e acabara indo parar entre a elite dos conquistadores de uma cidade de que nunca ouvira falar. Ninguém ali era seu amigo ou inimigo. Não havia vampiros por lá e sim garous como o duo de barbudos, o tal Lorde Efim ou o próprio rei. Lobisomens poderosos o suficiente para resultar em aliados valiosos ou inimigos bastante incômodos.

Glinka e Ieraks se despediram e partiram, deixando Jackal sozinho com Lorde Efim, que parecia pouco interessado nele. O rei arrumava sua vestimenta e limpava a garganta antes de ir ao balcão. Zeloso de sua aparência, vestiu um capote militar e depois decidiu retirá-lo, deixando-o dobrado sobre uma cadeira.

Então Jackal escutou uma voz em sua cabeça.

<< Jackal, sou Hórus. De onde estamos podemos vê-lo. Muito bem! Está perto do rei. Ouça… consiga-nos alguma coisa do “soberano”. Um objeto, um pedaço de roupa, um fio de cabelo.. o que quer que lhe pertença e nos traga. Estamos incógnitos mas, assim que você sair do palácio, iremos secretamente até você. Faça isso em nome dos caminhos que percorremos juntos e será bem recompensado*..>>

off:
* Executando a tarefa, Jackal ganhará, sem gasto de xp, 1 dom ou ritual de nível 1 a escolha, desde que seja de sua raça, augúrio ou tribo ou 1 ponto em qualquer antecedente permitido aos Peregrinos Silenciosos.

Shaíra:
Shaíra aguardava o pronunciamento do rei entre a pequena multidão de garous e parentes reunidos. Sorriu feliz ao ver que Glinka e Agai estavam bem.


Cetza escreveu:-- Olá.. que bom que ficaram bem e ... Agai, obrigada novamente pelos treinos com arco... me foram bem úteis...  


- Foi um prazer. – disse o senhor das sombras com um sorrisinho malandro.


Cetza escreveu:-- Isso... é.. vai ficar uma bela marca... vai ser complicado explicar isso à minha tia... e... seria bem mesmo ver um theurge...obrigada...

- Ahhh… - disse Agai – Será preciso algo bem mais grave que isso para dar-lhe sua primeira cicatriz de batalha, mocinha. Não se preocupe, não vai deixar marcas, eu garanto.

- Tia?! – exclamou Glinka – Agai, acho que temos uma espécie de sogra…

- Nada é perfeito. – suspirou Agai de brincadeira. Em seguida foi buscar o theurge, deixando Shaíra em companhia do peregrino silencioso. Glinka então passou a relatar sua participação na batalha, daquele jeito meio exibido que alguns machos adotavam perto dela, até mesmo os garous. Ele era um ragabash simpático, porém, e era quase impossível não rir com suas histórias. Fazia a guerra até parecer divertida, mesmo Shaíra sabendo, na própria carne, que não era.

Agai voltou um pouco depois com um garou loiro, que Shaíra reconheceu como sendo um dos arqueiros de Mordvin. Embora estivesse entre os senhores das sombras, era andarilho do asfalto e ela lembrou-se de tê-lo visto com um arco ultra-tecnológico durante o ataque incendiário às muralhas. Agai apresentou-o. Chamava-se Chase, nascera nos EUA, não era theurge e sim galliard e, fato muito insólito para um garou, era médico.

Chase aplicou o dom Cura Rápida em Shaíra.

Rolagem:
Chase rolou 7 dados de 10 lados com dificuldade 5 para Cura Rápida e obteve: 4 3 5 1 9 1 3 
Que pena, Chase não obteve sucesso!

Com tudo isso, Chase falhou! Glinka até sentou no chão para rir e o rosto de Agai contorceu-se todo, tentando esconder um riso sádico diante do constrangimento de Chase, que desculpava-se com algumas explicações sem sentido e um sorriso amarelo.

Estavam neste momento descontraído quando um vento frio soprou sobre eles. Shaíra era a única que ainda estava em crinos e seu nariz animal sentiu algo estranho. Um fedor de defunto, diferente do que vinha das piras e dos escombros. Não era exatamente cheiro de putrefação mas cheiro de gente morta, só que mais intenso… e cálido. Seria difícil explicar mas Shaíra sentiu como se aquele odor de morto viesse de algo… vivo.

Então ela olhou na direção de onde vinha o vento e notou que algo se aproximava. Pessoas ainda mais esfarrapadas do que os reféns resgatados, que caminhavam de forma trôpega e lenta mas constante. Vinham na direção dos garous reunidos e, inequivocamente, fediam a mortos!

Volg:

Miltonvisiak escreveu:-Não participei da invasão Piotr, minhas ordens eram pra ficar no hospital ajudando quem chegasse com vida.

-Matei o dançarino que tentou me raptar. fez pausa por um momento e continuou.

-Não entrei em frenesi, acho que consegui porque sempre fui um lutador desde pequeno, apesar de nunca ter lutado com esse tipo de coisa.Tive que matar ele, além de tentar me raptar, eles iam fazer mal ao grupo que me ajudou depois da primeira transformação e pelo que vi são nossos inimigos mortais.


- Sim. - respondeu Piotr – Os dançarinos da espiral negra estão entre nossos inimigos mais terríveis e isso porque são, de um certo modo, iguais a nós… Eles descendem de uma antiga tribo garou, os Uivadores Brancos, que caíram nas garras da Wyrm – o Mal, para você entender – enlouqueceram e se degeneraram em monstros. Agora eles prosperam com tudo o que nós combatemos: lixo industrial, radiação, substâncias tóxicas, perversões e a destruição de Gaia. Eles aumentam sua população em um ritmo maior que o nosso porque não se importam em violar a Litania e reproduzir-se entre si, o que sempre gera garous, ainda que deformados e estéreis. Eles também induzem garous saudáveis a “dançar a espiral negra”, um ritual maligno que nos transforma em seres iguais a eles. Este é “rito de iniciação” deles e, dizem, é pior do que qualquer coisa que você possa imaginar. Como anteriormente foram garous, eles também se ferem com prata, regeneram-se do mesmo modo, têm dons ensinados por espíritos malditos etc. Pense neles como tudo o que somos, Volg, só que espelhado e corrompido.

Volg escutava a explicação de Piotr atentamente mas ainda se mantinha alerta ao seu redor. A certa altura, seus olhos voltaram-se para Shaíra. Em crinos, ela farejava o ar. Então Volg olhou na mesma direção que ela e viu um grupo de pessoas esfarrapadas que se aproximava a passos lentos e cambaleantes. Um instinto que ele nem sabia que tinha despertou e arrepiou sua pele: aquilo que vinha se aproximando não era natural…

Yuri:

Zayrus escreveu:-Quando ainda era criança matei um Parente. Isso aconteceu por legítima defesa, tanto que o evento foi desencadeado pela minha primeira transformação. É um acontecimento que já foi esclarecido oficialmente... O Parente foi o responsável pela minha mácula.- Fechei os punhos e contive as lembranças para continuar: -Ainda jovem vivi alguns anos ao norte, junto dos Siberakh, e protagonizei alguns feitos sob seu estandarte. Creio que nada disso importe hoje, mas venci algumas boas batalhas enquanto sobre solo siberiano. Após esse período voltei ao seio da Lua Crescente. Quanto a batalha... Bom, estive com vocês, são testemunhas melhores que eu para atestarem o que fiz. O incidente na cabana aconteceu por descontrole da minha parte ao dar o tratamento adequado a Parentes maculados que estavam associados a torturadores. Associaram a forma como agi à mácula. Estupidez, mas não os culpo. O que agravou a situação foi os ânimos de um Garou em específico, acho que não estaria tomando o tempo de todos com essa merda não fosse por isso. Mas acredito que é tudo...- Relutei por um instante mas acabei falando: -A não ser que vocês considerem meu nome algo relevante.- "Como se nascer fosse algum mérito." Eu odiava ter que dizer aquilo, mas havia me pedido tudo. Foi o que os dei.


- Pensei que iria ouvir algo pior. – disse Boiak ao fim.

- Eu também. – concordou Sanjar – Estava imaginando um plano para dividr os philodox mas, diante disso, acho que não vale a pena desviá-los do foco das negocições de paz.

- Hum!… - fez Nicolai, balançando a cabeça afirmativamente. Estava claro que Yuri passara em seu escrutínio.

Yuri talvez tivesse outros pensamentos mas o lobo dentro dele foi tomado por uma sensação de pertencimento. Sentiu que aquele grupo tacitamente havia decidido que ele era um membro a ser defendido, antes mesmo que começasse seu relato, que apenas confirmou a decisão. Não perderam tempo julgando, apiedando-se, aconselhando ou reprovando, estavam concentrados no essencial, que era avaliá-lo e compreendê-lo. Sem palavras vãs. Era o jeito deles, Yuri começava a perceber.

Por fim, Boiak falou.

- Com "um garou em específico" você deve estar falando de um desses estrangeiros que Oleg trouxe, não? Para completar a cagada que começou com os roedores de ossos. Ele tem uma boa matilha de presas de prata com ele, é o que salva, mas resto é de dar pena. Se assustam, ficam paralisados, desobedecem. O problema todo é essa educação de maricas que eles recebem no Ocidente e não conseguem abandonar depois. Já não são capazes de desfrutar amassando os crâneos certos, coitados, e se escandalizam quando alguém dá o merecido tratamento aos inimigos. – Boiak moveu a cabeça em negação -  Acho que alguns nem crêem em inimigos. Mas nesta parte do mundo as coisas são diferentes, nós não somos medrosos. Vou contar algo para você, eu soube de um senhor das sombras que andava com dançarinos da espiral negra. Ele agia como dançarino, fedia como dançarino e todos o julgavam um dançarino até o dia em que o cara matou uma colméia inteira de bastardos, “implodindo-a” por dentro. Ele já estava tão maculado quando isso aconteceu, então, que quase não distinguia o Bem do Mal e teve que ir purificar-se nos suplícios do Érebo. Mas sobreviveu e voltou tão limpo e honrado quanto um garou dessa tribo miserável pode ser.
E vou ser sincero com você, aqui, de tanto conviver, acabamos nos parecendo um pouco com os senhores das sombras. Claro que linhagem e tudo mais que nos torna os eleitos de Gaia são coisas importantes. Mas nestas estepes ninguém vai superestimar pureza racial, ancestrais e essas coisas se o sujeito não corresponder. Se você me pregunta se seu nome é relevante, eu digo: para mim não. Tampouco a referência ao Dragão em seu nome garou. Por mim, enquanto você não provar com seus feitos o valor da sua linhagem ela é só um experimento. Do mesmo modo, enquanto dentro de você o cara que matou a rainha dos dançarinos dominar o que quase perdeu o controle ao acabar com o grandalhão, está tudo bem. Não sucumba à mácula e continuará sendo o cliath mais promissor que eu tenho visto em anos. E, com orgulho, um dos nossos.


- Agora é trabalhar para convencer os outros. – completou Nicolai.

O resto da tropa fez gestos de concordância.

- E não diga que não importam suas batalhas com os Siberakh. – disse a galliard Daria sorridente – Algum dia você tem que me contar a história de pelo menos uma delas!

Foi o primeiro sorriso que ele recebeu da tropa. E era bem bonito.

Quando seus olhos se desviaram do rosto de Daria, porém, algo na paisagem atrás dela preocupou-o. Da colina onde estavam, Yuri viu que um grupo de pessoas atravessava a ponte sobre o fosso, vindo em direção a eles como bando de formigas. Não pareciam hostis, mas estavam andrajosos, despenteados e abatidos. Poderia ser mais um grupo de reféns libertos sabe-se lá de onde mas não havia nenhum garou com eles. E aquilo não cheirava bem.

Jackal, Klauss, Shaíra, Volg, Yuri:
O sol brilhava forte mas já começava a fazer frio naquele início de outono nas estepes.

Na pequena ilha formada ao redor do antigo palácio dos dançarinos da espiral negra, unida ao resto da cidade só por uma ponte, um grupo de garous e parentes reunia-se para ouvir o rei.

Ali estavam os arqueiros e demais senhores das sombras; os garras vermelhas; as tropas de Kader e de Boris; os roedores de ossos, exceto Turiak; Lorcan, Obaim, Pakomi e Ieraks; Shaíra, Agai e Glinka; Nádia, já com a pele refeita; Olaf, ladeado pela galliard que ajudou Virgínia no resgate,  a theurge lupina e o uktena; Leyda e Vikentia; Volg, Piotr e os demais cliaths, e duas dúzias de parentes resgatados. Sobre uma pequena colina dentro da ilha, estavam Yuri, Boiak e sua tropa.

No palácio, o rei e seu séquito saíam ao balcão. Jackal se viu sozinho, mesmo os garous que faziam a guarda voltavam-se na direção ao rei.

Vladimir Slovanovich, autoproclamado rei, olhou para seus “súditos”. Era um homem de meia-idade, cabelos e barba de comprimento médio e um olhar inteligente e severo. Gostando-se ou não dele, era impossível ignorar sua aura de poder e majestade. Tinha a seu lado Boris e um garou da tropa de Kader, que usava um manto branco com bordados prateados. Os presas de prata reconheceriam-nos como representantes das cabanas do Sol e da Lua. Mais atrás vinham o próprio Kader, Oleg, Fiodor, Maksin, Hirson, Karol, Dalebor e Klauss.

O rei começou a discursar. Era um ahroun, mais de ação do que palavras, e usava frases curtas e objetivas. Proclamou a tomada de Vaki, reclamando-a para os presas de prata; avisou da chegada de parentes vindos de Dazil para cuidar da proteção do Véu e dos trabalhos de reconstrução; festejou a libertação dos reféns e louvou a união das diferentes tribos para eliminar o suporte dos dançarinos da espiral negra em uma só noite. Talvez o rei tivesse um talento oculto para falar, talvez usasse um dom, ou mesmo fosse devido à sua presença impressionante, mas o fato é que a audiência estava hipnotizada.

De cima da colina, as palavras de Vladi chegaram aos ouvidos de Yuri mas, naquele instante, o que o preocupava era a “procissão” que viu na ponte.

Igualmente Shaíra e Volg também tinham sua atenção focada na estranha gente que se aproximava.

De sua  posição privilegiada no balcão, Klauss tinha os olhos ainda postos em Volg quando notou que ele e Shaíra se puseram alertas. Sobre a colina, O mesmo se passava com Yuri e dentro da multidão galvanizada pelo rei, outros garous também se agitaram. A razão era uma só: um estranho grupo de forasteiros andrajosos os cercavam lentamente.

Não bastasse isso, algo mais chamou a atenção de Klauss. Era menos uma questão visual do que um aviso dos instintos – ou de Gaia: no meio da audiência absorta com o discurso, ele sentiu que um vulto semi-invisível caminhava.

Off:

1 - Jackal você não está vendo o que acontece do lado de fora. Seu post é, basicamente, o anterior.

2 - Mapinha para vocês entenderem mais ou menos onde estão. É só uma referência, não está em escala.





*Rodrigo*Alexey    *Mitzuki  


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Esta é uma obra de ficção. A menos que você seja um lobisomem, qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.
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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Cetza em Qua 9 Nov 2016 - 19:14

- Foi um prazer. – disse o senhor das sombras com um sorrisinho malandro.
- Ahhh… - disse Agai – Será preciso algo bem mais grave que isso para dar-lhe sua primeira cicatriz de batalha, mocinha. Não se preocupe, não vai deixar marcas, eu garanto.
- Tia?! – exclamou Glinka – Agai, acho que temos uma espécie de sogra…

Shaíra ria enquanto passava a mão sobre o machucado.. por um lado queria ter ganho uma cicatriz de batalha, mas também sabia que seria difícil explicá-la. -- Queria muito uma cicatriz de batalha... mas acho que tenho que me esforçar mais antes de merecer uma... Sogra? hihihi... Não... minha tia teria um troço...hihihi

- Nada é perfeito. – suspirou Agai de brincadeira. Em seguida foi buscar o theurge, deixando Shaíra em companhia do peregrino silencioso. Glinka então passou a relatar sua participação na batalha, daquele jeito meio exibido que alguns machos adotavam perto dela, até mesmo os garous. Ele era um ragabash simpático, porém, e era quase impossível não rir com suas histórias. Fazia a guerra até parecer divertida, mesmo Shaíra sabendo, na própria carne, que não era.


Shaíra ouvia as palavras de Glinka e as ouvia animada, gostava de ouvir as histórias contadas.. remetia a sua infância no deserto... e isso a deixava feliz. Ela gostava de ouvir as histórias dele, já que ele sempre as deixava engraçadas... Shaíra ficava rindo e as vezes batia umas palminhas para ele quando chegava nas partes onde ele se destacava. -- Nossa Glinka, você fez tudo isso... bem.. eu não fiz muita coisa... fiquei no hospital de campanha... ai bem... fomos atacados e um dos garous que estavam conosco fora levada... mas graças à Gaia conseguimos salvá-la...


Com tudo isso, Chase falhou! Glinka até sentou no chão para rir e o rosto de Agai contorceu-se todo, tentando esconder um riso sádico diante do constrangimento de Chase, que desculpava-se com algumas explicações sem sentido e um sorriso amarelo.


Agai voltava com um médico.. que para sua surpresa era um Galliard, mas Shaíra não negaria uma ajuda ainda mais naquele estado, Shaíra se deitava no chão e deixava o 'profissional' agir... porém ele falhava, Shaíra sentia-se mal por Chase enquanto via Glinka rindo dele e Agai se esforçando para não rir... -- Não fique assim... talvez a ciência dos homens não combina com os garous... só isso... " Preferiria um Theurge... mas fazer o quê....não se pode ter tudo"


Estavam neste momento descontraído quando um vento frio soprou sobre eles. Shaíra era a única que ainda estava em crinos e seu nariz animal sentiu algo estranho. Um fedor de defunto, diferente do que vinha das piras e dos escombros. Não era exatamente cheiro de putrefação mas cheiro de gente morta, só que mais intenso… e cálido. Seria difícil explicar mas Shaíra sentiu como se aquele odor de morto viesse de algo… vivo.

Então ela olhou na direção de onde vinha o vento e notou que algo se aproximava. Pessoas ainda mais esfarrapadas do que os reféns resgatados, que caminhavam de forma trôpega e lenta mas constante. Vinham na direção dos garous reunidos e, inequivocamente, fediam a mortos!


Shaíra sentia um cheiro estranho no ar... ela se levantava e farejava, já que ela era a única que notara o estranho cheiro. O discurso do Rei prendia aos demais mas Shaíra se mantinha em alerta, ela chamava a atenção de Glinka, Agai e Chase... alertando-os para àquela estranha situação.   -- Glinka... Agai.. Chase... há algo estranho... estou sentindo um cheiro de... morte... mas.. vinda de coisas... Ahhrgg! Mas o que são aquelas coisas! Shaira se espantava e apontava para a trupe de maltrapilhos que se aproximavam, ela não queria acreditar que a Corruptora ainda tinha um truque escondido... ---- ZUMBIS!


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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Zayrus em Qua 9 Nov 2016 - 20:55

As primeiras palavras do grupo após o término de minhas falas confirmam o sentimento de calmaria o qual havia se apropriado de mim. Meu nome não significava nada ali, bem como minha Mácula. Era difícil aceitar que os maiores paradigmas que possuí entre os Siberakh e os demais Presas de Prata pareciam simplesmente não ter relevância em um grupo que me era praticamente estranho. Todos ali olhavam para mim apenas como alguém com quem eles estariam seguros em dividir um campo de batalha, viam na minha figura nada além de um guerreiro confiável para se lutar ao lado. As palavras de Boiak me ensinaram um pouco mais sobre as guerras, me mostraram que a Glória nem sempre as vence, e aquilo me tocou, mas o arrebatamento que o grupo fez se apoderar de mim fez tudo isso soar como nada muito além de ecos. Devolvi o sorriso a Daria, confirmando com a cabeça seu pedido. A guerra ainda tinha seus belos momentos, afinal. Infelizmente eles são breves.

Algo já me inquietava há algum tempo, e mesmo o episódio de reforço dos laços do grupo não levou embora a sensação de que havia algo de errado no ar. A visão do grupo moribundo confirmou o augúrio de meus instintos. A fala do Rei prendia a atenção da multidão e o grupo miserável avançava pela ponte. Inicialmente me contive em dizer ou fazer qualquer coisa, achava improvável que aquilo fosse sinônimo de problemas, alguém já deveria tê-los notado. Mas eles continuavam a avançar, e quando vi que começaram a cercar a platéia do discurso de vitória tive a certeza que tínhamos um problema em mãos. Ativei o Dom Visão dos Mundos para olhar através da película, procurando por qualquer coisa que me parecesse estranha entre os adarilhos, na platéia do discurso ou mesmo nos arredores.


-Estão nos cercando.- Disse para chamar a atenção de todos, em um tom sério. Imediatamente prossegui: -Precisamos isolar os Parentes e os incapacitados onde possam ser protegidos. Temos uma posição privilegiada, podemos conter o avanço do nosso lado e segurar os demais na ponte, os outros batalhões podem cuidar do resto. Mas temos que agir agora.- Assumi a forma Hispo, dando alguns passos apressados a frente, instintivamente. Me detive. Olhei para Boiak. Normalmente eu avançaria impetuosamente, mas agora me sentia parte daquele grupo, e ele era o líder. Esperei seu aval para partir na direção da multidão. O quão logo recebesse a permissão avançaria para o ataque, me contendo apenas caso não notasse nenhum sinal de hostilidade por parte dos caminhantes.



OFF:
spoiler:
Irei usar Força de Vontade para ativar o Dom.
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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Alexyus em Qui 10 Nov 2016 - 19:48

Alaín ouviu os sons de correria na casa e também correu para impedir a fuga dos reféns.

"Será que tem mais túneis sub terraneos na casa? Passagens secretas? Não vou deixar ninguém morrer antes de me contar tudo sobre isso!!!

Triunfo havia estado o tempo todo na forma Crinos e ia usar toda sua força para derrubar todos os corrompidos que estivessem tentando fugir.
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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

Mensagem  Klauss Krugger em Sex 11 Nov 2016 - 6:59

De sua posição privilegiada no balcão, Klauss tinha os olhos ainda postos em Volg quando notou que ele e Shaíra se puseram alertas. Sobre a colina, O mesmo se passava com Yuri e dentro da multidão galvanizada pelo rei, outros garous também se agitaram. A razão era uma só: um estranho grupo de forasteiros andrajosos os cercavam lentamente.

Não bastasse isso, algo mais chamou a atenção de Klauss. Era menos uma questão visual do que um aviso dos instintos – ou de Gaia: no meio da audiência absorta com o discurso, ele sentiu que um vulto semi-invisível caminhava.

*Me aproximo de Oleg.*

-- Oleg-rya, veja na ponte, são os parentes vindo de Danzil? Porque caso contrario seremos cercados facilmente, e não é só isso (off. sinto um disturbio na força kkkk) sinto uma presença estranha no meio deles, acho que teremos mais uma batalha... você deve alertar o Rei Vlad. Quer que eu assuma a frente? Assim posso evitar que algum descontrolado os ataque caso sejam os parentes, além de iniciar uma retalhação caso estejamos sendo atacados. sabe que estou as suas ordens Oleg-rya.


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Re: ASIA CENTRAL II - A Estepe Selvagem

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